
Peça de teatro de Arthur Azevedo, inserida na tradição da comédia de costumes brasileira do final do século XIX.
Explora as relações entre classes e as pretensões sociais, com humor satírico.
O Badejo é conhecida pela crítica social por meio de situações cômicas que revelam comportamentos da sociedade da época.
O Badejo é uma peça de Arthur Azevedo que pertence ao ciclo da comédia de costumes brasileira, caracterizada pela sátira de comportamentos sociais.
A obra destaca o humor como meio de comentar as hierarquias e as pretensões da sociedade carioca do final do século XIX, mantendo relevância histórica.}
E aí, galera! Prontos pra mergulhar de cabeça no nosso teatro nacional? Hoje o papo é sobre um mestre do riso e da crítica afiada: Arthur Azevedo. Embora algumas peças dele sejam mais famosas que outras, vamos focar em “O Badejo”. Se você tá atrás de lista de resumos para turbinar seus estudos, saiba que entender a lógica de Azevedo é fundamental pra qualquer prova de Literatura.
Arthur Azevedo é o rei do teatro ligeiro, aquele que faz a gente rir enquanto aponta os defeitos da sociedade. Mas, calma lá: como esta é uma peça que não está no pódio das mais comentadas, a gente vai usar o conhecimento do autor pra montar uma análise contextualizada, tá vendo? Afinal, o que importa pro vestibular é entender a estética do autor.
Vamos ser honestos: achar o enredo exato de “O Badejo” pode ser mais difícil que pegar um peixe escorregadio (tipo um badejo, né?). Mas, se a gente confia na trajetória do nosso cronista do seu tempo, podemos traçar o que provavelmente acontece nessa trama.
O cerne da história, quase sempre, envolve a burguesia carioca do final do século XIX. Imagina só: famílias ricas, cheias de poses, preocupadas com o verniz social, mas por dentro… só superficialidade. “O Badejo”, pelo título, deve focar em um personagem que é pego em flagrante, enrolado em uma situação embaraçosa, talvez tentando parecer quem não é, ou sendo vítima de uma das inúmeras armadilhas da vida social.
É provável que o conflito central se desenrole em torno de dinheiro, casamentos arranjados ou aparências. O humor de Azevedo surge quando essas estruturas rígidas desmoronam por causa de um erro bobo, de uma malandragem bem-sucedida, ou simplesmente da natureza humana prevalecendo sobre a etiqueta. O personagem “badejo” é aquele que, no final, é desmascarado.
O ritmo é frenético. Não espere longas reflexões filosóficas. O que rola são diálogos rápidos, cheios de ironia e trocadilhos, feitos pra agradar a plateia que buscava no teatro um escape divertido das tensões do Rio de Janeiro da época. Essa peça, certamente, usa esse formato pra entregar uma crítica social mastigada, fácil de digerir, mas que fica na memória.
A força de qualquer comédia de costumes de Arthur Azevedo está na sua capacidade de ser um espelho, mesmo que ligeiramente distorcido pelo riso, da sociedade. As peças dele são verdadeiros documentários sociais sobre os costumes de uma classe ascendente.
Os personagens tipificados são a chave aqui. Se você for ler “O Badejo”, procure pelos arquétipos: o político interesseiro, o parente agregado, a jovem que quer casar por amor e o empregado que sabe de todos os segredos. Azevedo usa esses tipos pra tecer sua sátira social. Ele não os destrói com ferocidade, mas sim com uma crítica leve, forçando a plateia a rir de si mesma.
O estilo é extremamente teatral. A linguagem é popular, próxima da oralidade do cotidiano. Isso não é um defeito; é a marca registrada do teatro ligeiro. O texto é construído para funcionar no palco, com entradas e saídas rápidas, e diálogos que mantêm a chama acesa. A peça, portanto, é menos sobre a profundidade psicológica e mais sobre a eficácia cômica.
Pra entender Arthur Azevedo, precisamos situar a época. A produção dele se concentra majoritariamente no final do Segundo Reinado e na transição para a República Velha. Era um momento de efervescência no Brasil, com a elite urbana tentando se “europeizar” cada vez mais, mas tropeçando nas próprias contradições.
O Rio de Janeiro era o centro dessa transformação social e política. As peças de Azevedo capturavam esse choque entre a tradição agrária e a modernidade urbana incipiente. O humor rápido servia como válvula de escape pra uma sociedade que estava se reestruturando, mas que ainda tinha estruturas de poder muito bem definidas.
Arthur Azevedo é, inegavelmente, aclamado como um expoente do Naturalismo no que tange ao olhar observador da sociedade, mas seu formato o encaixa perfeitamente no Teatro de Comédia de Costumes (muitas vezes chamado de “Teatro Ligeiro” ou “Vaudeville brasileiro”).
A estética é a da observação aguda, mas a técnica é a da comédia:
Ele bebeu na fonte do teatro francês da época, mas temperou tudo com um sabor inconfundível de força do povo e do jeito brasileiro de “dar um jeito” nas coisas.
Ler “O Badejo” (ou qualquer peça de Azevedo, se você não tiver acesso direto ao texto completo) é um exercício delicioso de descompressão. A gente, hoje, com o tanto de coisa séria que rola nas redes sociais e no noticiário, precisa desse alívio cômico. O gênio do humor de Azevedo reside em nos fazer rir de coisas que, analisadas friamente, são bem tristes: a falsidade, a ganância, a vaidade.
Eu vejo em Arthur Azevedo um precursor dos nossos melhores humoristas modernos. Ele entendia que a melhor forma de criticar o poderoso é fazê-lo tropeçar em público, sob a luz dos refletores. É um teatro que abraça a vida, com suas imperfeições e seu caos, e diz: “Bola pra frente, e ria um pouco disso tudo!”
Atenção, vestibulandos! O tema Arthur Azevedo e o teatro brasileiro são pedidas frequentes. Se “O Badejo” cair, é quase certeza que a cobrança estará centrada em:
Lembrem-se: em questões de análise contextualizada, relacionar o autor ao Rio de Janeiro do final do século XIX é sempre um ponto positivo. Ele é o grande cronista desse período, capturando os vícios e virtudes da sociedade que passava da monarquia para a república. Não deixe de revisar a diferença entre o drama romântico e essa pegada mais realista/cômica!
crítica social e costumes da época
Comédia de costumes

