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Conquista, independência e caudilhismo

Resumo de Conquista, independência e caudilhismo
Os objetivos da colonização ibérica nas Américas eram, principalmente, os de expansão comercial e da fé cristã. A política colonial ibérica denomina-se pacto colonial e consistia na exploração da colônia para o enriquecimento da metrópole.

O eixo da colonização espanhola foi a exploração do ouro e, principalmente, da prata. A produção baseava-se na mão-de-obra indígena. Os três sistemas de exploração do trabalho foram: a mita, a encomienda e o repartimiento.

Os altos cargos da administração ficavam nas mãos dos chapetones ou guachupines (espanhóis). Os filhos de espanhóis nascidos na América eram denominados criollos e os mestiços eram o resultado da miscigenação de espanhóis com indígenas. Os escravos negros eram numericamente insignificantes, com exceção das Antilhas. Os indígenas eram explorados através da mita e da encomienda.

Os principais órgãos da administração colonial foram: as Casas de Contratação, o Conselho das Índias, os Vice-Reinados, as Capitanias, as Audiências e os Cabildos ou Ayuntamientos.

No século XIX, a luta pela independência foi a culminância das rivalidades entre os chapetones e os criollos, que contaram com o apoio decisivo da Inglaterra interessada em novos mercados. Os principais movimentos precursores da independência foram: a rebelião de Tupac Amaru no Peru; a revolução popular do Haiti e a rebelião de Hidalgo e Morellos na Venezuela.

A Guerra de Independência teve início quando Napoleão depôs o rei espanhol Fernando VII e colocou no trono seu irmão José Bonaparte. Os colonos formaram, então, juntas governativas, depondo as autoridades metropolitanas. Os principais líderes da independência foram: Bolívar, San Martin e Sucre.

Todos os países latino-americanos, com exceção do Brasil, tornaram-se, imediatamente, repúblicas. A independência política não significou independência econômica, o que provocou a tardia industrialização latino-americana e, no plano internacional a sua inserção na qualidade de periferia do capitalismo. O pan-americanismo foi o grande sonho de Bolívar, dificultado pelo fenômeno do caudilhismo (os caudilhos eram chefes locais oriundos das forças militares mobilizadas pelos criollos na guerra de independência, que passaram a disputar o poder de suas respectivas regiões, criando um quadro de anarquia e de dificuldades para a consolidação dos novos estados nacionais. Tais chefes, comandantes carismáticos, autoritários e paternalistas, irradiavam um magnetismo pessoal na condução de seus comandados).

Atualmente, parte dos estudiosos da ciência política crê que o caudilhismo é particularmente significativo para a compreensão da gênese do militarismo na América Latina.

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