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7 em cada 10 alunos de 15 anos no Brasil não sabem fazer contas simples, mostra Pisa

Estudo do Pisa revela que 7 em cada 10 alunos de 15 anos no Brasil não possuem domínio de contas matemáticas simples, levantando alertas na educação.
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Unifor divulga edital do vestibular 2027/1 com mais de 3 mil vagas Photo by Priscilla Du Preez 🇨🇦 on Unsplash

Direto ao assunto

Levantamento internacional testou estudantes de 91 países e revelou que a maioria dos jovens brasileiros não consegue realizar tarefas básicas de matemática.

O cenário preocupante da avaliação internacional evidencia um desafio histórico para o ensino público brasileiro. Levantamento internacional testou estudantes de 91 países e revelou que a maioria dos jovens brasileiros não consegue realizar tarefas básicas de matemática, acendendo um alerta urgente sobre o nível real de aprendizado na defasagem matemática observada nas escolas.

7 em cada 10 alunos de 15 anos no Brasil não sabem fazer contas simples, mostra Pisa

Entre os alunos brasileiros de 15 anos, que acabaram de cursar o ensino fundamental II, 7 em cada 10 não conseguem realizar contas de matemática simples.

A situação acende um alerta vermelho para o sistema de ensino nacional, conforme apontam os dados oficiais divulgados recentemente.

O cenário preocupante do Pisa 2025 para a educação brasileira

O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes revelou que 72% dos jovens do país apresentam notas insuficientes em raciocínio lógico básico. Essa queda acentuada no desempenho escolar afeta diretamente a capacidade competitiva dos futuros profissionais no mercado de trabalho globalizado.

A análise integra o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), cujos resultados examinaram dados de 91 países.

O levantamento apontou que 72% dos discentes brasileiros ficaram abaixo do nível 2 em conhecimentos matemáticos, sendo este o patamar mínimo considerado satisfatório pela avaliação internacional.

Alunos abaixo do nível básico e a distância para a OCDE

A distância entre o Brasil e as nações desenvolvidas reflete desigualdades profundas nas políticas educacionais adotadas nas últimas décadas. Enquanto a média da OCDE fica em 35% de alunos abaixo do nível crítico, o Brasil alcança o dobro desse percentual em sua rede de ensino.

Enquanto no Brasil a taxa de reprovação nessa faixa atinge patamares alarmantes, na média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o índice de estudantes abaixo do nível 2 é significativamente menor, registrando 35%.

Especialistas em políticas educacionais reforçam que essa discrepância reflete desigualdades históricas estruturais.

Fatores determinantes para o baixo rendimento escolar

A dificuldade em converter moedas estrangeiras e calcular distâncias geográficas demonstra falhas graves na fixação de conteúdos elementares. Segundo levantamentos pedagógicos, a falta de recursos didáticos modernos e a sobrecarga de trabalho em sala de aula agravam o problema.

Dentre as dificuldades observadas, os jovens demonstram incapacidade de converter moedas por meio de multiplicações ou de comparar distâncias percorridas.

Quando a formação do professor não desenvolve suficientemente esse conhecimento, existe o risco de o ensino ficar mais centrado na reprodução de fórmulas

Aponta o pesquisador Ernesto Martins, do Iede.

Desafios na formação docente e na progressão dos conteúdos

A melhoria dos índices educacionais depende diretamente de investimentos estruturais na carreira docente e na modernização curricular. O Ministério da Educação aponta que reformulações nos cursos de licenciatura são essenciais para preparar os professores diante das demandas contemporâneas.

O acúmulo de lacunas pedagógicas ao longo dos anos escolares dificulta a assimilação de conceitos avançados, como álgebra e geometria.

Para reverter o quadro, entidades ligadas à pesquisa educacional, a exemplo da Associação Nacional de Educação, defendem investimentos massivos na valorização e capacitação contínua dos docentes.

Conclusão

A divulgação dos resultados do Pisa serve como um chamado urgente para gestores públicos, educadores e sociedade civil repensarem os rumos da aprendizagem no país. Superar essa barreira exige planejamento estratégico de longo prazo, garantindo que o suporte pedagógico chegue à base da pirâmide escolar.

Acompanhar a evolução das métricas educacionais é fundamental para transformar o cenário atual. Para mais informações detalhadas sobre índices acadêmicos e avaliações de ensino, consulte o portal oficial do Inep e mantenha-se informado sobre as diretrizes da educação nacional.

FAQ – Perguntas frequentes sobre o desempenho em matemática no Pisa

O que é o Pisa e qual sua importância para o Brasil?

O Pisa é um estudo comparativo internacional coordenado pela OCDE que avalia competências de estudantes de 15 anos em leitura, matemática e ciências. Ele é fundamental para diagnosticar a qualidade do ensino brasileiro em relação a outros países.

Por que tantos alunos brasileiros apresentam dificuldades em matemática?

As dificuldades decorrem de lacunas acumuladas ao longo da trajetória escolar, problemas na formação continuada de professores e desigualdades socioeconômicas históricas que afetam a infraestrutura das escolas públicas.

Como o Brasil pode melhorar sua posição nos próximos exames?

O país precisa investir na valorização da carreira docente, reformular a matriz curricular do ensino fundamental e implementar políticas públicas focadas no reforço escolar e na redução da evasão.

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