
Direto ao assunto
- Resumo rápido
- Haletos orgânicos: quando entra um halogênio
- Outras funções menos cobradas: organometálicos e tioálcoois
- Funções mistas: quando a molécula tem dois grupos funcionais
- Séries orgânicas: homóloga, heteróloga e isóloga
- Nomenclatura e pegadinhas de prova
- Mapa mental
- SAQ — Perguntas e respostas curtas
- Questões comentadas
- Dica do professor
- Atenção / Cuidado
- Conexão com outras áreas
Resumo rápido
Nem toda molécula orgânica cabe em uma única função: algumas trazem um halogênio no lugar de um hidrogênio, outras combinam dois grupos funcionais diferentes na mesma cadeia, e outras ainda formam famílias inteiras que crescem sempre do mesmo jeito. É disso que trata esta matéria: os haletos orgânicos e outras funções menos cobradas, as funções mistas — moléculas com dois ou mais grupos funcionais — e as séries orgânicas, que organizam compostos em sequências previsíveis. É um tema de incidência ⚡ Pode cair no ENEM e nos vestibulares, cobrado sobretudo na classificação, na nomenclatura e na identificação da função principal de uma molécula.
O segredo do tema está em duas ideias simples. Primeira: em uma molécula com vários grupos funcionais, só um deles manda no nome — a função principal define o sufixo, e os demais viram prefixos. Segunda: as séries orgânicas seguem padrões fixos — na série homóloga, cada composto difere do anterior por um grupo CH2; na heteróloga, a cadeia básica é a mesma, mas a função muda; na isóloga, a função é a mesma, mas muda a insaturação. Decorar esses padrões vale mais do que decorar listas de compostos.
Em resumo: ache todos os grupos funcionais da molécula, descubra qual deles é o principal, aplique a regra de nomenclatura — e, se a questão mostrar uma sequência de compostos, procure o padrão que se repete: CH2 a mais, função diferente ou ligação dupla a mais.
Haletos orgânicos: quando entra um halogênio
Os haletos orgânicos são os compostos que resultam da troca de um ou mais hidrogênios de um hidrocarboneto por um átomo de halogênio — flúor, cloro, bromo ou iodo. A fórmula geral é R–X, em que X é o halogênio. O clorofórmio (CHCl3), o tetracloreto de carbono (CCl4), o cloreto de vinila (CH2=CHCl, matéria-prima do PVC) e o brometo de etila são exemplos clássicos. No cotidiano, os haletos aparecem nos anestésicos inalatórios, nos solventes, nos inseticidas e nos gases de refrigeração — os famosos CFCs, os clorofluorcarbonetos, que ficaram conhecidos pelo dano à camada de ozônio.
A classificação dos haletos segue a mesma lógica dos álcoois: observa-se o carbono ao qual o halogênio está ligado. Se esse carbono está ligado a apenas um outro carbono, o haleto é primário; se está ligado a dois, é secundário; se está ligado a três, é terciário. Há ainda os haletos de arila, em que o halogênio está ligado diretamente a um anel aromático, como o clorobenzeno — e aqui vai uma pegadinha importante: haletos de arila são bem menos reativos que os de alquila, porque a ligação carbono–halogênio no anel tem caráter parcial de dupla ligação.
Na nomenclatura, o halogênio vira prefixo: flúor-, cloro-, bromo- ou iodo-, com a posição indicada por número. Assim, CH3CH2Cl é o cloroetano; CH3CHClCH3 é o 2-cloropropano; e CHCl3 é o triclorometano (o clorofórmio, nome usual). Quando há mais de um halogênio, usam-se os prefixos di-, tri- e tetra-, sempre em ordem alfabética junto com os demais substituintes. Uma reatividade que a prova cobra: os haletos orgânicos são bons pontos de partida para muitas sínteses, porque o halogênio é um bom grupo de saída — ele pode ser trocado por um grupo OH (formando álcool), por NH2 (formando amina) ou eliminado junto com um hidrogênio vizinho, formando um alceno.
Outras funções menos cobradas: organometálicos e tioálcoois
Além dos haletos, há duas famílias que aparecem de passagem nas provas, mas que valem ponto quando aparecem: os compostos organometálicos e os tioálcoois (também chamados de tióis ou mercaptanas). Os organometálicos têm uma ligação direta entre carbono e metal — o exemplo mais famoso é o reagente de Grignard, R–MgX, usado em laboratório para construir cadeias carbônicas maiores. Já os tioálcoois são os “primos de enxofre” dos álcoois: no lugar do oxigênio do grupo –OH, entra o enxofre, formando o grupo –SH. O exemplo mais conhecido é o etanotiol, responsável pelo cheiro forte do gás de cozinha — o gás em si não tem cheiro, e o tiol é adicionado justamente para que um vazamento seja percebido.
Os tióis têm cheiro muito mais forte e desagradável que os álcoois correspondentes, e seus pontos de ebulição são mais baixos, porque a ligação de hidrogênio com enxofre é mais fraca que a com oxigênio. Na nomenclatura, o sufixo é “tiol”: metanotiol, etanotiol. Outra função de enxofre que aparece em questões é o ácido sulfônico (–SO3H), presente em detergentes. A tabela a seguir resume essas funções menos cobradas.
| Família | Grupo funcional | Exemplo | Uso ou curiosidade |
|---|---|---|---|
| Haleto orgânico | R–X (X = F, Cl, Br, I) | Clorofórmio, PVC | Solventes, anestésicos, plásticos, CFCs |
| Organometálico | R–metal (ex.: R–MgX) | Reagente de Grignard | Síntese de álcoois e cadeias maiores |
| Tioálcool (tiol) | –SH | Etanotiol | Odorante do gás de cozinha, cheiro forte |
| Ácido sulfônico | –SO3H | Ácido dodecilbenzenossulfônico | Detergentes |
Funções mistas: quando a molécula tem dois grupos funcionais
Uma função mista é uma molécula que apresenta dois ou mais grupos funcionais diferentes. É o caso de muitos compostos do cotidiano e do corpo humano: o ácido lático, que se acumula nos músculos durante o exercício intenso, tem um grupo álcool e um grupo ácido carboxílico; o ácido salicílico, precursor da aspirina, tem um grupo fenol e um grupo ácido carboxílico; a glicose, o açúcar do sangue, tem vários grupos álcool e um grupo aldeído; e os aminoácidos, os blocos das proteínas, têm um grupo amina e um grupo ácido carboxílico na mesma molécula.
Quando uma molécula tem mais de um grupo funcional, surge a pergunta: qual deles dá o nome ao composto? A resposta é a ordem de prioridade das funções. A função de maior prioridade define o sufixo do nome, e as demais aparecem como prefixos. A ordem, da maior para a menor prioridade, é: ácido carboxílico > anidrido > éster > haleto de ácido > amida > nitrila > aldeído > cetona > álcool > fenol > amina > alceno e alcino > éter > haleto. Na prática do ENEM, o que mais cai é o topo dessa lista: ácido carboxílico vence álcool, que vence amina — e os haletos e as insaturações quase sempre aparecem como prefixos.
Veja como isso funciona nos exemplos. No ácido lático (CH3–CHOH–COOH), o grupo ácido carboxílico tem prioridade sobre o álcool: o nome oficial é ácido 2-hidroxipropanoico — “hidroxi-” é o prefixo do grupo OH quando ele não é a função principal. No ácido salicílico, o grupo ácido vence o fenol: ácido 2-hidroxibenzoico. Nos aminoácidos, o ácido carboxílico vence a amina: o grupo NH2 vira o prefixo “amino-”, como no ácido 2-aminopropanoico (a alanina). E na glicose, o aldeído vence os vários grupos álcool, que viram prefixos “hidroxi-”. Saber essa regra é o que separa quem acerta de quem chuta a nomenclatura de funções mistas.
As funções mistas também explicam propriedades curiosas. O ácido lático é solúvel em água por causa dos dois grupos polares; o ácido salicílico é pouco solúvel, porque o anel benzênico apolar pesa contra o grupo ácido; e os aminoácidos são anfóteros — comportam-se como ácido em meio básico e como base em meio ácido — justamente porque carregam os dois grupos ao mesmo tempo. É por isso que, em pH fisiológico, os aminoácidos existem como íons dipolares, os chamados zwitteríons.
| Composto | Grupos funcionais | Função principal (sufixo) | Grupo que vira prefixo |
|---|---|---|---|
| Ácido lático | Álcool + ácido carboxílico | Ácido carboxílico (–oico) | hidroxi- (do álcool) |
| Ácido salicílico | Fenol + ácido carboxílico | Ácido carboxílico (–oico) | hidroxi- (do fenol) |
| Glicose | Álcool + aldeído | Aldeído (–al) | hidroxi- (dos álcoois) |
| Alanina (aminoácido) | Amina + ácido carboxílico | Ácido carboxílico (–oico) | amino- (da amina) |
Séries orgânicas: homóloga, heteróloga e isóloga
As séries orgânicas são sequências de compostos organizados segundo um padrão. Conhecer os três tipos de série é o caminho mais rápido para acertar questões de classificação, porque a prova costuma apresentar uma sequência de fórmulas e perguntar que tipo de série é aquela — e o padrão está sempre à vista.
A série homóloga é formada por compostos da mesma função, em que cada termo difere do anterior por um grupo CH2. É a série mais famosa: metano, etano, propano, butano… — cada um tem um CH2 a mais que o anterior. O mesmo vale para os álcoois: metanol, etanol, propanol, butanol. Numa série homóloga, as propriedades físicas variam de forma gradual: à medida que a cadeia cresce, aumentam a massa molar e os pontos de fusão e ebulição. Por isso, dentro de uma série homóloga, dá para prever: o próximo termo ferve a uma temperatura maior que o anterior.
A série heteróloga é formada por compostos de funções diferentes, mas que mantêm a mesma cadeia carbônica básica. O exemplo clássico é a sequência metano (CH4), metanol (CH3OH), metanal (HCHO) e ácido metanoico (HCOOH): a cadeia é sempre de um carbono, mas a função muda — hidrocarboneto, álcool, aldeído, ácido carboxílico. Essa sequência, aliás, conta uma história química real: é a oxidação progressiva do metano, e a prova adora mostrar essa escada de oxidação.
A série isóloga é formada por compostos da mesma função, em que cada termo difere do anterior por uma insaturação — uma ligação dupla ou tripla a mais, ou seja, pela perda de dois hidrogênios. O exemplo clássico: etano (CH3–CH3), eteno (CH2=CH2) e etino (HC≡CH). Mesma função (hidrocarboneto), mesmo número de carbonos, mas a insaturação aumenta a cada passo. Uma dica para não confundir: homóloga cresce a cadeia (CH2 a mais); isóloga mantém a cadeia e muda a insaturação; heteróloga mantém a cadeia e muda a função.
| Série | O que se mantém | O que muda | Exemplo |
|---|---|---|---|
| Homóloga | A função orgânica | Um grupo CH2 a cada termo | Metano, etano, propano, butano |
| Heteróloga | A cadeia carbônica básica | A função orgânica | Metano, metanol, metanal, ácido metanoico |
| Isóloga | A função e o nº de carbonos | A insaturação (ligação dupla/tripla) | Etano, eteno, etino |
Nomenclatura e pegadinhas de prova
A nomenclatura das funções mistas e dos haletos cobra atenção a detalhes que parecem pequenos e valem a questão. Primeiro: numere a cadeia a partir da função principal — o carbono do grupo principal recebe o menor número possível, e é ele que orienta toda a numeração. No ácido 2-hidroxipropanoico, o carbono 1 é o da carboxila, e o OH fica no carbono 2. Segundo: ordem alfabética dos prefixos — bromo vem antes de cloro, que vem antes de flúor e de iodo, e os prefixos multiplicativos (di-, tri-) não contam para a ordem alfabética. Terceiro: nos haletos de arila, o halogênio ligado ao anel não define a função principal — ele é só um substituinte, e o nome sai como clorobenzeno, bromobenzeno e assim por diante.
Outras pegadinhas clássicas: confundir o prefixo “nitro-” com a função nitrila; chamar de álcool um composto que tem OH ligado a anel aromático (isso é fenol, não álcool); classificar como haleto terciário um haleto cujo carbono do halogênio está ligado a três carbonos — atenção, essa é a definição correta, mas muitos marcam “primário” por contar os hidrogênios em vez dos carbonos; e esquecer que, numa função mista, o sufixo vem da função de maior prioridade, não da que aparece em maior quantidade — na glicose há cinco grupos OH e um só aldeído, e mesmo assim o sufixo é “-ose” de aldeído. Por fim, lembre-se de que o nome usual pode esconder a função: clorofórmio é triclorometano, e o “ácido muriático” do comércio é uma solução de ácido clorídrico, um composto inorgânico, não um haleto orgânico.


Mapa mental
- Haletos orgânicos (R–X)
- Troca de H por F, Cl, Br ou I; prefixos flúor-, cloro-, bromo-, iodo-
- Primário, secundário ou terciário conforme os carbonos ligados ao carbono do halogênio
- Haleto de arila é menos reativo; CFCs e o dano à camada de ozônio
- Outras funções menos cobradas
- Organometálicos: ligação C–metal, ex.: reagente de Grignard (R–MgX)
- Tióis (–SH): primos de enxofre dos álcoois; etanotiol dá cheiro ao gás de cozinha
- Funções mistas: dois ou mais grupos funcionais
- A função de maior prioridade dá o sufixo; as demais viram prefixos
- Ácido lático: ácido vence álcool (ácido 2-hidroxipropanoico)
- Ácido salicílico, glicose e aminoácidos: mesma regra, prefixos hidroxi- e amino-
- Séries orgânicas
- Homóloga: mesma função, CH2 a mais a cada termo
- Heteróloga: mesma cadeia, função diferente (metano → metanol → metanal → ácido metanoico)
- Isóloga: mesma função, insaturação a mais (etano → eteno → etino)
- Macetes de prova
- Numere a partir da função principal; prefixos em ordem alfabética
- OH no anel é fenol, não álcool; nitro- não é nitrila
SAQ — Perguntas e respostas curtas
1. O que é um haleto orgânico?
É um composto em que um ou mais hidrogênios de um hidrocarboneto foram trocados por um halogênio (F, Cl, Br ou I).
2. Como se classifica um haleto em primário, secundário ou terciário?
Pelo número de carbonos ligados ao carbono que carrega o halogênio: um, dois ou três.
3. O que é uma função mista?
É uma molécula que apresenta dois ou mais grupos funcionais diferentes, como o ácido lático.
4. Numa função mista, qual grupo define o sufixo do nome?
O grupo da função de maior prioridade; os demais aparecem como prefixos.
5. Qual é o nome oficial do ácido lático?
Ácido 2-hidroxipropanoico: o ácido vence o álcool, que vira o prefixo hidroxi-.
6. O que caracteriza uma série homóloga?
Compostos da mesma função em que cada termo difere do anterior por um grupo CH2.
7. Qual a diferença entre série heteróloga e isóloga?
Na heteróloga muda a função com a mesma cadeia; na isóloga muda a insaturação com a mesma função e o mesmo número de carbonos.
8. Por que o gás de cozinha tem cheiro, se o gás em si é inodoro?
Porque recebe etanotiol, um tiol de cheiro forte, adicionado para denunciar vazamentos.
Questões comentadas
1. (Estilo ENEM) O ácido lático, responsável pela sensação de queimação nos músculos durante exercícios intensos, apresenta em sua estrutura um grupo hidroxila e um grupo carboxila. Seu nome oficial, seguindo a regra de prioridade das funções orgânicas, é:
a) 2-hidroxipropanal
b) ácido 2-hidroxipropanoico
c) propano-1,2-diol
d) 2-aminopropanoico
e) ácido 2-oxopropanoico
Resolução: O grupo ácido carboxílico tem prioridade sobre o álcool, então o sufixo é “-oico” e o OH vira o prefixo hidroxi- no carbono 2. Alternativa correta: b.
2. (Estilo ENEM) Considere a sequência: metano, metanol, metanal e ácido metanoico. Todos têm apenas um carbono na cadeia, mas pertencem a funções diferentes. Essa sequência é um exemplo de série:
a) homóloga
b) heteróloga
c) isóloga
d) aromática
e) saturada
Resolução: A cadeia básica se mantém (um carbono) e a função muda a cada termo — definição de série heteróloga. Alternativa correta: b.
3. (Estilo ENEM) Um estudante analisa três compostos: etano (CH3–CH3), eteno (CH2=CH2) e etino (HC≡CH). Ele observa que os três têm o mesmo número de carbonos e a mesma função, diferindo apenas na insaturação. Trata-se de uma série:
a) homóloga
b) heteróloga
c) isóloga
d) cíclica
e) ramificada
Resolução: Mesma função, mesmo número de carbonos e insaturação crescente — definição de série isóloga. Alternativa correta: c.
4. (Estilo ENEM) O composto CH3–CHCl–CH3 é um haleto orgânico. Sua classificação quanto ao carbono ligado ao cloro e seu nome oficial são, respectivamente:
a) primário e 1-cloropropano
b) secundário e 2-cloropropano
c) terciário e 2-cloropropano
d) secundário e cloroetano
e) primário e 2-cloropropano
Resolução: O carbono do cloro está ligado a dois outros carbonos, logo o haleto é secundário; a cadeia tem três carbonos e o cloro está no carbono 2: 2-cloropropano. Alternativa correta: b.
5. (Estilo ENEM) A glicose, açúcar presente no sangue, possui em sua estrutura vários grupos hidroxila e um grupo aldeído. Por isso, quanto à classificação, a glicose é:
a) um álcool, porque tem mais grupos OH do que aldeído
b) uma função mista, com o aldeído como função principal
c) um ácido carboxílico, por ser um açúcar
d) uma cetona, porque todo açúcar é cetona
e) um éster, formado por álcool e ácido
Resolução: A glicose tem dois tipos de grupo funcional, logo é função mista; o aldeído tem prioridade sobre o álcool e define o sufixo, mesmo sendo um só grupo. Alternativa correta: b.
Dica do professor
Para as séries, use o truque das três perguntas: a cadeia cresceu com CH2? É homóloga. A cadeia ficou igual e a função mudou? É heteróloga. A cadeia e a função ficaram iguais e só a insaturação mudou? É isóloga. Para as funções mistas, decore o topo da prioridade — ácido carboxílico ganha de todo mundo — e lembre-se de que o perdedor vira prefixo: OH vira hidroxi-, NH2 vira amino-, halogênio vira cloro-, bromo- e assim por diante.
Atenção / Cuidado
Não confunda as três séries: homóloga muda o tamanho da cadeia, heteróloga muda a função e isóloga muda a insaturação — trocar uma pela outra é o erro mais comum do tema. Não classifique haleto contando hidrogênios: o que conta são os carbonos ligados ao carbono do halogênio. Não chame de álcool um OH ligado a anel aromático (é fenol) nem de ácido um composto que só tem OH. E cuidado com os nomes usuais: clorofórmio, gás de cozinha com cheiro e aspirina escondem funções que a prova cobra pelo nome oficial.
Conexão com outras áreas
As funções mistas e as séries ligam a Química à Biologia (ácido lático nos músculos, glicose no sangue, aminoácidos nas proteínas), à saúde (aspirina a partir do ácido salicílico, anestésicos halogenados) e à Geografia (CFCs, camada de ozônio e poluição). Na sala de estudo, revise junto a matéria de Hidrocarbonetos e a de Classificação das cadeias carbônicas, que são a base para classificar qualquer composto orgânico.



