
Direto ao assunto
- Resumo rápido
- O que é colocação pronominal
- Próclise: o pronome antes do verbo
- Mesóclise: o pronome no meio do verbo
- Ênclise: o pronome depois do verbo
- Colocação com verbos no infinitivo, no gerúndio e nas locuções verbais
- Casos obrigatórios, casos proibidos e as pegadinhas das provas
- Colocação pronominal nas provas
- Mapa mental
- SAQ — perguntas e respostas rápidas
- Questões comentadas
- Dica do professor
- Atenção/cuidado
- Conexão com outras áreas
- Incidência
“Ninguém me avisou.” “Dir-se-ia que tudo mudou.” “Avisaram-me ontem.” Três frases, três posições diferentes para o mesmo tipo de palavra — e todas estão certas. A colocação pronominal é o estudo da posição dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) em relação ao verbo. É um tema clássico do ENEM e dos vestibulares, que aparece em questões de gramática, de interpretação e de reescrita — e costuma decidir pontos preciosos.
Neste artigo, você vai aprender quando usar próclise, mesóclise e ênclise, quais palavras atraem o pronome e quais são as pegadinhas mais comuns das provas — com tabelas de revisão, perguntas rápidas e questões comentadas no fim.
Resumo rápido
Existem três posições possíveis para o pronome oblíquo átono em relação ao verbo: a próclise, antes do verbo (“Ninguém me avisou”); a mesóclise, no meio do verbo, entre o radical e a desinência (“Avisar-me-iam se pudessem”); e a ênclise, depois do verbo (“Avisaram-me ontem”). A escolha depende do contexto: há palavras que atraem o pronome, formas verbais que o pedem no meio e situações em que ele só pode vir depois.
A regra de ouro é esta: primeiro procure as palavras atrativas. Se houver uma na oração, a próclise é, em geral, obrigatória. Se o verbo estiver no futuro do presente ou do pretérito, sem atrativo, usa-se a mesóclise. Nos demais casos, usa-se a ênclise. E atenção: nunca se começa frase com pronome átono na norma culta — “Me avisaram ontem” soa natural na fala, mas, na prova, o certo é “Avisaram-me ontem”.
O que é colocação pronominal
Colocação pronominal é a posição que os pronomes oblíquos átonos ocupam em relação ao verbo. São átonos porque não têm acento próprio: apoiam-se na palavra vizinha. São eles: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as e lhes. Já os tônicos (mim, ti, si, nós, vós, ele, ela, eles, elas) sempre vêm com preposição: diz-se “para mim”, e não “para me”.
Esses pronomes funcionam como complementos do verbo: objeto direto (“Eu o vi ontem”), objeto indireto (“Eu lhe dei o livro”) ou, no caso do “se”, como parte de verbos reflexivos e de construções de voz passiva e de indeterminação (“Ela se olhou no espelho”; “Vende-se casa”). Se restar dúvida sobre as formas, vale revisar o artigo sobre pronomes pessoais.
As três posições recebem nomes vindos do grego: próclise (pró = antes), mesóclise (meso = meio) e ênclise (en = depois, em). Veja os três casos com o mesmo verbo, para comparar:
- Próclise: “Ninguém me avisou sobre a mudança.”
- Mesóclise: “Avisar-me-iam sobre a mudança, se pudessem.”
- Ênclise: “Avisaram-me sobre a mudança ontem.”
O sentido é o mesmo; muda apenas a posição do pronome, conforme a estrutura da frase.
Próclise: o pronome antes do verbo
A próclise ocorre quando o pronome vem antes do verbo. Ela é obrigatória sempre que houver uma palavra atrativa na oração. As palavras atrativas são aquelas que “puxam” o pronome para antes do verbo, e a prova adora testá-las. Elas se dividem em cinco grupos, que vale a pena memorizar com exemplos.
1. Palavras de sentido negativo: não, nunca, jamais, ninguém, nada, nenhum. Exemplos: “Nunca me disseram a verdade.” “Ninguém se inscreveu no curso.” Atenção: a palavra negativa precisa estar na mesma oração do verbo.
2. Advérbios e palavras interrogativas: sempre, já, ainda, também, só, apenas, talvez, quem, que, qual, quando, onde, como, por que. Exemplos: “Sempre me lembro desse dia.” “Quem te contou essa história?” “Quando se fará a prova?”
3. Pronomes relativos e indefinidos: que, quem, onde, o qual, tudo, todos, alguém, algo, qualquer. Exemplos: “O livro que me emprestaram é ótimo.” “Todos se prepararam para a prova.” Em “a casa que mostrei a ele”, não há pronome átono, e sim pronome tônico com preposição.
4. Conjunções subordinativas: quando, se, porque, embora, conforme, desde que, para que. Exemplos: “Quando me chamarem, irei.” “Se você se atrasar, perderá a prova.” Alerta: em “Se me avisarem, vou”, o primeiro “se” é conjunção e atrai o “me”; em “Eles se avisaram”, o “se” é pronome reflexivo.
5. Frases exclamativas e optativas (de desejo): “Deus te abençoe!” “Oxalá se resolva logo!” Regra prática: achou palavra atrativa antes do verbo? Coloque o pronome antes dele. Essa é a regra mais cobrada de todas.
Mesóclise: o pronome no meio do verbo
A mesóclise é a posição mais “diferente” aos olhos de quem está aprendendo, porque o pronome fica partido no meio do verbo: o radical vem antes, o pronome no meio, e a desinência depois, tudo ligado por hífen. Ela só ocorre com verbos no futuro do presente do indicativo e no futuro do pretérito do indicativo, e apenas quando não há palavra atrativa na oração.
Veja como se forma: ao infinitivo acrescentam-se as desinências do futuro. No futuro do presente: “falar-me-ás”, “dir-me-á”. No futuro do pretérito: “falar-me-ia”, “dir-te-ia”.
- Futuro do presente: “Eu te entregarei o relatório amanhã” vira, na norma culta com mesóclise, “Entregar-te-ei o relatório amanhã.”
- Futuro do pretérito: “Eu me inscreveria no curso” vira “Inscrever-me-ia no curso, se houvesse vaga.”
Dois detalhes que a prova cobra muito. Primeiro: com palavra atrativa, a mesóclise some e a próclise vence — compare “Falar-lhe-ei amanhã” (sem atrativo) com “Nunca lhe falarei amanhã” (com “nunca”). Segundo: na fala cotidiana quase ninguém usa a mesóclise, mas, na prova, ela é a forma esperada quando não há atrativo e o enunciado pede a norma culta. Verbos em -r, -s ou -z seguidos de “o” ou “a” seguem a mesma regra da ênclise: “Fá-los-ei amanhã”.
Ênclise: o pronome depois do verbo
A ênclise ocorre quando o pronome vem depois do verbo, ligado por hífen. Ela é a posição “padrão” nos casos em que não há palavra atrativa nem futuro com mesóclise. Ou seja: se não houver motivo para puxar o pronome para antes nem para o meio, ele vai para depois.
Exemplos: “Chamaram-me para a entrevista.” “Entreguei-lhe o documento.” Nesses casos, o verbo está no início da frase, sem atrativo — e, pela norma culta, nunca se começa frase com pronome átono.
A ênclise é obrigatória em alguns casos específicos: com verbos no imperativo afirmativo (“Diga-me a verdade.” “Sente-se, por favor.”), com o infinitivo impessoal sem atrativo (“É preciso entregar-lhe o documento”) e, como regra geral, no início de frase — nunca comece com “me”, “te”, “se”, “lhe” ou “o” na norma culta. No imperativo negativo, a negação atrai o pronome e a próclise vence: “Não me diga isso.”
Há ainda as mudanças de forma do pronome na ênclise, que caem muito em prova. Verbo em -r, -s ou -z perde a consoante e “o” vira “lo”: “fazer + o = fazê-lo”, “diz + a = di-la”. Verbo em som nasal (-m, -ão) ganha “n”: “deram + o = deram-no”, “põe + os = põe-nos”. Verbo em vogal não muda nada: “vi + o = vi-o”.
Colocação com verbos no infinitivo, no gerúndio e nas locuções verbais
As locuções verbais — combinações de verbo auxiliar com verbo principal, como “vou fazer” e “pode entregar” — são um dos pontos mais cobrados. Sem palavra atrativa, o pronome pode ficar em ênclise ao verbo principal (“Vou entregar-lhe o livro”) ou ao auxiliar (“Vou-lhe entregar o livro”), e as duas formas são aceitas. Com palavra atrativa, a forma segura é a próclise ao auxiliar: “Não me pode atender agora” — e não “Não pode atender-me agora”, em que a ênclise ignora a atração do “não”.
Com o infinitivo, vale a mesma lógica: sem atrativo, prefira a ênclise (“Quero entregar-lhe o relatório”); com atrativo, use a próclise (“Não lhe quero entregar o relatório”). Com o gerúndio, a ênclise é a regra (“Estava preparando-se para a prova”), mas, com atrativo, a próclise vence (“Não estava se preparando para a prova”). E, com o particípio, nunca se usa ênclise: diz-se “Tinha-lhe entregue o livro”, e nunca “tinha entregado-lhe”.
Casos obrigatórios, casos proibidos e as pegadinhas das provas
Vamos organizar, de forma direta, o que é obrigatório e o que é proibido — porque é isso que a banca testa, quase sempre com frases para corrigir ou reescrever.
| Situação | Posição correta | Exemplo |
|---|---|---|
| Palavra atrativa na oração | Próclise obrigatória | “Ninguém me avisou.” |
| Futuro do presente ou do pretérito, sem atrativo | Mesóclise | “Dir-lhe-ei a verdade.” |
| Verbo no início da frase | Ênclise | “Disseram-me tudo.” |
| Imperativo afirmativo | Ênclise | “Diga-me agora.” |
| Imperativo negativo | Próclise | “Não me diga isso.” |
| Gerúndio, sem atrativo | Ênclise | “Estava preparando-se.” |
| Particípio | Nunca ênclise | “Tinha-lhe dito.” |
As pegadinhas mais frequentes são estas. Primeira: o “se” apassivador e o “se” de indeterminação seguem as mesmas regras — “Alugam-se casas” (ênclise, verbo no início) e “Não se alugam casas” (próclise, com “não”). Segunda: a próclise com “que” relativo só vale quando o “que” está na mesma oração do verbo — em “O livro que comprei me agradou”, o “que” pertence à oração “que comprei”, e a forma culta seria “O livro que comprei agradou-me”. Terceira: na fala brasileira, a próclise é muito mais frequente do que na norma culta escrita — “Me dá um lápis” é normal na conversa, mas, na prova, o esperado é “Dá-me um lápis”. A banca testa a norma culta, não julga a fala de ninguém.
Quarta pegadinha: o pronome “lhe” não substitui objeto direto. Diz-se “Eu o vi” (objeto direto) e “Eu lhe dei o livro” (objeto indireto). Por isso, “Eu lhe vi ontem” está errado na norma culta — o certo é “Eu o vi ontem”. Por fim, cuidado com a concordância do “se” apassivador: “Vendem-se casas” (plural, porque “casas” é sujeito), mas “Precisa-se de funcionários” (singular, sem sujeito).
Colocação pronominal nas provas
No ENEM, a colocação pronominal raramente aparece como questão isolada. Ela costuma vir embutida em textos: na análise de um trecho literário, na comparação entre a fala de um personagem e a norma culta, ou na reescrita de uma frase em que é preciso manter o sentido e corrigir a gramática. O truque é identificar o contexto: há palavra atrativa? O verbo está no futuro? A frase começa com o verbo? Responda a essas três perguntas e a posição certa aparece.
Nos vestibulares tradicionais, como a Fuvest e a Unicamp, a cobrança é mais direta: frases para corrigir ou textos em que a colocação revela o registro do personagem. Para revisar a base, vale reler o artigo sobre classes gramaticais e o texto sobre formação de palavras; para coesão e retomada de termos, o artigo sobre pronomes possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e relativos completa o quadro. Uma estratégia que funciona: sublinhe os pronomes átonos de um texto qualquer e pergunte, para cada um, por que ele está naquela posição. Em poucos dias, a regra deixa de ser decoreba e vira reflexo.


Mapa mental
- Colocação pronominal
- Próclise (antes do verbo)
- Palavras atrativas: negativas, advérbios, interrogativos, relativos, indefinidos, conjunções subordinativas
- Exemplo: “Ninguém me avisou.”
- Mesóclise (no meio do verbo)
- Só no futuro do presente e no futuro do pretérito, sem atrativo
- Exemplo: “Dir-lhe-ei a verdade.”
- Ênclise (depois do verbo)
- Sem atrativo, verbo no início da frase, imperativo afirmativo, gerúndio
- Exemplo: “Disseram-me tudo.”
- Mudanças de forma
- Verbo em -r, -s, -z + o/a/os/as vira -lo/-la/-los/-las: “fazê-lo”
- Verbo em som nasal + o/a/os/as ganha -n: “deram-no”
- Locuções verbais
- Sem atrativo: ênclise ao principal ou ao auxiliar
- Com atrativo: próclise ao auxiliar
- Proibido
- Começar frase com pronome átono na norma culta
- Ênclise com particípio
- “Lhe” como objeto direto
- Próclise (antes do verbo)
SAQ — perguntas e respostas rápidas
1. O que é colocação pronominal? É a posição dos pronomes oblíquos átonos em relação ao verbo: antes (próclise), no meio (mesóclise) ou depois (ênclise).
2. Quais são os pronomes oblíquos átonos? Me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as e lhes.
3. O que é uma palavra atrativa? É uma palavra que puxa o pronome para antes do verbo, tornando a próclise obrigatória, como “não”, “nunca”, “ninguém”, “sempre”, “que” e “quando”.
4. Quando se usa a mesóclise? Apenas com verbos no futuro do presente ou no futuro do pretérito do indicativo, sem palavra atrativa: “Dir-lhe-ei a verdade.”
5. Pode-se começar uma frase com pronome átono na norma culta? Não. O certo é “Avisaram-me ontem”, e não “Me avisaram ontem”.
6. Qual é a colocação no imperativo afirmativo? Ênclise: “Diga-me a verdade.” No imperativo negativo, a próclise vence: “Não me diga isso.”
7. O que acontece com “fazer + o” na ênclise? O “r” cai e o pronome vira “lo”: “fazê-lo”.
8. O pronome “lhe” pode substituir objeto direto? Não. “Lhe” substitui objeto indireto (“dei-lhe o livro”); para objeto direto, usa-se “o” ou “a” (“Eu o vi”).
Questões comentadas
Questão 1. Assinale a alternativa em que a colocação pronominal está de acordo com a norma culta.
A) Me empresta seu caderno, por favor?
B) Empresta-me seu caderno, por favor?
C) Me diz a verdade agora.
D) Se senta aqui, por favor.
E) Te ligo mais tarde.
Gabarito: B. O verbo está no imperativo afirmativo, que exige ênclise: “Empresta-me”. As demais começam a frase com pronome átono, o que a norma culta proíbe, ainda que seja comum na fala.
Questão 2. Em qual alternativa a próclise é obrigatória por causa de uma palavra atrativa?
A) Disseram-me a novidade.
B) Nunca me disseram a novidade.
C) Dir-me-ão a novidade.
D) Disseram a novidade a mim.
E) Vão dizer-me a novidade.
Gabarito: B. Em B, o advérbio “nunca”, de sentido negativo, atrai o pronome para antes do verbo, tornando a próclise obrigatória. Em A, não há atrativo e o verbo está no início, por isso a ênclise é a forma correta. Em C, há mesóclise de futuro, sem atrativo. Em D, não há pronome átono. Em E, sem atrativo, a ênclise ao verbo principal é aceita.
Questão 3. Assinale a alternativa em que a mesóclise foi empregada corretamente.
A) Nunca falar-lhe-ei sobre isso.
B) Falar-lhe-ei sobre isso amanhã.
C) Me falarão sobre isso amanhã.
D) Falarão-me sobre isso amanhã.
E) Vão me falar sobre isso amanhã.
Gabarito: B. A mesóclise só ocorre no futuro do presente ou do pretérito, sem atrativo. Em A, o “nunca” exige a próclise (“Nunca lhe falarei”). Em C, a frase começa com pronome átono, proibido na norma culta. Em D, a forma culta esperada é a mesóclise. Em E, não há mesóclise.
Questão 4. A frase “Não pode atender-me agora” deve ser reescrita, segundo a norma culta, como:
A) Não pode atender-me agora.
B) Não me pode atender agora.
C) Pode não atender-me agora.
D) Me pode não atender agora.
E) Não atender-me pode agora.
Gabarito: B. Com o atrativo “não”, a próclise ao auxiliar é a forma culta: “Não me pode atender agora”. A alternativa A mantém a ênclise apesar do atrativo. As demais alteram o sentido da frase.
Questão 5. Assinale a alternativa em que a forma do pronome está correta na ênclise.
A) Fazer + o = fazer-o.
B) Deram + o = deram-o.
C) Fazer + o = fazê-lo.
D) Vi + o = vio.
E) Põe + os = põe-os.
Gabarito: C. Verbos terminados em -r perdem essa consoante e o pronome “o” vira “lo”: “fazê-lo”. Em B, o verbo termina em som nasal, por isso o certo seria “deram-no”. Em D, falta o hífen: o certo é “vi-o”. Em E, com som nasal, o certo é “põe-nos”. A alternativa A ignora a queda do “r” e a mudança para “lo”.
Questão 6. Leia o trecho: “O livro que me emprestaram mudou minha vida.” A próclise em “me emprestaram” justifica-se porque:
A) O verbo está no futuro do presente.
B) O pronome relativo “que” atrai o pronome oblíquo.
C) O verbo está no imperativo afirmativo.
D) A frase começa com o verbo.
E) O pronome “me” é tônico.
Gabarito: B. O pronome relativo “que” é palavra atrativa e puxa o pronome oblíquo para antes do verbo, tornando a próclise obrigatória. As alternativas A, C e D descrevem situações diferentes, que não se aplicam ao trecho. A alternativa E está errada porque “me” é pronome oblíquo átono, e não tônico.
Dica do professor
Na hora da prova, faça o teste dos três passos: há palavra atrativa na oração? Se sim, próclise. O verbo está no futuro do presente ou do pretérito, sem atrativo? Se sim, mesóclise. Em qualquer outro caso, ênclise — e nunca comece a frase com o pronome. Esse teste resolve a imensa maioria das questões. Para memorizar, grave os atrativos em blocos: negativas (não, nunca, ninguém), advérbios (sempre, já, também), interrogativos e relativos (que, quem, quando, onde) e conjunções subordinativas (se, porque, embora, quando).
Atenção/cuidado
Não confunda a fala do dia a dia com a norma culta cobrada na prova. “Me dá” e “te ligo” são naturais na conversa, mas a prova testa o registro formal. Outro cuidado: em Portugal, a ênclise é muito mais frequente, e textos literários antigos usam ênclise onde hoje usaríamos próclise — observe a época e o registro do autor, sem aplicar a regra de forma mecânica. Por fim, revise sempre as formas “lo” e “no”: são o erro mais bobo e mais comum.
Conexão com outras áreas
A colocação conversa com a sintaxe, pois a posição do pronome depende da função que ele exerce; com a análise sintática, pois identificar orações subordinadas ajuda a saber se o atrativo está na mesma oração do verbo; e com a literatura, pois a escolha entre próclise e ênclise marca o registro de um personagem e a época de um texto. Na redação, começar períodos com “me” ou “se” é um deslize formal visível. Para ampliar a base, visite a página de Língua Portuguesa.
Incidência
Incidência: Pode cair. Tema recorrente em questões de gramática e de reescrita, e com frequência embutido na análise de textos literários e jornalísticos. Quando aparece, costuma valer ponto certo para quem treinou as regras — e ponto perdido para quem foi no chute.



