Texto I
A violência urbana é um dos principais problemas enfrentados pela sociedade brasileira. Nos últimos anos, tem-se observado um crescimento da participação de jovens em atos violentos, tanto como vítimas quanto como autores. Em muitos casos, crimes cometidos por adolescentes ganham grande repercussão social, principalmente quando associados à percepção de que tais atos não recebem punições proporcionais à gravidade dos fatos.
Esse cenário contribui para a disseminação de um sentimento coletivo de insegurança e descrédito nas instituições, ao mesmo tempo em que expõe falhas estruturais relacionadas à educação, às políticas públicas de inclusão social e ao sistema de responsabilização juvenil.
Texto II
De acordo com dados do Atlas da Violência, jovens entre 15 e 29 anos representam uma parcela significativa tanto das vítimas quanto dos autores de crimes violentos no país. Especialistas apontam que fatores como desigualdade social, ausência de oportunidades, evasão escolar e exposição constante à violência contribuem para esse fenômeno.
Além disso, o debate sobre a impunidade — real ou percebida — intensifica-se quando parte da sociedade entende que o Estado falha ao não oferecer respostas eficazes, seja por meio da prevenção, seja pela aplicação adequada das medidas socioeducativas previstas em lei.
Texto III
“A violência juvenil não pode ser analisada apenas sob a ótica da punição. É preciso compreender o contexto social, econômico e cultural no qual esses jovens estão inseridos, sem ignorar a necessidade de responsabilização.”
— Especialistas em segurança pública
A Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelecem direitos e deveres específicos para adolescentes, prevendo medidas socioeducativas em casos de atos infracionais. No entanto, a distância entre a legislação e sua aplicação prática ainda gera debates intensos sobre eficácia, prevenção e justiça.
Texto IV – O Caso Orelha
Casos emblemáticos de violência praticada por jovens costumam provocar forte comoção social e reacender o debate sobre impunidade. Um exemplo é o chamado Caso Orelha, que ganhou repercussão nacional ao envolver um adolescente em um ato violento amplamente divulgado pelos meios de comunicação e pelas redes sociais.
A comoção gerada pelo caso não se limitou ao crime em si, mas à percepção de que as consequências legais aplicadas ao jovem não correspondiam à gravidade do ocorrido. O episódio intensificou discussões sobre os limites das medidas socioeducativas, o papel do Estado na prevenção da violência juvenil e a necessidade de políticas públicas mais eficazes voltadas à formação, acompanhamento e responsabilização de adolescentes.
Proposta de Redação
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, na modalidade formal da língua portuguesa, sobre o tema:
“A violência praticada por jovens e a sensação de impunidade no Brasil contemporâneo”
Apresente argumentos consistentes e elabore uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos, indicando agentes, ações, meios e finalidade para o enfrentamento do problema.
Instruções
- O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.
- Empregue a norma-padrão da língua portuguesa.
- Não copie trechos dos textos motivadores.
- A redação que desrespeitar os direitos humanos terá nota zero.
- Estruture o texto em introdução, desenvolvimento e conclusão.








