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Como aprender sem medo de errar

A maioria das pessoas que chega à universidade costuma ter problemas com a gramática
A maioria das pessoas que chega à universidade costuma ter problemas com a gramática – sabem um pouco, sabem mais ou menos ou têm algumas dúvidas. Poucas dominam as regras. Uma das razões para isso é que a gramática nem sempre é ensinada no momento adequado e as crianças acabam tendo uma experiência negativa com seu estudo.

Além das limitações naturais das crianças, o problema muitas vezes é agravado pela inabilidade dos professores – geralmente presos a um currículo rígido. O fato é que a maioria das pessoas ainda guarda a impressão de que gramática é uma porção de regras chatas que precisam ser decoradas. Mas não é nada disso. Há lógica nas normas gramaticais e uma coerência fascinante, que é, aliás, a própria beleza da língua.

Muita gente não gosta de ser corrigida, fica constrangida. Em geral, esse sentimento acaba provocando uma aversão por escrever. Mas redigir não pode ser causa de sofrimento, principalmente em função da correção gramatical. Errar faz parte de qualquer atividade criativa, mas é preciso trabalhar – prestar atenção no que se lê e no que se escreve, procurar tirar as dúvidas, quando elas aparecem, ou estudar a gramática para valer – se quiser evitar erros recorrentes.

Na prática
Um modo prático de aprender é ter sempre a seu alcance uma gramática. Quando tiver dúvidas, olhe o índice e faça sua consulta. Às vezes, um bom dicionário é o suficiente. Aos poucos, as normas gramaticais vão se incorporando à sua prática. Ainda que você não memorize todas as regras, o princípio da correção vai se fixando naturalmente.

NA HORA H
Em caso de dúvida
• Entre “chutar” a grafia de uma palavra ou determinada acentuação, não hesite, consulte a gramática. Pesquisando os índices de erros e acertos nos “chutes” feitos por seus alunos, alguns professores de cursinho concluíram que as taxas de erro variavam entre 70% e 90%.

• A tendência, portanto, é “chutar” errado. Mais uma razão para reforçar a idéia de que consultar a gramática deve ser um hábito permanente para quem escreve.

Empatia
• Há livros de gramática para todos os gostos. Algumas gramáticas são completas, minuciosas, aprofundadas. Outras são simplificadas, trazem os assuntos “mastigados” e resumem-se ao essencial. Identifique-se com uma gramática.

• Você já sabe o essencial, na medida em que domina a língua que fala e escreve. Se deseja aperfeiçoar esse domínio, deve prestar atenção a seus pontos fracos, procurando contorná-los. É importante evitar falhas.