ENEM

Inep testará inteligência artificial para formular questões do Enem

O Inep testará **IA no Enem** para formular questões da prova, visando segurança e eficiência após vazamentos em 2025. A tecnologia simulará estudantes e calibrará itens.
Especialistas do Inep observam a aplicação da inteligência artificial na simulação e calibração de questões do Enem, marcando uma nova era de segurança e eficiência no exame.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou a testagem de inteligência artificial (IA) na formulação das questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A iniciativa visa aprimorar a segurança e a eficiência do processo, motivada pelos recentes vazamentos observados na edição de 2025, buscando diminuir a dependência de testes com um grande número de participantes humanos.

O Inep está dando um passo ousado e inovador: testar a inteligência artificial (IA) para formular as questões do Enem. Essa medida visa, sobretudo, aprimorar a segurança e a eficiência do exame, especialmente após os recentes vazamentos em 2025, e é um movimento estratégico para reduzir a dependência da pré-testagem humana em larga escala, marcando uma importante transformação digital na educação.

Inep testará inteligência artificial para formular questões do Enem

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (**Inep**), Manoel Palacios, confirmou que a **inteligência artificial** (IA) será um elemento-chave na futura formulação do **Enem**. A medida, que já está em fase de testagem, visa aprimorar a segurança e a eficiência operacional do exame, especialmente após incidentes de vazamento que comprometeram a edição de 2025. A inclusão da **IA no Enem** representa um marco na transformação digital da educação brasileira.

Inteligência artificial revoluciona a elaboração do Enem

A discussão sobre a aplicação da **IA no Enem** ganhou força após o vazamento de questões do exame em 2025. Em entrevista ao G1, Palacios destacou a necessidade de reduzir a dependência de um grande número de participantes humanos no processo de pré-testagem das questões, um dos principais pontos vulneráveis. Essa iniciativa é um passo significativo em direção à segurança de exames e à inovação educacional.

A necessidade da inovação: segurança e eficiência para o exame

Atualmente, a pré-testagem de questões do **Enem** demanda a participação de cerca de 15 mil estudantes reais. Este volume considerável de pessoas envolvidas naturalmente aumenta os riscos de sigilo e vazamentos, como o ocorrido em 2025, que teve a bonificação de R$ 5 mil em um concurso da Capes como motivação. A implementação da **inteligência artificial** busca contornar essa fragilidade, simulando respostas e comportamentos de estudantes de forma controlada e segura. É uma busca por uma metodologia de prova mais robusta.

O papel da IA na pré-testagem de questões

A intenção do **Inep** é desenvolver sistemas de **inteligência artificial** capazes de simular diversos perfis de alunos, permitindo uma pré-testagem mais completa e com menor risco de vazamento. Além disso, a IA atuaria como uma espécie de ‘juiz’, alinhando as máquinas para garantir que as calibrações das questões sejam precisas. Isso otimizará a avaliação de desempenho e a análise preditiva da dificuldade dos itens, tornando o processo de formulação do **Enem** mais ágil e confiável. O site oficial do Inep trará mais informações conforme a implementação avança.

A estrutura atual do Enem e os desafios de sigilo

O processo de criação das questões do **Enem** é rigoroso e envolve múltiplas etapas para garantir a qualidade e a adequação do exame. As perguntas são extraídas do Banco Nacional de Itens (**BNI**), que funciona como um vasto repositório de questões pré-aprovadas. No entanto, o desafio do sigilo persiste em uma das fases cruciais.

As etapas de elaboração e validação de itens

O processo tradicional de formulação de questões para o **Enem** é dividido em três etapas fundamentais:

  • Elaboração dos itens: Questões são criadas por pesquisadores e educadores credenciados, garantindo a autoria especializada.
  • Validação pedagógica: Especialistas analisam e revisam os itens para assegurar que estejam alinhados às matrizes de referência e às habilidades cobradas na prova, garantindo a qualidade do teste.
  • Pré-testagem: As questões são aplicadas a um grande grupo de pessoas, com faixa etária e condições socioeconômicas similares ao público do **Enem**. Esta etapa é crucial para avaliar o nível de dificuldade, a capacidade de diferenciação entre participantes e a probabilidade de acerto casual (‘chute’).

É justamente na fase de pré-testagem que a **IA no Enem** pode oferecer a maior contribuição para a segurança. A dificuldade de manter o sigilo com 15 mil participantes reais, como demonstrado pelo caso do concurso da Capes em 2025, ressalta a urgência de uma solução tecnológica. O ministro da Educação, em comunicado ao Ministério da Educação, já havia se pronunciado sobre a seriedade do vazamento.

Calendário do Enem 2025 e estratégias de preparação

Mesmo com as inovações na formulação, o **Enem 2025** seguirá seu cronograma tradicional, e a preparação dos estudantes continua sendo essencial. Confira as datas importantes:

EventoData
Publicação do edital23/05/2025
Justificativa de ausência no Enem 2024 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 202514 a 25/04/2025
Inscrições26/05 a 06/06/2025
Pagamento da taxa de inscriçãoaté 11/06/2025
Solicitação de atendimento especial e tratamento por nome social26/05 a 06/06/2025
Resultado do atendimento especial e tratamento por nome social13/06/2025
Aplicação Enem 2025:
1º dia09/11/2025 – 5h30 de duração
2º dia16/11/2025 – 5h de duração
Aplicação em Belém-PA, Ananindeua-PA e Marituba-PA:
1º dia30/11 – 5h30 de duração
2º dia07/12/2025 – 5h de duração
Gabarito Enem 2025até o 10° dia útil após o 2° dia de aplicação
Resultado Enem 202516/01/2026

Conclusão

A introdução da **inteligência artificial** na formulação de questões do **Enem** representa um passo audacioso e necessário para o futuro do Enem na educação brasileira. Ao mitigar os riscos de segurança de exames e otimizar a calibração dos itens, a tecnologia pode garantir um exame mais justo, equitativo e resistente a fraudes. Essa iniciativa posiciona o Brasil na vanguarda da transformação digital em avaliações de larga escala, mostrando um compromisso com a inovação educacional.

A busca por sistemas que simulem o comportamento dos estudantes e atuem como ‘juízes’ inteligentes para aprimorar as questões demonstra a complexidade e a seriedade com que o **Inep** encara a missão do **Enem**. Para os milhões de estudantes que anualmente buscam seu acesso ao ensino superior, a confiança na integridade do exame é fundamental. Essa nova abordagem não apenas reforça a segurança, mas também abre portas para uma evolução contínua na maneira como as avaliações educacionais são concebidas e aplicadas, garantindo que o **Enem** continue sendo um pilar de oportunidade e meritocracia.

FAQ – Perguntas frequentes sobre a IA no Enem

Por que o Inep decidiu testar a IA no Enem?

A decisão do Inep foi motivada principalmente pelos vazamentos de questões na edição de 2025 e pela necessidade de aprimorar a segurança e a eficiência do processo. A IA busca reduzir a dependência da pré-testagem com um grande número de participantes humanos, minimizando os riscos de sigilo e aumentando a segurança de exames.

Como a inteligência artificial será usada na formulação das questões?

A IA será utilizada para simular perfis de alunos na pré-testagem das questões, avaliando seu nível de dificuldade e capacidade de diferenciação. Além disso, ela atuará como um “juiz” para calibrar as questões, otimizando a avaliação de desempenho e a análise preditiva sem comprometer a segurança, impactando diretamente a metodologia de prova.

A IA no Enem substituirá completamente a participação humana no processo?

Inicialmente, a IA visa complementar e otimizar as etapas atuais, especialmente a pré-testagem, reduzindo a necessidade de milhares de participantes humanos. A intenção é aumentar a segurança e a eficiência, mas o processo ainda envolverá a expertise de educadores e pesquisadores na elaboração e validação pedagógica das questões, garantindo um processo de inovação educacional contínuo e colaborativo.

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