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Egito

Aprenda mais sobre o Egito

Direto ao assunto
  1. Condições geográficas do Egito
  2. História política Egípcia
  3. Religião
  4. Sociedade
  5. Economia
  6. Escrita
  7. Literatura
  8. Arte
  9. Ciência

Condições geográficas do Egito

No nordeste da África, entre o deserto Líbio e o mar Vermelho, formou-se uma das mais antigas e brilhantes civilizações: a egípcia.

O rio Nilo torna a região um verdadeiro oásis em pleno deserto. De fato, suas cheias anuais inundam as zonas limítrofes, possibilitando a fertilidade da terra, graças ao húmus, restos de vegetação aquática putrefada e substâncias minerais.

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Não é incorreta a afirmativa de Heródoto de que “o Egito é uma dádiva do Nilo”, mas se faz necessário lembrar que outros fatores geográficos se fizeram presentes, influindo e ajudando o desenvolvimento desta civilização. As barreiras naturais, como o deserto Líbio e o mar Vermelho, facilitaram a defesa da região, e forjaram a mentalidade conservadora característica dos antigos egípcios. As montanhas da Nubia proporcionaram o granito necessário às construções e o ouro às artes menores e ao comércio.

Estabelecendo-se em volta do rio Nilo, os egípcios desenvolveram a agricultura, que foi a base de sua economia e que levou à própria unificação política. De fato, o tórrido calor da região, secaria o húmus após a baixa das águas, se não houvesse canais de irrigação, para cuja construção havia necessidade de um trabalho grupal organizado. Este fator, pressionado por uma cooperação e vida em grupo mais intensa, levou o Egito a se tornar um Estado coeso e forte.

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História política Egípcia

Período Arcaico – 4000 – 3200 a.C.

Foi no Quarto Milênio a.C. que teve início a história política do Egito, ainda não como unidade política, mas sim como um amontoado de pequenas províncias, chamadas nomos. Estes se uniram em dois reinos, o Alto Egito ( capital Hieracômpole ) e Baixo Egito ( capital Buto ).

Antigo Império – 3200 – 2180 a.C.

Estes dois reinos foram unidos em 3200 a.C. por Menés. O Antigo Império foi a época das pirâmides, do governo teocrático e de longa paz.

Idade Feudal – 2180 – 2040 a.C.

Este período caracterizou-se pela inexistência de poder central , com o Egito se fracionando novamente em vários nomos. Um destes, o de Tebas, acabou por se sobrepujar aos outros e reunificar o país.

Médio Império – 2040 – 1786 a.C.

Assim inaugurou-se o Médio Império, cuja capital era Tebas. Esta fase caracterizou-se por suas tendências democráticas, o que possibilitou várias realizações intelectuais importantes.

Domínio Hicso – 1786 – 1567 a.C.

O Egito foi dominado por volta de 1786 a.C. pelos hicsos, nômades que venceram graças ao cavalo, até aí desconhecido dos egípcios. Os hicsos levaram novas técnicas e culturas ao Egito, que se beneficiou com aquele domínio estrangeiro.

Novo Império – 1567 – 1085 a.C.

Os egípcios, porém, desejavam expulsar os invasores, o que foi conseguido graças a Amósis. No Novo Império o Egito adotou uma política imperialista, tornando-se uma potência militar e contando com grandes faraós como Tutmés III e Ramsés II. Mas importante, no entanto, é o governo de Amenofis IV ( 1375 – 1358 a.C. ), que lutando contra o grande poder dos sacerdotes, destruiu o culto tradicional e instituiu o monoteísmo do deus Aton. Ainda que esta religião desaparecesse com a morte de seu criador, é de grande importância, devido à influência que exerceu sobre os hebreus.

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Período de Decadência – 1085 – 663 a.C.

Neste tempo o Egito foi dominado por líbios, núbios e assírios.

Renascimento Saíta – 663 – 525 a.C.

Os dominadores estrangeiros foram expulsos, conhecendo então o país, um período de progresso, especialmente no comércio. Os persas, porém, venceram os egípcios e dominaram a capital, Sais.

Período de domínio estrangeiro – 525 a.C. – 1922

Desde a derrota de Pelusa frente aos persas, até 1922, o Egito sempre esteve sob o domínio estrangeiro: persa, grego-macedônico, romano, bizantino, árabe, turco, franco-inglês, inglês.

 

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Religião

A religiosidade do povo egípcio era bastante acentuada, sendo objetivo dos egípcios, uma vida feliz extraterrena. O número de divindades que possuíam é algo surpreendente, com cada localidade possuindo seu deus; à medida que uma cidade se tornava mais importante, seu deus crescia em prestígio, como ocorreu no caso de Amon, que se tornou o principal deus egípcio, após sua cidade, Tebas, tornar-se o centro político do país.

Inicialmente, os animais foram adorados como deuses, mas com o evoluir da civilização as metamorfoses foram ocorrendo e os seres híbridos de homens e animais passaram a ser adorados. No entanto, o culto antropozoomórfico não foi o mais popular, e sim o das forças da natureza, caso do culto de Osiris. Este, segundo a lenda, fora um rei do Egito, que junto com seu ministro Thot, ensinara as primeiras leis ao povo egípcio. Seth, seu irmão, invejoso de sua popularidade, matou-o, jogando seu corpo no Nilo. Isis, porém, ressuscitou o marido, que passou assim a ser o rei dos mortos. Esta lenda significa claramente que Osiris encarnava em si a natureza, mais particularmente o rio Nilo, que morre e ressuscita anualmente, mostrando a importância daquele rio na vida da civilização egípcia.

Os egípcios acreditavam que todo ser é habitado por seu duplo, o Ka, podendo esta “alma” voltar ao corpo, desde que este esteja em bom estado, nascendo assim a prática da mumificação. Quando da morte, a alma iria ser julgada no tribunal de Osíris e, conforme seus atos, viveria eternamente ou seria eliminada.

O Livro dos Mortos, que era necessário a todo morto, origina-se daí, sendo um conjunto de fórmulas mágicas que facilitaria a entrada da “alma” no reino de Osíris.

Sociedade

Os egípcios eram apegados à família, não admitindo a poligamia. Nesta sociedade as mulheres desfrutavam de boa posição, podendo mesmo ocupar o trono, fato raro entre os orientais. O faraó quase sempre casava-se com uma parente, muitas vezes a irmã, já que não existia o tabu do incesto e o casamento com familiares era comum, objetivando não dispersar riquezas e poder.

Esta sociedade, relativamente estratificada, tinha na sua direção o faraó, visto como o deus Horus enquanto vivo e identificado com o deus Osíris após a morte. Abaixo dele vinham os altos funcionários, os nobres e os sacerdotes; a seguir os guerreiros, depois os escribas, por fim os felah ou camponeses. Os escravos não constituiram grande parcela da sociedade.

Economia

Ela era de base agrária, aproveitando a terra fertilizada pelo Nilo, produtora, principalmente, de trigo e cevada. O comércio só ganhou importância a partir da época Saíta. A economia tornou-se monetária, isto é, generalizou-se o uso da moeda, apenas no século IV a.C.

 

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Escrita

A escrita egípcia chamada hieroglífica era pictográfica, ou seja, seus caracteres representavam objetos. Com a evolução desta escrita, os sinais foram modificados, surgindo o sistema hierático, e a partir deste o demótico, de uso mais popular.

Literatura

A literatura de um povo sempre reflete o espírito da nação, o mesmo acontecendo no Egito. Sua literatura teve três fases distintas, paralelas a história política.

A fase mais antiga reflete um caráter ético, como é o caso das Máximas de Ptahotep, conselhos a respeito da educação paterna.

Durante o Médio Império vemos a literatura refletir toda a apatia, desilusão e pessimismo da época. A Canção da harpista, uma das mais brilhantes obras desta fase, reflete esse caráter: foi um faraó que mandou gravar no seu túmulo esta canção, que reflete certo ceticismo em relação a vida extraterrena.

A última fase desenvolveu-se no Novo Império, quando um sentimento nacionalista exalta todo o povo. Exemplos desta literatura são a Sabedoria de Amenemope e o Discurso do camponês eloqüente.

Arte

A arquitetura, principal forma artística dos antigos egípcios, expressava-se melhor nos templos – como Luxor e Karnak – e nos túmulos, de três tipos:

1 ) as mastabas, câmaras funerárias que serviam de capela para o culto dos mortos.

2 ) as pirâmides, que significavam um ato de fé e a ambição de dar estabilidade ao país, tinham por função serem grandes túmulos para os faraós.

3 ) hipogeus, túmulos subterrâneos nas encostas das montanhas.

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Ciência

O espírito egípcio era eminentemente prático, quase não havendo abstração, daí as ciências terem sido criadas para fins práticos: prever inundações, traçar planos de pirâmides, resolver problemas de irrigação, plantio, etc.

A Astronomia, desenvolvida desde a época pré-dinástica, concebeu um calendário, enquanto a matemática dava elementos necessários à divisão dos campos e fins correlatos. Ainda importante foi a medicina, que chegou à fase de diagnosticagem e clínica terapêutica.