
Direto ao assunto
- Resumo rápido
- Pronomes possessivos: de quem é?
- Pronomes demonstrativos: perto, longe, no texto
- Pronomes indefinidos: quando não se sabe ao certo
- Pronomes interrogativos: as palavras da pergunta
- Pronomes relativos: a ponte entre as orações
- Tabelas de revisão
- Como a prova cobra esses pronomes
- Mapa mental
- SAQ — perguntas e respostas rápidas
- Questões comentadas
- Dica do professor
- Atenção/cuidado
- Conexão com outras áreas
- Incidência
“Este livro é meu, aquele é seu, e o que está ali é de quem?” Numa única frase cabem quatro tipos de pronomes diferentes — demonstrativo, possessivo, interrogativo — e cada um deles faz um trabalho distinto: apontar, indicar posse, perguntar. Os pronomes possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e relativos formam, junto com os pessoais, o sistema de retomada e de referência do português. O ENEM e os vestibulares cobram esse tema em questões de coesão, de interpretação e de sintaxe, quase sempre dentro de textos.
Resumo rápido
Os pronomes possessivos indicam posse em relação às pessoas do discurso: meu, teu, seu, nosso, vosso, com suas flexões de gênero e número. Os demonstrativos situam algo no espaço, no tempo ou no discurso: este, esse, aquele e suas variações. Os indefinidos referem-se a um ser de modo vago, impreciso: alguém, ninguém, tudo, nada, cada, certo, outro. Os interrogativos aparecem em perguntas diretas ou indiretas: que, quem, qual, quanto. Os relativos retomam um termo anterior e introduzem uma oração subordinada adjetiva: que, quem, o qual, cujo, onde, quanto.
A regra de ouro é esta: todo pronome aponta para alguma coisa — para o dono, para um lugar, para um ser vago, para uma pergunta ou para um termo já citado. Se você descobrir para onde o pronome está apontando, descobre o que ele é e qual é a sua função. E atenção ao detalhe mais cobrado: o pronome relativo “que” e o demonstrativo “esse/este/aquele” mudam completamente o sentido do texto conforme a escolha, e a prova adora explorar essa diferença.
Pronomes possessivos: de quem é?
Os pronomes possessivos indicam a quem pertence aquilo de que se fala, relacionando a posse com as pessoas do discurso. São eles: meu, minha, meus, minhas (1ª pessoa do singular); teu, tua, teus, tuas (2ª pessoa do singular); seu, sua, seus, suas (3ª pessoa do singular); nosso, nossa, nossos, nossas (1ª pessoa do plural); vosso, vossa, vossos, vossas (2ª pessoa do plural); seu, sua, seus, suas (3ª pessoa do plural). Note que a forma “seu” serve tanto para a 3ª pessoa do singular quanto do plural, e também é usada como possessivo de “você” — o que gera ambiguidades famosas.
Os possessivos concordam em gênero e número com a coisa possuída, e não com o possuidor: “o livro dele” vira “o seu livro”, mas “a casa dele” vira “a sua casa” — a flexão acompanha “livro” e “casa”, não “ele”. Essa é uma regra simples, mas que resolve muitas questões de concordância. Outra regra importante: o possessivo pode vir com ou sem artigo — “meu livro” e “o meu livro” são ambas corretas —, mas o artigo muda o tom: com artigo, a posse costuma soar mais enfática ou afetiva, como em “o meu pai”.
A ambiguidade do “seu” é um dos pontos mais cobrados em interpretação. Na frase “Pedro disse a João que seu carro estava quebrado”, não fica claro se o carro é de Pedro ou de João. Para desfazer a ambiguidade, o português recorre às formas “dele/dela/deles/delas”: “Pedro disse a João que o carro dele estava quebrado” deixa claro que o carro é de Pedro. Em textos formais e em questões de reescrita, trocar “seu” por “dele” é o recurso padrão para ganhar clareza.
Os possessivos também podem aparecer sozinhos, sem o substantivo, quando ele já está subentendido: “Este livro é meu” (meu livro), “A vitória foi nossa”. Nesse caso, o pronome possessivo funciona como núcleo do predicativo, e a prova pode cobrar essa função sintática. E atenção: “meu”, “teu” e “seu” também podem ser usados como substantivos em expressões como “os meus” (minha família, meus amigos) — mais um caso em que o contexto decide a classe.
Pronomes demonstrativos: perto, longe, no texto
Os pronomes demonstrativos situam um ser no espaço, no tempo ou no discurso em relação às pessoas que falam. São três séries: “este, esta, isto” (perto de quem fala, 1ª pessoa); “esse, essa, isso” (perto de quem ouve, 2ª pessoa); “aquele, aquela, aquilo” (longe de ambos, 3ª pessoa). As formas variáveis flexionam em gênero e número — este, esta, estes, estas —, enquanto “isto, isso, aquilo” são invariáveis e só se referem a ideias, frases ou coisas não nomeadas.
No espaço, a regra é intuitiva: “este livro aqui” (perto de mim), “esse livro aí” (perto de você), “aquele livro lá” (longe dos dois). No tempo, “este” aponta para o presente ou para um futuro próximo (“esta semana vou estudar mais”), “esse” para um passado próximo (“nesse dia, tudo mudou”) e “aquele” para um passado distante (“naquele tempo, não havia internet”). No discurso, a lógica é outra: “este” retoma o que vai ser dito ou o termo mais próximo; “esse” retoma o que já foi dito; “aquele” aponta para algo distante no texto ou fora dele.
A diferença entre “este” e “esse” na retomada é uma das pegadinhas mais clássicas. Quando o texto enumera dois termos e depois os retoma, o primeiro termo é retomado por “aquele” e o segundo por “este”: “João e Pedro chegaram; este estava cansado, aquele estava animado” — “este” é Pedro (o mais próximo, citado por último) e “aquele” é João (o mais distante, citado primeiro). Inverter essa ordem muda o sentido da frase, e a prova cobra exatamente isso.
Outra diferença importante é entre demonstrativo e artigo ou pronome pessoal: “esse” demonstrativo aponta e situa (“esse livro é bom”), enquanto “o” artigo apenas determina (“o livro é bom”). E “isto, isso, aquilo” nunca acompanham substantivo: não se diz “isto livro”. Eles resumem uma ideia inteira: “Ele estudou o ano todo e passou. Isso é dedicação” — “isso” resume toda a frase anterior.
Pronomes indefinidos: quando não se sabe ao certo
Os pronomes indefinidos referem-se à 3ª pessoa de modo vago, impreciso, sem determinar exatamente de quem ou do que se fala. Os principais são: alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo, cada, certo, certa, outro, outra, vários, poucos, muitos, algum, nenhum, qualquer, quaisquer, todo, todos. Alguns são variáveis (algum, nenhum, outro, certo, todo) e outros são invariáveis (alguém, ninguém, tudo, nada, algo, cada, outrem).
A diferença entre pronome e adjetivo indefinido depende da presença do substantivo: “Alguns alunos chegaram” — “alguns” é adjetivo, porque acompanha “alunos”. “Alguns chegaram” — “alguns” é pronome, porque substitui “alunos”. O mesmo vale para “todo”: “Todo aluno deve estudar” (adjetivo) e “Todos devem estudar” (pronome). A prova cobra essa distinção com frequência, sempre pedindo que se observe se há substantivo junto ao termo.
Dois cuidados são clássicos. Primeiro, a concordância: “nada” e “ninguém” pedem verbo no singular (“Ninguém veio”), e “cada” também (“Cada um fez sua parte”). Segundo, a dupla negação: “não vi ninguém” é a construção normal do português, em que a negação do verbo se reforça com o pronome negativo — não é erro, é a norma da língua. Já “não vi nenhum aluno” usa “nenhum” como adjetivo, e “não vi nenhum” usa “nenhum” como pronome.
Pronomes interrogativos: as palavras da pergunta
Os pronomes interrogativos são usados para formular perguntas, diretas ou indiretas: que, quem, qual, quais, quanto, quanta, quantos, quantas. Na pergunta direta, há ponto de interrogação: “Quem chegou?” Na pergunta indireta, a pergunta aparece dentro de outra frase, sem ponto de interrogação: “Quero saber quem chegou”. A forma é a mesma; o que muda é a estrutura da frase.
As diferenças de uso são importantes. “Quem” refere-se a pessoas: “Quem é você?” “Qual” indica escolha dentro de um conjunto: “Qual livro você prefere?” “Que” é mais genérico e pode equivaler a “qual” ou a “o que”: “Que horas são?” “Quanto” indica quantidade: “Quantos livros você leu?” E atenção ao acento: nas perguntas diretas, “que” e “quem” não levam acento; o que leva acento é “por quê” no fim de pergunta (“Você saiu por quê?”) — mas isso já é tema de outra matéria.
Os interrogativos também aparecem em exclamações, com valor de intensidade: “Que dia lindo!” Nesse caso, “que” não pergunta nada — exprime admiração. A prova pode cobrar essa diferença de função, pedindo que se identifique o valor do “que” em cada frase: interrogativo, relativo, conjunção ou exclamativo. O contexto, mais uma vez, decide tudo.
Pronomes relativos: a ponte entre as orações
Os pronomes relativos retomam um termo anterior, chamado de antecedente, e introduzem uma oração subordinada adjetiva, que caracteriza esse termo. São eles: que, quem, o qual (a qual, os quais, as quais), cujo (cuja, cujos, cujas), onde, quanto (quanta, quantos, quantas). Exemplo: “O livro que você me emprestou é ótimo” — “que” retoma “livro” e introduz a oração “que você me emprestou”, que caracteriza o livro.
O relativo “que” é o mais usado e o mais versátil: pode retomar pessoas, coisas, lugares e ideias. “Quem” retoma apenas pessoas e, em geral, vem precedido de preposição: “A professora com quem falei é excelente”. “O qual” é usado para evitar ambiguidade ou depois de preposições longas: “O livro sobre o qual falamos é raro”. “Cujo” indica posse e concorda com a coisa possuída, não com o possuidor: “O autor cuja obra li ontem” — “cuja” concorda com “obra”, e a construção dispensa artigo ou preposição antes de “cujo”.
“Onde” é relativo de lugar: “A cidade onde nasci é tranquila”. Usar “onde” para tempo ou para outros sentidos é erro na norma culta: o certo é “o dia em que nasci”, e não “o dia onde nasci”. E “quanto” como relativo aparece em construções como “Tudo quanto disse era verdade”, em que “quanto” retoma “tudo”. A função sintática do relativo é outro ponto cobrado: dentro da oração subordinada, o relativo pode ser sujeito (“o aluno que passou”), objeto direto (“o livro que li”) ou objeto indireto (“o amigo a quem escrevi”).
Por fim, a vírgula muda o sentido da oração adjetiva: sem vírgula, a oração é restritiva e define o termo (“Os alunos que estudaram passaram” — só os que estudaram); com vírgula, a oração é explicativa e apenas acrescenta uma informação (“Os alunos, que estudaram, passaram” — todos passaram, e todos estudaram). Essa diferença de vírgula é uma das mais cobradas em interpretação.
Tabelas de revisão
| Tipo | Formas principais | Para que serve |
|---|---|---|
| Possessivo | meu, teu, seu, nosso, vosso | Indicar posse em relação às pessoas do discurso |
| Demonstrativo | este, esse, aquele; isto, isso, aquilo | Situar no espaço, no tempo ou no discurso |
| Indefinido | alguém, ninguém, tudo, nada, cada, outro, todo | Referir-se a um ser de modo vago |
| Interrogativo | que, quem, qual, quanto | Formular perguntas diretas ou indiretas |
| Relativo | que, quem, o qual, cujo, onde, quanto | Retomar um antecedente e introduzir oração adjetiva |
| Demonstrativo | No espaço | No tempo | No discurso |
|---|---|---|---|
| Este / isto | perto de quem fala | presente / futuro próximo | o que vai ser dito; termo mais próximo |
| Esse / isso | perto de quem ouve | passado próximo | o que já foi dito |
| Aquele / aquilo | longe dos dois | passado distante | termo mais distante; fora do texto |
Como a prova cobra esses pronomes
As questões mais frequentes são de coesão referencial: “a que se refere o pronome destacado?” Para acertar, procure o termo que concorda com o pronome e que faça sentido na frase, e desconfie de pronomes ambíguos — a prova adora criar ambiguidade com “seu” e com “ele”. Outro tipo frequente é a reescrita: a questão pede a forma que desfaz a ambiguidade ou que mantém o sentido, trocando “seu” por “dele” ou “o qual” por “que”.
Os relativos aparecem em questões de sintaxe (qual é a função do relativo na oração subordinada?) e de pontuação (restritiva ou explicativa?). Os demonstrativos aparecem em questões de referenciação no texto, em que “isso” resume uma ideia inteira e “este” anuncia o que vem a seguir. Os indefinidos aparecem em questões de concordância e de classificação (pronome ou adjetivo?). E os interrogativos aparecem em questões sobre discurso direto e indireto, em que a pergunta direta vira indireta sem perder o sentido.
Um erro frequente é classificar o “que” sem olhar o contexto: ele pode ser pronome relativo (“o livro que li”), pronome interrogativo (“que horas são?”), conjunção integrante (“disse que viria”), conjunção causal (“estude, que a prova é difícil”) ou partícula expletiva (“que dia lindo!”). A prova cobra essa versatilidade, e só a análise da frase resolve. Outro erro é usar “onde” fora do sentido de lugar e “cujo” com artigo ou preposição antes dele (“o autor do cujo livro” está errado).


Mapa mental
Pronomes: possessivos = posse (meu, teu, seu, nosso, vosso; concordam com a coisa possuída). Demonstrativos = posição (este/perto de mim, esse/perto de você, aquele/longe; isto/isso/aquilo resumem ideias). Indefinidos = vagueza (alguém, ninguém, tudo, nada, cada, outro). Interrogativos = pergunta (que, quem, qual, quanto; direta com ? ou indireta sem ?). Relativos = retomada + oração adjetiva (que, quem, o qual, cujo, onde; “cujo” indica posse; “onde” só para lugar). Regra geral: descubra para onde o pronome aponta.
SAQ — perguntas e respostas rápidas
1. O que indicam os pronomes possessivos? A posse em relação às pessoas do discurso: meu (1ª), teu (2ª), seu (3ª), nosso (1ª plural), vosso (2ª plural).
2. Com o que concorda o pronome possessivo? Com a coisa possuída, e não com o possuidor: “a sua casa” (casa é feminina), mesmo que o dono seja homem.
3. Qual é a diferença entre “este” e “esse” no discurso? “Este” anuncia o que vai ser dito ou retoma o termo mais próximo; “esse” retoma o que já foi dito.
4. Quando “algum” é pronome e quando é adjetivo? É adjetivo quando acompanha substantivo (“alguns alunos”); é pronome quando o substitui (“alguns chegaram”).
5. Qual é a diferença entre pergunta direta e indireta? A direta tem ponto de interrogação (“Quem veio?”); a indireta vem dentro de outra frase, sem interrogação (“Quero saber quem veio”).
6. O que faz um pronome relativo? Retoma um termo anterior (antecedente) e introduz uma oração subordinada adjetiva que o caracteriza.
7. Como se usa “cujo”? “Cujo” indica posse, concorda com a coisa possuída e não leva artigo nem preposição antes dele: “o autor cuja obra li”.
8. Quando “onde” está errado? Quando não indica lugar: o certo é “o dia em que nasci”, e não “o dia onde nasci”.
Questões comentadas
Questão 1. “Carlos e André são irmãos. Este é médico, aquele é engenheiro.” Nessa frase, “este” e “aquele” referem-se, respectivamente, a: A) Carlos e André. B) André e Carlos. C) Carlos e Carlos. D) André e André. E) nenhum dos dois, pois são indefinidos.
Comentário: Na retomada de dois termos, “este” retoma o termo mais próximo, citado por último (André), e “aquele” retoma o termo mais distante, citado primeiro (Carlos). Resposta: B.
Questão 2. Assinale a frase em que o pronome “seu” gera ambiguidade: A) “O seu livro está na mesa.” B) “Maria disse a Joana que seu filho passou no vestibular.” C) “Seu João, o senhor pode me atender?” D) “Este é o seu lugar.” E) “O seu desempenho foi excelente.”
Comentário: Em B, não fica claro se o filho é de Maria ou de Joana — o “seu” pode se referir a qualquer uma das duas. Nas demais, o possuidor está claro pelo contexto ou pelo tratamento. Resposta: B.
Questão 3. Na frase “O professor cuja aula assistimos é exigente”, o pronome “cuja”: A) indica posse e concorda com “professor”. B) indica posse e concorda com “aula”. C) é demonstrativo de lugar. D) é interrogativo indireto. E) é indefinido.
Comentário: “Cujo” indica posse e concorda com a coisa possuída — “aula”, feminina e singular —, e não com o possuidor, “professor”. Resposta: B.
Questão 4. Assinale a alternativa em que “alguns” é pronome, e não adjetivo: A) “Alguns estudantes reclamaram da prova.” B) “Alguns dos estudantes reclamaram da prova.” C) “Alguns livros estavam rasgados.” D) “Algumas questões eram difíceis.” E) “Algum aluno faltou hoje.”
Comentário: Em B, “alguns” não acompanha diretamente um substantivo: ele retoma “estudantes” de forma partitiva (“alguns dos estudantes”), funcionando como pronome. Nas demais, acompanha o substantivo e é adjetivo. Resposta: B.
Questão 5. Na frase “A casa onde moro fica perto da escola”, o pronome “onde”: A) está errado, pois deveria ser “em que”. B) é relativo de lugar, empregado corretamente. C) é interrogativo indireto. D) é demonstrativo. E) é indefinido.
Comentário: “Onde” retoma “casa”, um lugar, e introduz a oração adjetiva que a caracteriza. O uso está correto; “em que” também seria aceitável, mas “onde” não está errado aqui. Resposta: B.
Questão 6. “Os candidatos que estudaram com dedicação foram aprovados.” Sem a vírgula, a oração “que estudaram com dedicação” é: A) explicativa, pois acrescenta uma informação sobre todos os candidatos. B) restritiva, pois delimita quais candidatos foram aprovados. C) coordenada, pois não depende da principal. D) substantiva, pois funciona como sujeito. E) adverbial, pois indica causa.
Comentário: Sem vírgula, a oração adjetiva restringe o sentido de “candidatos”: só foram aprovados aqueles que estudaram com dedicação. Com vírgula, seria explicativa e valeria para todos. Resposta: B.
Dica do professor
Na hora da prova, sublinhe o pronome e pergunte: “para onde ele aponta?”. Se aponta para um dono, é possessivo; para um lugar ou um trecho do texto, demonstrativo; para ninguém em especial, indefinido; para uma pergunta, interrogativo; para um termo anterior que ele caracteriza, relativo. Essa única pergunta resolve a maioria das questões de classificação e de coesão.
Atenção/cuidado
Não confunda “este” com “esse” na retomada: “este” é o mais próximo, “aquele” é o mais distante. Não use “onde” para tempo (“o dia onde nasci” está errado). Não coloque artigo ou preposição antes de “cujo”. Não deixe o “seu” ambíguo em textos formais: prefira “dele/dela”. E não classifique “que” sem olhar a frase inteira — ele pode ser relativo, interrogativo, conjunção ou exclamativo.
Conexão com outras áreas
Esses pronomes se conectam com os pronomes pessoais, com as classes gramaticais, com a análise sintática e com a coesão textual, além da Redação, em que a escolha do pronome decide a clareza e a progressão do texto. Veja também a página de Língua Portuguesa.
Incidência
Incidência: ♨️ Morno. Os pronomes possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e relativos aparecem com frequência moderada no ENEM e nos vestibulares, quase sempre embutidos em questões de interpretação, coesão e análise sintática. Vale revisar com atenção, porque dominá-los é a base para ler textos sem se perder nas retomadas.



