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Mia Khalifa, coquetel molotov e a Química: o que tem a ver?

Em meio a esse conflito entre Rússia e Ucrânia, Mia Khalifa compartilha uma “receita” de como fazer coquetel molotov, mas o que seria esse c

Foto de cottonbro no Pexels

Por: @maitecurie – Profa Maria Tereza

Em meio a esse conflito entre Rússia e Ucrânia, Mia Khalifa compartilha uma “receita” de como fazer coquetel molotov, mas o que seria esse coquetel?

O coquetel molotov ganhou esse nome graças ao Vyacheslav Mikhailovich Molotov, um diplomata soviético, e isso ocorreu, após a antiga URSS invadir a Finlândia. Só que durante o ataque, Molotov disse que não houve bombardeamento, mas, sim, entrega de alimentos.

Com isso, a população finlandesa passou a chamar as bombas soviéticas de “cesto de pães de Molotov” e o equipamento incendiário de “Coquetéis Molotov”.

Afinal, do que é feito um coquetel molotov? Onde tem química nisso?

Essa arma incendiária faz o uso, em seu interior, de um combustível, como gasolina ou etanol, e a mistura pode conter um óleo viscoso, como lubrificante automotivo, a qual a função é aderir sobre os alvos. É uma mistura líquida inflamável.

A garrafa é fechada e utiliza-se um pano, como pavio, com ele mergulhado nessa mistura contida na garrafa. Uma vez que o pavio é aceso e a garrafa é arremessada, a chama do pavio entra em contato com o líquido, após o vidro quebrar. Caso haja óleo viscoso, ele ajudará o líquido inflamado a aderir-se ao alvo, aumentando o dano causado.

Abaixo segue a imagem do coquetel molotov que os finlandeses usaram, durante a invasão da URSS.

Imagem: Wikipedia 

No Brasil, a posse, fabricação ou o uso de tal artefato configura crime de “posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito”, estando o infrator sujeito à pena de reclusão de, no mínimo, três anos até o máximo de seis anos e multa, conforme disposto na Lei 10.826/03, Art. 16, Inciso 3º.