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Pré socráticos – Filosofia na grécia antiga

O pensamento racional no ocidente se inicia com os pensadores chamados pré socráticos

Autor: Prof. Carlos Eugênio Júnior

Pré socráticos

O pensamento racional no ocidente se inicia com os pensadores chamados = Pré socráticos. Esses pensadores anteriores a Sócrates buscavam o conhecimento da Arché, ou seja, buscavam compreender o início ou fundamento de toda a realidade da Physis.

A Physis é o conceito utilizado para falar sobre a natureza em movimento.

Cada pré socrático possui sua Arché, Tales de Mileto diria que era a ÁGUA; Pitágoras diria
que eram os NÚMEROS; Demócrito diria que era o ÁTOMO etc.

Não precisamos decorar o que cada pré socrático representa (você pode tentar), mas sim que
são esses pensadores que iniciaram a busca racional por um princípio explicativo capaz de
FUNDAMENTAR toda a realidade.

Para exemplificar essa invenção pré socrática vejamos um poema escrito por Ribamar Silva:

Na região da Jônia
Na costa do mar Egeu.
Por volta do sexto século
Que nossa era antecedeu,
Na cidade de Mileto
Algo importante aconteceu.
Eu não estava lá
E o culpado não sou eu.
Na atual Turquia
A filosofia nasceu.
Agora vou explicar
Como isso aconteceu.
Tales de Mileto
Começou a perguntar
Sobre a tal substância
Que poderia formar
Todas as coisas
Que se possa imaginar.
Ele ficou decidido
A saber qual é,
A substância comum
Que ele chamou de arché,
Que formava das estrelas
Até o dedo do pé.
Pois se Tales descobrisse,
Sendo ele o pioneiro,
Qual era a substância 
Que constituía o mundo inteiro,
Ele podia ficar famoso
E ganhar muito dinheiro.
Observando rio e mares,
O deserto e o sertão,
Tales de Mileto
Chegou à uma conclusão,
E resolveu comunicar
Em um canal de televisão.
“Senhoras e senhores”,
Disse ele na TV.
“Vim aqui para informar
O que acabei de perceber!”
Já sei o que é o arché
E vou explicar para você!”
Na cidade de Mileto,
Tanto homem como mulher,
Estavam muito ansiosos
Roendo a unha e tomando café,
Aguardando Tales falar
O que era o arché.
Parecia copa do mundo
Ninguém sequer foi trabalhar,
O povo faltou ao serviço
Para ver Tales anunciar,
Sobre o que era o arché
Que tanto ouviam falar.
Tales disse na TV
Vendo a audiência subir:
“Se você quer saber
O que acabei de descobrir,
Depois dos intervalos comerciais
Todos irão ouvir”.
Após os intervalos comerciais
Tales voltou a falar,
Com o recorde de audiência
Que estava a lhe escutar:
“A água é a substância
Que está em todo lugar”.
“Ela forma das estrelas
Até o dedo do pé.
Forma a feiura do homem
E a beleza da mulher.
A água constitui tudo,
Pois ela é o arché.”
A partir daquele dia
A água tornou-se especial,
Além de ficar muito cara
No mercado Municipal,
Que passou até a vender
Litros de “Arché mineral”.
O povo bebia arché.
E com arché se banhava.
No arché lavava a louça.
E no arché mergulhava.
Comiam peixe feito de arché
Que no arché se pescava.
Já Tales ficou famoso
E tornou-se celebridade.
Passeando de carro novo
Pelas ruas da cidade.
Com fama e prestígio,
Perante a sociedade.
Onde quer que estivesse,
Os jovens o abordavam.
Pedindo selfie e autógrafo,
E depois eles postavam,
Em suas redes sociais,
Todas as fotos que tiravam.
Os comerciantes espertos
Vendiam “arché mineral”,
E Tales de Mileto
Fazia o comercial,
O povo passou a beber água
Dez vez mais que o normal.
Reconhecido no mundo todo
Como era de se esperar,
Tales ganhou o prêmio Nobel
Por sua descoberta espetacular,
Mas sua época de glória
Estava para acabar.
Anaximandro, o intrometido,
Por inveja ou má fé,
Pensou o seguinte:
“Esse Tales é um mané!
Vou arrumar outra forma
De explicar o arché”

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