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Enem 2026: na véspera da prova, estudantes apostam em treino de redação e gestão do tempo

Com mais de 5 milhões de inscritos, o primeiro dia do exame é neste domingo (8/11). Veja a rotina de uma treineira, as orientações de um professor e o que revisar na véspera.

Ilustração em estilo de animação: uma estudante escrevendo uma redação à mão em uma mesa com livros, em uma manhã tranquila antes da prova do Enem.
Ilustração em estilo de animação: uma estudante escrevendo uma redação à mão em uma mesa com livros, em uma manhã tranquila antes da prova do Enem.

A véspera do Enem 2026 é de expectativa para mais de 5 milhões de inscritos confirmados em todo o país. O primeiro dia de prova é neste domingo (8/11), a partir das 13h30, em mais de 1,7 mil municípios — e, para muita gente, a maior dúvida é o tema da redação.

A redação é um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas, escrito a partir de uma situação-problema e de textos motivadores. Nas últimas edições, os eixos mais frequentes foram cidadania e direitos sociais, meio ambiente e sustentabilidade, saúde pública e mental, grupos vulneráveis e desigualdades, trabalho e economia, tecnologia e mídia.

Isadora Abreu, aluna do 3º ano de uma escola privada de Brasília, conhece bem essa rotina: treineira desde o 1º ano, ela fez em média seis redações por mês, entre o cursinho e a escola. O objetivo é cursar Medicina na UnB ou na Escola Superior de Ciências da Saúde. A estratégia dela para o domingo é começar lendo o tema e montando o projeto de texto, e reservar no máximo duas horas para o rascunho, a revisão e a passagem a limpo — sobrando três horas e meia para o restante da prova.

Neste sábado (7), porém, ela não estuda: o plano é ir ao cinema e tomar café com a família. Antes da prova, pretende rezar um terço.

Quem acompanha de perto essa preparação é o professor Flávio Miguel, há 23 anos na rede pública do Distrito Federal. Ele leciona no Centro de Ensino Médio Ave Branca (Cemab), em Taguatinga, para cerca de 280 estudantes — 80% deles farão a prova. A orientação dele é escrever um texto coerente e coeso, em língua formal, e antes de tudo entender o tema, que é a Competência 2 da correção. Os repertórios precisam ser validados e ligados aos argumentos, e a proposta de intervenção deve trazer os cinco elementos, sempre com respeito aos direitos humanos. Os conectivos, diz ele, precisam expressar relações lógicas entre as ideias.

O professor também recomenda ler redações nota 1.000 — sem abrir mão da própria individualidade — e redobrar a atenção na hora de passar o texto a limpo, para não trocar as linhas. O palpite dele para o tema deste ano é o eixo de economia e tecnologia.

Para revisar na véspera, a Cartilha do Participante 2026 – A Redação do Enem está disponível para download no site do Inep. Há versões para surdos e pessoas com deficiência auditiva, para pessoas com TEA e com dislexia, além de uma versão em Libras no canal do Inep no YouTube. Também vale conferir como é a estrutura da prova e o guia do candidato com regras e horários.

Fonte: Agência Brasil, via Itatiba Hoje. Leia a reportagem original.