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Correção UECE 2020-2 -2ª fase Português Prof: Emmanuel Lessa

Confira a correção feita pelo prof Lessa

COMENTÁRIO DE LÍNGUA PORTUGUESA UECE

VESTIBULAR UECE 2020.2

PROF EMMANUEL LESSA

1) Os textos 1 e 2 se referem ao uso da variante informal da língua portuguesa. O uso dessa

variante, em ambos os textos, justifica-se por mostrar ao leitor

A) a organização social e cultural de uma comunidade de falantes.

B) que ele não sabe falar o bom português.

C) que fala essa variante da língua que ele não sabe português.

D) que há uma única variante falada no Brasil.

COMENTÁRIO: Ambos textos usam da variante linguística coloquial, através dessa perspectiva, percebe-se que não é necessário aplicar o conteúdo da gramática normativa para conseguir compreender as mensagens que foram mostradas nos textos.

2) A característica da temática e do estilo próprios da escrita literária de Oswald de Andrade

que NÃO está presente no poema “Pronominais” é

A) o uso do verso livre, a fim de traduzir a liberdade plena da forma.

B) a ruptura com os padrões da língua literária culta e a busca de uma língua brasileira.

C) a proposta de reduzir a distância entre a linguagem falada e a escrita.

D) a obediência à métrica rígida empregada nas formas clássicas da poesia.

COMENTÁRIO: Ao ler o texto pronominais de Oswald de Andrade, nota-se que a insistência do autor em romper com os paradigmas poéticos impostos pelos acadêmicos, o poema modernista tem como características o rompimento com as rimas e a métrica nos poemas, tais características encontra-se na poesia parnasiana e simbolista. Diante disso, o item a ser marcado é o da letra D, pois o poema Oswaldiano não segue obediência métrica.

3) Sobre a explicação dada por Oswald de Andrade para o não emprego da ênclise na fala do

português do Brasil, é correto afirmar que o autor

A) acredita que apenas os esclarecidos sabem essaregra.

B) relativiza o uso dessa regra gramatical pelo povo brasileiro.

C) afirma que não há regras para uso de pronomes.

D) exalta o preciosismo da fala do brasileiro.

COMENTÁRIO: Ao escrever a poesia Pronominais, Oswald de Andrade busca levar o gênero a todas as camadas populares, fazendo isso, o poeta mostra a ideia de que é importante reduzir a distância entre a linguagem falada e a escrita. Quando o autor cita, “o bom negro e o bom branco, mostra que a coloquialidade na poesia chega a todas as camadas sociais. Portanto, o item correto é a letra B.

4) A variação linguística pode revelar muitas informações acerca de quem a está utilizando. Valendo-se desse fenômeno, o autor do texto 2 apresenta o eu lírico como alguém que não domina a norma culta brasileira, por misturar traços da linguagem caipira com a fala de imigrantes italianos de conhecidos bairros paulistas para figurativizar o personagem. Atente para o que se diz a seguir sobre variação linguística:

As línguas têm formas variáveis e há usos de determinada variedade em uma sociedade formada por uma heterogeneidade de falantes advindos de lugares distintos, a exemplo de São Paulo.

Os aspectos mais perceptíveis da variação linguística são a pronúncia e o vocabulário, mas pode-se apontar, no texto 2, variações em todos os níveis da língua.

III. O fenômeno da variação é complexo e o princípio de adequação à identidade de quem utiliza, a situação comunicativa e outros fatores podem intervir.

É correto o que se afirma em

A) I e II apenas.

B) I e III apenas.

C) II e III apenas.

D) I, II e III

COMENTÁRIO: Ao ler os textos, percebe-se que ambos tratam de variações linguísticas, enquanto no texto 1 foram abordadas variações diafásica e diastrática, pois é visto o contexto social, logo, no texto 2 é abordada a variação diatópica, nota-se que o emissor usa de expressões regionais de alguns locais. Portanto, as três afirmativas são verdadeiras, logo o idem D é o correto.

5) Considerando que a letra da canção “Meu caro amigo” foi escrita em 1976, um momento de repressão a qualquer denúncia ao governo e aos abusos estatais ou a manifestações contrárias ao regime, constata-se que Chico Buarque faz da música uma das principais formas de protestar indiretamente, para evitar a censura, espalhar uma mensagem de resistência e conscientizar a população. Fruto de uma parceria com Francis Hime, a canção foi criada como uma tentativa de burlar o regime por meio do envio de notícias do Brasil a seu amigo Augusto Boal, que vivia no exílio em Lisboa. Atente para o que se diz a seguir a respeito dessa canção e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.

(  )A expressão “Muita mutreta pra levar a situação” (linha 36) revela o esforço do eu lírico para suportar as dificuldades.

(  ) O eu lírico mostra que para segurar “esse rojão” (linhas 41, 51 e 61) o remetente da carta busca refúgio em prazeres momentâneos como a cachaça, o cigarro e o amor.

(  ) O autor cita nomes de pessoas reais: Marieta, Francis e Cecília para organizar um discurso que fala de si próprio, passando a ideia da realidade dentro de uma ficção.

(  )

O tom formal da mensagem permite identificar uma relação de distanciamento entre o emissor e o seu “caro amigo” (linhas 42, 52, 62). A sequência correta, de cima para baixo, é:

A) V, F, F, V.

B) F, V, F, F.

C) V, V, V, F.

D) F, F, V, V.

COMENTÁRIO: Ao ler o texto “ Caro amigo” de Chico Buarque, nota-se que o eu-lírico comporta-se de maneira informal ao relatar a situação que passa o Brasil por meio de uma carta.  Logo, fazer mutreta e gozar os prazeres da vida são fatores de verossimilhança que confrontam a realidade mimética relatada no texto. No caso, a afirmativa 4 torna-se errada, pois não existe tom formal da mensagem e nem um distanciamento entre o emissor e o interlocutor.

6) O texto acima, embora classificado como uma canção, apresenta muitas características dos gêneros

A) literários, por apresentar os personagens, a trama e o final da história.

B) injuntivos, por levar o leitor a se indignar e a reagir contra a situação apresentada no texto.

C) epistolares, por estabelecer comunicação a distância entre duas pessoas.

D) expositivos, por apresentar uma ideia de como estava a situação do país.

COMENTÁRIO: Ao ler o texto, é nítido que não tem características do gênero literário, pois não há trama nem enredo; Não possui nenhuma função injuntiva, como em textos como bula ou manual; embora seja dissertativo, possui características de uma carta, ou seja,  epistolar , já que há um diálogo entre interlocutores sobre a situação vivida no páis.

7) Manifestada por elementos formais que assinalam o vínculo entre os componentes do texto, contribuindo para a construção do sentido intentado pelo autor, a coesão textual é compreendida como a conexão entre palavras, expressões ou frases. Considerando esses aspectos, assinale a afirmação verdadeira.

A) Em “Aqui na terra tão jogando futebol” (linha 31), o elemento aqui se refere ao Brasil.

B) Em “Ninguém segura esse rojão” (linha 41), esse rojão se refere ao elemento anterior “cachaça”, por seus efeitos negativos.

C) Em “A par de tudo que se passa” (linha 55), o elemento tudo se refere à saudade do amigo exilado, porque resume o sentimento.

D) Em “A Marieta manda um beijo para os seus” (linha 67), o elemento seus se refere a algo pertencente à Marieta.

COMENTÁRIO: O item A é o correto, pois o advérbio Aqui refere-se ao Brasil, como podemos observar nas seguintes expressões e palavras, as quais se remetem, o termo terra escrito minúsculo, no verso da linha 32 há as indicações “há muito samba, há muito choro”, os quais são elementos culturais pertencentes ao país.

8) Atente para a relação das seguintes figuras de linguagem, presentes no texto 3, com as respectivas classificações:

I.“Que a gente tá engolindo cada sapo no caminho” (linha 57-58)

— METÁFORA

II.“Meu caro amigo, eu quis até telefonar/ Mas a tarifa não tem graça” (linhas 52-53)

— METONÍMIA

III.“Tem muito samba, muito choro e rock’n’roll/ Uns dias chove, noutros dias bate o sol” (linhas 32-33)

— EUFEMISMO

IV.“Mas o correio andou arisco” (linha 64)

— CATACRESE Estão corretas as classificações contidas em

A) I, II e III apenas.

B) I, II e IV apenas.

C) III e IV apenas.

D) I, II, III e IV.

COMENTÁRIO: Na expressão … tá engolindo cada sapo no caminho, observa-se uma metáfora. Ao ler a expressão “ Mas a tarifa não tem graça” ocorre uma metonímia, pois indica o custo da ligação; na assertiva III, observa-se uma antítese na expressão “uns dias chove, noutros dias bate sol”, já na frase “Mas o correio andou arisco” observa-se uma catacrese, a qual é uma metáfora cristalizada. Portanto, o item a ser assinalado é a letra B.

9) Ao tratar do tema da vida, o texto apresenta uma

A) descrição da vida como um fardo a se carregar.

B) visão da vida sem esperança.

C) reflexão sobre as possibilidades que a vida nos oferece.

D) descrição de uma vida feliz só no mundo espiritual.

COMENTÁRIO: Ao ler o poema Reivenção, escrito pela poetisa Cecília Meireles, escritora da segunda geração do modernismo brasileiro, nota-se que o eu-lírico mostra que devidas circunstâncias que aparecem na vida, é indispensável realizar reflexões sobre o que a vida oferece a fim de lidar com as desilusões e traumas vivenciados.

10) Sobre o poema “Reinvenção”, de Cecília Meireles, é correto afirmar que

A) é constituído por trinta e dois versos com rimas alternadas em três estrofes e com rimas livres no refrão.

B) a animosidade do dia a dia faz com que o ser humano precise “reinventar” a vida.

C) a utilização da metonímia, na segunda estrofe, mostra que para a autora a beleza da vida é simples.

D) o uso do “mas”, na terceira estrofe, revela uma desesperança da autora frente à vida.

COMENTÁRIO: Ao ler o segundo parágrafo, nota-se o emprego da metonímia, em relação do concreto com o abstrato “ a mão dourada passa a mão pelas folhas e água. Os elementos folhas e águas fazem parte do simples e do cotidiano.

11) De acordo com o texto 5, é correto afirmar que o autor

A) narra a história de jovens que estão diminuindo o QI devido ao uso da tecnologia.

B) argumenta que o tempo em frente à tela pode diminuir o trabalho intelectual.

C) descreve a forma de aprendizagem dos jovens dos dias de hoje.

D) explica como os jovens da atual geração usam a tecnologia.

COMENTÁRIO: O autor mostra através de diversos argumentos de autoridade comprovar a tese, a qual afirma que o excessivo tempo à frente de uma tela causará prejuízos intelectuais.

12) O texto 5 apresenta elementos coesivos que ajudam na tessitura temática do texto. A partir dessa ideia, é correto afirmar que

A) “esses” (linha 104) se relaciona com “Noruega, Dinamarca, Finlândia, Holanda, França” (linhas 108 e 109).

B) “Isso” (linha 132) substitui “sedentarismo” (linha 135).

C) “algo” (linha149) refere-se a “Softwares e soluções” (linha 152).

D) “prejudicadas” (linha 122) retoma “saúde, concentração e memória” (linha 120).

COMENTÁRIO: O termo “prejudicadas” faz parte da locução “podem ser prejudicadas”, o qual faz parte de uma oração que está na voz passiva e que tem como sujeito os termos sáude, concentração e soluções, os quais funcionam como sujeito paciente. Diante de tal afirmação, o item correto é a letra D.

13) O termo “A BBC News Brasil” (linha 99) tem a mesma função sintática do termo

A) “o QI” (linha 111).

B) “os primeiros filhos” (linha 105).

C) “prejudicadas” (linha 122).

D) “o funcionamento do cérebro” (linhas 140-141).

COMENTÁRIO: O termo “ A BBC News Brasil funciona como sujeito do verbo publicar, já o termo dentre os 4 citados que exerce a mesma função é o termo QI que é sujeito da oração que tem o verbo diminuir como núcleo do predicado.

14) Conectivos são palavras ou expressões que interligam as frases, períodos, orações, parágrafos, permitindo a sequência de ideias. O papel é desempenhado, sobretudo, pelas conjunções, palavras invariáveis usadas para ligar os termos e orações em um período. Além disso, alguns advérbios e pronomes também podem exercer essa função.

De acordo com o sentido intentado pelo autor, o conectivo destacado apresenta a ideia de

A) adição em “Os testes de QI têm apontado que as novas gerações são menos inteligentes que as anteriores, mas ainda não há uma

comprovação do porquê isso está acontecendo”. (linhas 113-117)

B) inclusão em “O neurocientista deu outros exemplos do porquê o uso de dispositivos digitais pode afetar nossa inteligência”. (linhas 125-127)

C) adição em “Isso resulta em distúrbios na concentração, aprendizagem e impulsividade, além do sedentarismo que pode afetar a maturação cerebral”. (linhas 132-136)

D) inclusão em “Por isso, o tempo em frente a uma tela poderia diminuir o trabalho intelectual, já que não estaríamos praticando outras atividades para manter nosso cérebro sempre bem treinado em outras funções”. (linhas 141-146)

COMENTÁRIO: Ao analisar os termos grifados, nota-se que o termo mas na primeira assertiva apresenta ideia de adversidade, já no item B o termo porquê funciona como motivo e não inclusão, no entanto no item C o termo além do, indica valor de adição, pois introduz uma nova informação, e no item D o termo já que traz uma ideia de causa. Portanto a letra C é a correta.

15) No texto 5, a referência a Michel Desmurget é apresentada de várias formas: “neurocientista francês” (linha 110), “Desmurget” (linhas 117 e 147), “neurocientista” (linhas 125, 137 e 155). Isso ocorre porque o autor

A) intenciona marcar uma ordenação temporal no texto para contribuir na descrição do personagem da notícia.

B) estabelece uma relação de comparação entre elementos do texto para assegurar continuidade da notícia.

C) relaciona elementos gramaticais para a construção do texto, considerando outros elementos extratextuais.

D) retoma a referência ao personagem, substituindo-a por suas características para evitar repetição excessiva.

COMENTÁRIO: A utilização de termos que remetem a Michel Desmurget são utilizadas para evitar a repetição do termo, gerando assim uma ótima coesão textual.

16) No texto 5, a frase “A nossa forma de vida modifica tanto a estrutura quanto o funcionamento do cérebro” (linhas 139-141) relaciona-se a uma série de argumentos apontados pelo neurocientista Michel Desmurget. Atente para os trechos do texto apresentados a seguir e assinale o que NÃO corresponde a um fator para o QI das gerações atuais ser mais baixo do que o das anteriores.

A) “um novo fenômeno em que a geração atual está demonstrando um QI… mais baixo do que a anterior.” (linhas 100-103)

B) “a poluição e exposição a telas podem ser fatores muito influentes atualmente.” (linhas 118-119)

C) “nosso cotidiano contribui para a evolução do nosso QI.” (linhas 138-139)

D) “o tempo em frente a uma tela poderia diminuir o trabalho intelectual…” (linhas 141-143)

COMENTÁRIO: Ao ler o texto, nota-se que os termos “exposição a telas, “nosso cotidiano” e “o tempo em frente a uma tela” correspondem a fatores para o QI das gerações atuais ser baixo, no entanto, na letra A, não aparece nem um fator que modifique o QI das atuais gerações.

17) Patativa do Assaré, apesar de ter inúmeros poemas publicados, não escrevia nenhum deles. Com habilidade inacreditável de memorização, o poeta decorava todos seus poemas. Todos os versos que hoje podemos ver são graças ao trabalho de outras pessoas que se empenharam em transcrever os poemas do poeta, seja ouvindo diretamente do poeta, seja através de gravações. Deste modo, sua poesia é fortemente marcada pela oralidade. No texto de Patativa do Assaré, aparecem expressões da fala popular como “Sou fio das mata, cantô da mão grosa” (linha 160), “Trabaio na roça, de inverno e de estio”, (linha 161) “Cantando, pachola, à percura de amô” (linha 167). Considerando este aspecto da poesia de Patativa do Assaré, atente para as seguintes afirmações:

I.

Este tipo de linguagem revela, no texto, uma escrita de estilo coloquial marcada pelo uso consciente de palavras próprias da fala.

II.

As expressões coloquiais utilizadas no texto revelam o lugar de onde veio o poeta e sua história, deixando claro que a poesia que produz é sobre as coisas simples da vida.

III.

O emprego destes coloquialismos revela a cultura local em que o autor está inserido.

Está correto o que se afirma em

A) I, II e III.

B) I e III apenas.

C) II e III apenas.

D) I e II apenas.

COMENTÁRIO: Ao ler o texto Poeta da Roça de Patativa do Assaré, nota-se a coloquialidade na linguagem é usada de forma plena, já que o poeta usava a fala e não escrita em suas poesias, no texto a utilização de expressões coloquiais representam o lugar de onde veio e sua história. O emprego desses termos revela a cultura do espaço que viveu o poeta. Portanto, as três alternativas são verdadeiras.

18) As palavras “papé” (linha 164), “percura” (linha 167) e “sodade” (linha 177) extraídas do poema revelam uma variedade linguística do português brasileiro específica de um grupo social identificada em falantes

A) do sexo masculino, com idade avançada, que moram em metrópoles.

B) não escolarizados de dialeto usado por moradores de regiões interioranas do país.

C) estrangeiros que não dominam certas expressões da língua portuguesa.

D) escolarizados do sexo masculino que moram no interior do nosso país.

COMENTÁRIO: A poesia de Patativa do Assaré representa uma variação linguística que representa cidadãos não escolarizados e que vivem no interior do país. Os termos citados no comando da questão comprovam tal afirmação.

19) No texto 6, a partir dos versos “Não tenho sabença, pois nunca estudei/Apenas eu seio o meu nome assiná/Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre/E o fio do pobre não pode estudá” (linhas 168-171) é correto inferir que a intenção do poeta é

A) mostrar as diferenças entre fala e escrita para a poesia marcadamente regionalista.

B) apresentar o desprezo do poeta pelas pessoas letradas e a não importância disso para a construção poética.

C) falar sobre as agruras de seu pai, no enfrentamento às questões climáticas do sertão.

D) revelar a realidade de parte da população brasileira que não tem acesso à escolaridade.

COMENTÁRIO: A partir da leitura, percebe-se que Patativa usa sua linguagem poética para evidenciar um problema social que faz parte da realidade brasileira do interior que é o difícil acesso à educação escolar.

20) A poesia de Patativa do Assaré, ao primeiro contato, demonstra uma preocupação em construir uma identidade sertaneja. No texto 6, esta característica é observável, de forma mais evidente, em

A) “Meu verso rastero, singelo e sem graça/Não entra na praça, no rico salão”. (linhas 172-173)

B) “Sou fio das mata, cantô da mão grosa/ Trabaio na roça, de inverno e de estio”. (linhas 160-161)

C) “Não tenho sabença, pois nunca estudei Apenas eu seio o meu nome assiná”. (linhas 168-169)

D) “E assim, sem cobiça dos cofre luzente, /Eu vivo contente e feliz com a sorte”. (linhas 183-184)

COMENTÁRIO: Ao analisar as alternativas, nota-se que no fragmento “ Sou fio das mata, cantô da mão grossa, Trabalho na roça, de inverno e de estio”, observa-se o forte telurismo, fator utilizado nas poesias de Patativa, o que demonstra  uma construção da identidade do sertanejo. Portanto, o item correto é a letra B.

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