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Enem 2026: veteranas que venceram o exame dão 5 dicas para a reta final

Kézia, hoje estudante de Odontologia na UFF, e Lorrane, bolsista integral de Farmácia, contam como superaram o nervosismo na prova e deixam conselhos para quem faz o Enem nos dias 8 e 15 de novembro.

Ilustração estilo Pixar de uma jovem estudante sorrindo, sentada a uma mesa com cadernos, livros e uma folha de prova, com luz quente da manhã entrando pela janela.
Ilustração estilo Pixar de uma jovem estudante sorrindo, sentada a uma mesa com cadernos, livros e uma folha de prova, com luz quente da manhã entrando pela janela.
Direto ao assunto
  1. Três tentativas até a Odontologia
  2. Da periferia de São Paulo ao hospital
  3. 5 dicas de quem já passou pelo Enem
  4. Horários e locais de prova

Faltam poucos dias para o Enem 2026, e a ansiedade da reta final já bateu para muita gente. São 5.051.345 estudantes com inscrição confirmada, que farão as provas nos domingos 8 e 15 de novembro, em 14 mil locais de aplicação espalhados por 1.900 municípios, com mais de 600 mil colaboradores envolvidos. Desse total, 3,4 milhões de participantes têm gratuidade, garantida pela inscrição automática dos concluintes da rede pública.

Para quem está no meio dessa tensão, ouvir quem já passou por isso pode ajudar. O Ministério da Educação reuniu as histórias de duas ex-participantes que transformaram o Enem na porta de entrada para o ensino superior — e que hoje vivem a rotina de laboratórios e clínicas universitárias.

Três tentativas até a Odontologia

Kézia Carolina Marques, de 27 anos, precisou de três edições do exame até conquistar a vaga em Odontologia na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ). Criada pela avó e pela tia em Brasília, ela entrou pelas cotas para estudantes de escolas públicas e por critérios raciais. O maior obstáculo era a Redação.

Para vencer a dificuldade, Kézia criou uma rotina própria de estudo visual: desenhava diagramas, fórmulas químicas e estruturas anatômicas à mão para fixar o conteúdo. No dia em que tirou 860 pontos na Redação, o nervosismo quase a travou — mas o treino falou mais alto. Ela seguiu escrevendo, focada no que havia praticado, mesmo com a cabeça em branco.

Hoje no último semestre do curso, Kézia também atua na liderança estudantil, acolhendo calouros. Para ela, estar na universidade pública mudou sua visão sobre a profissão: a odontologia, um curso historicamente elitizado, ganhou outro sentido quando passou a atender gratuitamente pessoas em situação de vulnerabilidade em projetos sociais do Ministério da Saúde.

Da periferia de São Paulo ao hospital

Lorrane Victoria Barros Sousa, de 20 anos, fez o Enem pela primeira vez aos 17 anos, morando na Zona Leste de São Paulo. Filha de uma família com poucos recursos e vinda de escola pública, ela via no exame a única chance real de entrar no ensino superior — a família não tinha condições de pagar uma mensalidade.

Com o apoio pedagógico e emocional da irmã mais velha, Lorrane conquistou uma bolsa integral de 100% pelo Prouni para cursar Farmácia na Universidade Nove de Julho (Uninove). Hoje, no 6º período da graduação, já trabalha como auxiliar de farmácia no Hospital Santa Marcelina, uma das maiores referências hospitalares da capital paulista, cuidando diretamente dos medicamentos dos pacientes.

5 dicas de quem já passou pelo Enem

Kézia e Lorrane reuniram recomendações complementares para os participantes desta edição:

  1. Priorize suas maiores fraquezas: identifique os conteúdos em que seu rendimento é menor e dedique atenção especial a eles na reta final — isso traz segurança operacional.
  2. Não subestime sua capacidade: as diferenças socioeconômicas e de trajetória escolar existem, mas não definem o seu potencial. Confie na bagagem que você acumulou.
  3. Controle a autocobrança na véspera: cobranças excessivas desestabilizam o raciocínio na hora da prova. O nervosismo consome a energia que deveria ir para a leitura dos enunciados.
  4. Planeje a logística do deslocamento: evite correria com transporte público no domingo. Chegar com calma reduz a sobrecarga de estresse antes mesmo da abertura dos portões.
  5. Encare o exame como processo, não como barreira definitiva: se o resultado não atingir a pontuação desejada de imediato, a experiência serve de diagnóstico para novas tentativas.

Horários e locais de prova

Nos dois domingos de aplicação, os portões abrem às 12h e fecham rigorosamente às 13h, com início das provas às 13h30 (horário de Brasília). No dia 8 de novembro, serão avaliadas Linguagens, Redação e Ciências Humanas, até as 19h. No dia 15, os estudantes resolvem Matemática e Ciências da Natureza, até as 18h30.

O local exato da prova está no Cartão de Confirmação de Inscrição, disponível na Página do Participante do Enem. Vale conferir o endereço com antecedência e planejar o trajeto.

Fonte: Ministério da Educação (MEC)