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AIDS

Entenda como a AIDS pode ser cobrada: Sintomas, tratamentos e características

No início da década de 80, nos Estados Unidos, para a grande surpresa de médicos e suas equipes, começaram a aparecer inúmeros pacientes com características que englobavam uma síndrome cujo agente etiológico, até então, era desconhecido.

Esse grupo de pacientes era majoritariamente constituído de adultos homossexuais, do sexo masculino, residentes na cidade de San Francisco (reconhecida internacionalmente pela cena homossexual forte), os quais apresentavam doenças causadas por agentes etiológicos que, em pacientes hígidos, não causariam nenhum problema de saúde. Doenças como sarcoma de Kaposi (um tipo de tumor de pele) e pneumonia causada por Pneumocystis carinii eram muito comuns nesses indivíduos, assim como um comprometimento relevante do sistema imune.

Mas, qual a origem dessa doença? Existem muitas teorias que tentam explicar a introdução desse vírus na espécie humana, contudo,  nenhuma foi comprovada.

A infecção pelo HIV (Human Imunodeficiency Virus), começou a ser observada na metade do século XX. Os primeiros relatos contam que a doença teria surgido na África Central, e muitos discorrem que um vírus mutante, típico de macacos, teria se tornado infectante para o ser humano. Essa transição pode ter sido facilitada devido ao fato de  compartilharmos muitas similaridades entre nosso DNA e o dos macacos e, consequentemente, estarmos próximos na escala evolutiva, além de termos um ancestral comum.

Além disso, um vírus de RNA (ácido ribonucleico) sofre constantemente mutações, tornando os mecanismos de reparo de RNA menos eficientes que os do DNA (ácido desoxirribonucleico).

Algumas experiências realizadas posteriormente atestam que o elo perdido da passagem do vírus dos macacos para os humanos parecem estar envolvidos com a questão da manipulação da carne de chimpanzés infectados na África. Devido a isso, a doença teria sido levada a pequenas comunidades da região central do continente, e, finalmente, disseminou-se pelo mundo através do grande fluxo de pessoas graças à globalização. Outras teorias que tentam traçar o caminho do vírus dos macacos até o ser humano são menos prováveis, mas englobam vacinas de poliomielite contaminadas com restos orgânicos de grandes símios e até zoofilia.

Supõe-se, portanto, que o HIV tenha origem no continente africano. Um relevante estudioso na área, ao escrever seu artigo, concorda, em parte, com os autores anteriormente citados, pois afirma que a origem do HIV-2 é, com certeza, africana, mas o problema da origem do HIV-1 continua ainda indefinido.

O Vírus da Imunodeficiência Humana

O HIV é um retrovírus, classificado na subfamília dos Lentiviridae. Esses vírus compartilham algumas propriedades comuns: período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e sistema nervoso e a supressão do sistema imune.

O HIV aniquila progressivamente certos glóbulos brancos do sangue chamados linfócitos T CD4+. Essas células ajudam a defender o corpo contra células estranhas, organismos infecciosos e câncer. Assim, quando o HIV destrói os linfócitos CD4+, os acometidos tornam-se vulneráveis ao ataque de muitos outros organismos infecciosos. Nas fases terminais, muitos patógenos, que comumente são inócuos, acarretam doenças graves a essas pessoas. Diversas complicações da infecção por HIV, incluindo a morte, são, geralmente, resultado de outras infecções, e não da infecção por HIV diretamente.

O que é um retrovírus?

Os retrovírus armazenam suas informações genéticas como RNA, e não através do DNA. Ao entrar na célula humana, o vírus libera o RNA e por meio de uma enzima chamada transcriptase reversa, é gerada uma molécula de DNA moldada mediante RNA original. Esse DNA é integrado ao da célula invadida.

Como é transmitido o vírus HIV?

Assim pega: Assim não pega:
Sexo vaginal sem camisinha;
Sexo anal sem camisinha;
Sexo oral sem camisinha;
Uso de seringa por mais de uma pessoa;
Transfusão de sangue contaminado;
Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação;
Instrumentos perfurantes não esterilizados.
Sexo seguro com uso de preservativo;
Masturbação a dois;
Beijo no rosto ou na boca;
Suor e lágrima;
Picada de inseto;
Aperto de mão ou abraço;
Sabonete/toalha/lençóis;
Talheres/copos;
Assento de ônibus;
Piscina;
Banheiro;
Doação de sangue;
Pelo ar.

Quais são os sintomas?

Ao ocorrer a infecção aguda, há a incubação do vírus, período que dura, em média, entre três e seis semanas. O organismo leva entre 30-60 dias para a produção dos anticorpos anti-HIV. Os primeiros sintomas são muito semelhantes aos das outras viroses, como uma gripe, e incluem febre e mal estar. Há, também, aumento dos linfonodos da região cervical e axilar. Mas, na maior parte dos casos, a infecção passa despercebida.

A fase seguinte é marcada por uma forte interação entre células de defesa e o vírus. Mas, as defesas do organismo, nessa fase, ainda não são minadas, de maneira eficiente, para permitir o aparecimento de outras doenças. Há um equilíbrio entre replicação e combate. Esse período latente pode durar muitos anos e é chamado de período assintomático.

Com os ataques constantes, as células de defesa começam a ser menos eficientes e o combate fica desbalanceado. O organismo torna-se mais frágil e as infecções de repetição surgem. A imunidade do paciente decai com o tempo dando margem ao aparecimento de infecções oportunistas, que recebem esse nome pois se aproveitam das defesas ineficientes do organismo. Essa é a fase mais avançada da infecção pelo vírus, chamada de AIDS.

Tratamento

O indivíduo contaminado pelo vírus conviverá com ele para sempre, pois, até o momento, não há cura para a infecção. Entretanto, atualmente, há tratamentos eficientes para controle da viremia.
Os medicamentos antirretrovirais surgiram na década de 80, com o objetivo de impedir a replicação do vírus nos organismos. Esses medicamentos propiciam a manutenção do sistema imunológico com uma contagem de células viável.

Em 1996, o Brasil quebrou a patente dos remédios indicados para o tratamento que, desde então, são fornecidos gratuitamente pelo SUS e tornaram as políticas de controle brasileiras referência mundial em termos de saúde pública.

 

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