
Direto ao assunto
Ética e moral estão entre os temas mais certos de Filosofia no ENEM — e quase sempre aparecem ligadas à política: o que é agir bem, o que torna uma ação justa, o que é o bem comum. Aristóteles e o sumo bem, Kant e o dever, o utilitarismo de Bentham, a justiça de Rawls, a ética do discurso de Habermas e até o perdão de Ricoeur: tudo isso já caiu na prova de Ciências Humanas. O segredo dessas questões é identificar qual filósofo — e qual conceito — o texto está defendendo, e depois conferir se a alternativa repete exatamente essa ideia. Abaixo, 10 questões REAIS do ENEM (2009 a 2023), transcritas fielmente, com fonte, gabarito oficial e resolução comentada. Tente responder antes de abrir o gabarito!
Questão 1
Fonte: ENEM PPL 2010 — Ciências Humanas e suas Tecnologias, Q27 (caderno azul)
A ética exige um governo que amplie a igualdade entre os cidadãos. Essa é a base da pátria. Sem ela, muitos indivíduos não se sentem “em casa”, experimentam-se como estrangeiros em seu próprio lugar de nascimento.
SILVA, R. R. Ética, defesa nacional, cooperação dos povos. OLIVEIRA, E. R (Org.) Segurança & defesa nacional: da competição à cooperação regional. São Paulo: Fundação Memorial da América Latina, 2007 (adaptado).
Os pressupostos éticos são essenciais para a estruturação política e integração de indivíduos em uma sociedade. De acordo com o texto, a ética corresponde a
- A) valores e costumes partilhados pela maioria da sociedade.
- B) preceitos normativos impostos pela coação das leis jurídicas.
- C) normas determinadas pelo governo, diferentes das leis estrangeiras.
- D) transferência dos valores praticados em casa para a esfera social.
- E) proibição da interferência de estrangeiros em nossa pátria.
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Gabarito oficial: A
O texto liga a ética à igualdade entre os cidadãos e ao sentimento de pertencimento à pátria: sem ética, as pessoas se sentem “estrangeiras” no próprio país. Isso aponta para valores e costumes partilhados pela maioria da sociedade — o fundo comum que integra os indivíduos. A alternativa B confunde ética com lei (a coação jurídica é outra coisa); C reduz a ética a normas de governo; D restringe os valores à esfera doméstica; E fala de estrangeiros, que não têm nada a ver com o argumento do texto.
Questão 2
Fonte: ENEM PPL 2010 — Ciências Humanas e suas Tecnologias, Q34 (caderno azul)
No século XX, o transporte rodoviário e a aviação civil aceleraram o intercâmbio de pessoas e mercadorias, fazendo com que as distâncias e a percepção subjetiva das mesmas se reduzissem constantemente. É possível apontar uma tendência de universalização em vários campos – por exemplo, na globalização da economia, no armamentismo nuclear, na manipulação genética, entre outros.
HABERMAS, J. A constelação pós-nacional: ensaios políticos. São Paulo: Littera Mundi, 2001 (adaptado).
Os impactos e efeitos dessa universalização, conforme descritos no texto, podem ser analisados do ponto de vista moral, o que leva à defesa da criação de normas universais que estejam de acordo com
- A) os valores culturais praticados pelos diferentes povos em suas tradições e costumes locais.
- B) os pactos assinados pelos grandes líderes políticos, os quais dispõem de condições para tomar decisões.
- C) os sentimentos de respeito e fé no cumprimento de valores religiosos relativos à justiça divina.
- D) os sistemas políticos e seus processos consensuais e democráticos de formação de normas gerais.
- E) os imperativos técnico-científicos, que determinam com exatidão o grau de justiça das normas.
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Gabarito oficial: D
Para Habermas, normas universais só são legítimas quando resultam de processos de discussão e consenso entre os afetados por elas — a chamada ética do discurso. Por isso a resposta é a alternativa D: sistemas políticos com processos consensuais e democráticos de formação de normas. Valores culturais locais (A) são particulares, não universais; pactos de líderes (B) decidem sem o debate público; fé religiosa (C) não é critério de validade universal; e imperativos técnico-científicos (E) tratam de meios, não de justiça moral.
Questão 3
Fonte: ENEM 2010 — Ciências Humanas e suas Tecnologias
A ética precisa ser compreendida como um empreendimento coletivo a ser constantemente retomado e rediscutido, porque é produto da relação interpessoal e social. A ética supõe ainda que cada grupo social se organize sentindo-se responsável por todos e que crie condições para o exercício de um pensar e agir autônomos. A relação entre ética e política é também uma questão de educação e luta pela soberania dos povos. É necessária uma ética renovada, que se construa a partir da natureza dos valores sociais para organizar também uma nova prática política.
CORDI et al. Para filosofar. São Paulo: Scipione, 2007 (adaptado).
O Século XX teve de repensar a ética para enfrentar novos problemas oriundos de diferentes crises sociais, conflitos ideológicos e contradições da realidade. Sob esse enfoque e a partir do texto, a ética pode ser
- A) compreendida como instrumento de garantia da cidadania, porque através dela os cidadãos passam a pensar e agir de acordo com valores coletivos.
- B) mecanismo de criação de direitos humanos, porque é da natureza do homem ser ético e virtuoso.
- C) meio para resolver os conflitos sociais no cenário da globalização, pois a partir do entendimento do que é efetivamente a ética, a política internacional se realiza.
- D) parâmetro para assegurar o exercício político primando pelos interesses e ação privada dos cidadãos.
- E) aceitação de valores universais implícitos numa sociedade que busca dimensionar sua vinculação à outras sociedades.
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Gabarito oficial: A
O texto define a ética como empreendimento coletivo: cada grupo se organiza sentindo-se responsável por todos, e os cidadãos passam a pensar e agir com autonomia a partir de valores sociais. Ética, aqui, é o que garante a cidadania — alternativa A. A alternativa B erra ao dizer que ser ético é “da natureza do homem” (o texto fala de construção coletiva, não de natureza); C exagera, pois o texto não promete resolver conflitos internacionais; D inverte o sentido (o texto privilegia o coletivo, não o interesse privado); E fala em valores universais implícitos, que não aparecem no texto.
Questão 4
Fonte: ENEM 2010 — Ciências Humanas e suas Tecnologias
Na ética contemporânea, o sujeito não é mais um sujeito substancial, soberano e absolutamente livre, nem um sujeito empírico puramente natural. Ele é simultaneamente os dois, na medida em que é um sujeito histórico-social. Assim, a ética adquire um dimensionamento político, uma vez que a ação do sujeito não pode mais ser vista e avaliada fora da relação social coletiva. Desse modo, a ética se entrelaça, necessariamente, com a política, entendida esta como a área de avaliação dos valores que atravessam as relações sociais e que interliga os indivíduos entre si.
SEVERINO, A. J. Filosofia. São Paulo: Cortez, 1992 (adaptado).
O texto, ao evocar a dimensão histórica do processo de formação da ética na sociedade contemporânea, ressalta
- A) os conteúdos éticos decorrentes das ideologias político-partidárias.
- B) o valor da ação humana derivada de preceitos metafísicos.
- C) a sistematização de valores desassociados da cultura.
- D) o sentido coletivo e político das ações humanas individuais.
- E) o julgamento da ação ética pelos políticos eleitos democraticamente.
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Gabarito oficial: D
A ideia central do texto é que o sujeito é histórico-social: nenhuma ação pode ser avaliada fora da relação social coletiva, e a ética se entrelaça com a política. Isso é exatamente “o sentido coletivo e político das ações humanas individuais” — alternativa D. As alternativas A e E reduzem a política a partidos e a políticos eleitos, que não é o sentido do texto; B apela para preceitos metafísicos, que o texto afasta; C fala em valores “desassociados da cultura”, o oposto do que o texto defende.
Questão 5
Fonte: ENEM 2009 — Ciências Humanas e suas Tecnologias
Na década de 30 do século XIX, Tocqueville escreveu as seguintes linhas a respeito da moralidade nos EUA: “A opinião pública norte-americana é particularmente dura com a falta de moral, pois esta desvia a atenção frente à busca do bem-estar e prejudica a harmonia doméstica, que é tão essencial ao sucesso dos negócios. Nesse sentido, pode-se dizer que ser casto é uma questão de honra”.
TOCQUEVILLE, A. Democracy in America. Chicago: Encyclopædia Britannica, Inc., Great Books 44, 1990 (adaptado).
Do trecho, infere-se que, para Tocqueville, os norte-americanos do seu tempo
- A) buscavam o êxito, descurando as virtudes cívicas.
- B) tinham na vida moral uma garantia de enriquecimento rápido.
- C) valorizavam um conceito de honra dissociado do comportamento ético.
- D) relacionavam a conduta moral dos indivíduos com o progresso econômico.
- E) acreditavam que o comportamento casto perturbava a harmonia doméstica.
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Gabarito oficial: D
Tocqueville mostra que, nos EUA do século XIX, a moralidade era levada a sério porque a falta de moral prejudicava a harmonia doméstica — e essa harmonia era “essencial ao sucesso dos negócios”. Ou seja, os americanos relacionavam a conduta moral com o progresso econômico: ser casto era uma questão de honra justamente porque a moral sustentava a vida econômica. A alternativa A inverte o sentido (eles não descuravam as virtudes); B exagera (não há “garantia de enriquecimento rápido”); C contradiz o texto (honra e comportamento ético andam juntos); E diz o oposto do texto (a castidade protege a harmonia, não a perturba).
Questão 6
Fonte: ENEM 2017 — Ciências Humanas e suas Tecnologias
Uma pessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir dinheiro emprestado. Sabe muito bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se não prometer firmemente pagar em prazo determinado. Sente a tentação de fazer a promessa; mas tem ainda consciência bastante para perguntar a si mesma: não é proibido e contrário ao dever livrar-se de apuros desta maneira? Admitindo que se decida a fazê-lo, a sua máxima de ação seria: quando julgo estar em apuros de dinheiro, vou pedi-lo emprestado e prometo pagá-lo, embora saiba que tal nunca sucederá.
KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Abril Cultural, 1980.
De acordo com a moral kantiana, a “falsa promessa de pagamento” representada no texto
- A) assegura que a ação seja aceita por todos a partir da livre discussão participativa.
- B) garante que os efeitos das ações não destruam a possibilidade da vida futura na terra.
- C) opõe-se ao princípio de que toda ação do homem possa valer como norma universal.
- D) materializa-se no entendimento de que os fins da ação humana podem justificar os meios.
- E) permite que a ação individual produza a mais ampla felicidade para as pessoas envolvidas.
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Gabarito oficial: C
Essa é a questão clássica do imperativo categórico de Kant: “age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal”. A falsa promessa não pode valer como lei universal — se todos fizessem promessas sabendo que não vão cumpri-las, a própria ideia de promessa deixaria de existir. Por isso ela se opõe ao princípio da universalização (C). A alternativa A é linguagem de Habermas, não de Kant; B é a ética da responsabilidade de Hans Jonas; D é o oposto de Kant (para ele, os fins nunca justificam os meios); E é o utilitarismo, que Kant rejeita como critério moral.
Questão 7
Fonte: ENEM 2017 — Ciências Humanas e suas Tecnologias
A moralidade, Bentham exortava, não é uma questão de agradar a Deus, muito menos de fidelidade a regras abstratas. A moralidade é a tentativa de criar a maior quantidade de felicidade possível neste mundo. Ao decidir o que fazer, deveríamos, portanto, perguntar qual curso de conduta promoveria a maior quantidade de felicidade para todos aqueles que serão afetados.
RACHELS, J. Os elementos da filosofia moral. Barueri-SP: Manole, 2006.
Os parâmetros da ação indicados no texto estão em conformidade com uma
- A) fundamentação científica de viés positivista.
- B) convenção social de orientação normativa.
- C) transgressão comportamental religiosa.
- D) racionalidade de caráter pragmático.
- E) inclinação de natureza passional.
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Gabarito oficial: D
O texto apresenta o utilitarismo de Bentham: a ação certa é a que produz a maior felicidade para o maior número de afetados. O critério é prático e consequencialista — avalia-se a conduta pelos seus efeitos concretos, e não por regras abstratas ou por mandamentos divinos. Isso é uma racionalidade de caráter pragmático (D). A alternativa A erra (não há fundamentação científica positivista aqui); B fala em convenção social, que não é o critério de Bentham; C inverte o sentido (o texto afasta a religião da moral); E apela para a paixão, quando o cálculo utilitarista é racional.
Questão 8
Fonte: ENEM 2017 — Ciências Humanas e suas Tecnologias
Se, pois, para as coisas que fazemos existe um fim que desejamos por ele mesmo e tudo o mais é desejado no interesse desse fim; evidentemente tal fim será o bem, ou antes, o sumo bem. Mas não terá o conhecimento, porventura, grande influência sobre essa vida? Se assim é, esforcemo-nos por determinar, ainda que em linhas gerais apenas, o que seja ele e de qual das ciências ou faculdades constitui o objeto. Ninguém duvidará de que o seu estudo pertença à arte mais prestigiosa e que mais verdadeiramente se pode chamar a arte mestra. Ora, a política mostra ser dessa natureza, pois é ela que determina quais as ciências que devem ser estudadas num Estado, quais são as que cada cidadão deve aprender, e até que ponto; e vemos que até as faculdades tidas em maior apreço, como a estratégia, a economia e a retórica, estão sujeitas a ela. Ora, como a política utiliza as demais ciências e, por outro lado, legisla sobre o que devemos e o que não devemos fazer, a finalidade dessa ciência deve abranger as das outras, de modo que essa finalidade será o bem humano.
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. In: Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991 (adaptado).
Para Aristóteles, a relação entre o sumo bem e a organização da pólis pressupõe que
- A) o bem dos indivíduos consiste em cada um perseguir seus interesses.
- B) o sumo bem é dado pela fé de que os deuses são os portadores da verdade.
- C) a política é a ciência que precede todas as demais na organização da cidade.
- D) a educação visa formar a consciência de cada pessoa para agir corretamente.
- E) a democracia protege as atividades políticas necessárias para o bem comum.
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Gabarito oficial: C
Aristóteles chama a política de “arte mestra” e “arte mais prestigiosa” porque ela determina quais ciências devem ser estudadas no Estado, legisla sobre o que devemos e não devemos fazer e tem como finalidade o bem humano — o sumo bem. As demais ciências estão sujeitas a ela. Por isso a política é a ciência que precede todas as demais na organização da cidade (C). A alternativa A é individualista e contradiz o bem comum aristotélico; B apela para a fé, que não está no texto; D fala de educação individual, fora do argumento; E restringe o bem comum à democracia, quando Aristóteles não faz essa restrição aqui.
Questão 9
Fonte: ENEM PPL 2014 — Ciências Humanas e suas Tecnologias, Q11 (caderno branco)
A justiça é a primeira virtude das instituições sociais, como a verdade o é dos sistemas de pensamento. Cada pessoa possui uma inviolabilidade fundada na justiça que nem mesmo o bem-estar da sociedade como um todo pode ignorar. Por essa razão, a justiça nega que a perda de liberdade de alguns se justifique por um bem maior partilhado por todos.
RAWLS, J. Uma teoria da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 2000 (adaptado).
O filósofo afirma que a ideia de justiça atua como um importante fundamento da organização social e aponta como seu elemento de ação e funcionamento o
- A) povo.
- B) Estado.
- C) governo.
- D) indivíduo.
- E) magistrado.
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Gabarito oficial: D
Rawls defende que cada pessoa possui uma inviolabilidade fundada na justiça: nem o bem-estar da sociedade como um todo pode justificar a perda de liberdade de alguns. A justiça, portanto, age e funciona em relação a cada indivíduo, protegendo seus direitos — alternativa D. É uma questão que pega quem confunde o agente da justiça com as instituições: Estado (B), governo (C) e magistrado (E) aplicam a justiça, mas o elemento central da teoria de Rawls é o indivíduo, titular de direitos invioláveis. “Povo” (A) é genérico demais e não aparece no argumento.
Questão 10
Fonte: ENEM 2023 — Ciências Humanas e suas Tecnologias, Q57 (caderno azul)
Quem se mete pelo caminho do pedido de perdão deve estar pronto a escutar uma palavra de recusa. Entrar na atmosfera do perdão é aceitar medir-se com a possibilidade sempre aberta do imperdoável. Perdão pedido não é perdão a que se tem direito [devido]. É com o preço destas reservas que a grandeza do perdão se manifesta.
RICOEUR, P. O perdão pode curar. Disponível em: www.lusosofia.net. Acesso em: 14 out 2019.
A reflexão sobre o perdão apresentada no texto encontra fundamento na(s)
- A) rejeição particular amparada pelo desejo de poder.
- B) decisão subjetiva determinada pela vontade divina.
- C) liberdade mitigada pela predestinação do espírito.
- D) escolhas humanas definidas pelo conhecimento empírico.
- E) relações interpessoais medidas pela autonomia dos indivíduos.
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Gabarito oficial: E
Para Ricoeur, o perdão só tem grandeza porque não é um direito de quem pede nem uma obrigação de quem perdoa: a pessoa ofendida pode dizer “não”, e é essa possibilidade de recusa que dá valor ao ato de perdoar. Isso só existe porque os indivíduos são autônomos — donos das próprias decisões — nas suas relações uns com os outros: alternativa E. A alternativa A confunde a recusa com desejo de poder (o texto fala de liberdade, não de dominação); B introduz a vontade divina, que não está no texto; C fala em liberdade “mitigada” pela predestinação, o oposto da liberdade plena que o texto descreve; D apela para o conhecimento empírico, quando o perdão é uma decisão do campo da ética e da vontade.



