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Citoplasma: plastos, cloroplastos e vacúolo — o que cai no ENEM e nos vestibulares

Na célula vegetal, o citoplasma guarda plastos e o grande vacúolo central: o cloroplasto faz a fotossíntese e o vacúolo controla a água e mantém a célula firme.

Célula vegetal em corte com cloroplasto verde em destaque, grande vacúolo central e outros plastos coloridos ao redor
Célula vegetal em corte com cloroplasto verde em destaque, grande vacúolo central e outros plastos coloridos ao redor
Direto ao assunto
  1. Resumo rápido
  2. O que são plastos
  3. Tipos de plastos
  4. Estrutura do cloroplasto e fotossíntese em linhas gerais
  5. Vacúolo central da célula vegetal
  6. Vacúolo contrátil e outros vacúolos
  7. Comparação: célula vegetal x célula animal
  8. O que cai no ENEM e nos vestibulares
  9. Mapa mental
  10. SAQ — Perguntas e respostas rápidas
  11. Questões comentadas
  12. Dica do professor
  13. Atenção/cuidado
  14. Conexão com outras áreas
  15. Incidência

Citoplasma: plastos, cloroplastos e vacúolo — o que cai no ENEM e nos vestibulares

Resumo rápido

Na célula vegetal, o citoplasma guarda duas estrelas que a célula animal não tem: os plastos e o grande vacúolo central. Os plastos são organelas com dupla membrana, próprias das células vegetais e de algas, que produzem e guardam substâncias importantes. O mais famoso deles é o cloroplasto, onde acontece a fotossíntese, o processo que transforma luz, água e gás carbônico em glicose e oxigênio. Já o vacúolo central é uma grande bolsa cheia de seiva, que ocupa boa parte da célula vegetal adulta, controla a entrada e a saída de água, guarda substâncias e ajuda a manter a célula firme, cheia, por meio da pressão de turgescência. É um tema ♨️ Morno no ENEM e nos vestibulares: não aparece em todas as provas, mas quando aparece costuma vir ligado à fotossíntese, à diferença entre célula vegetal e célula animal e à origem evolutiva dos cloroplastos.

Em resumo: existem três grandes grupos de plastos — cloroplastos (verdes, com clorofila, fazem fotossíntese), cromoplastos (coloridos, com pigmentos como carotenoides, dão cor a flores e frutos) e leucoplastos (sem cor, guardam reservas, como o amiloplasto, que guarda amido). O cloroplasto tem membrana dupla, estroma e tilacoides empilhados em grana, onde fica a clorofila. O vacúolo central, delimitado por uma membrana chamada tonoplasto, regula a quantidade de água da célula, armazena pigmentos, sais, açúcares e substâncias de defesa, e, ao encher-se de água, empurra o citoplasma contra a parede celular, deixando a planta firme. Na célula animal, não há cloroplastos nem vacúolo central gigante: os vacúolos são pequenos e temporários, usados, por exemplo, na digestão e na eliminação de água em excesso.

O que são plastos

Os plastos são organelas encontradas apenas em células vegetais e em algas. Têm duas membranas, como as mitocôndrias, e possuem material genético próprio, o DNA plastidial, além de ribossomos próprios, menores que os do citoplasma. Essas duas características são a base de uma das ideias mais importantes da Biologia celular: a teoria endossimbiótica, segundo a qual os cloroplastos teriam surgido de antigas cianobactérias que passaram a viver dentro de outra célula, há mais de um bilhão de anos, em uma parceria que deu certo e nunca mais se desfez. Por isso, os cloroplastos se dividem sozinhos dentro da célula, de forma parecida com a divisão de uma bactéria, e carregam um DNA circular, semelhante ao bacteriano.

Todos os plastos de uma planta nascem de um mesmo precursor, o proplasto, uma estrutura pequena e sem cor, presente nas células jovens, ainda não diferenciadas. Conforme a célula se diferencia e conforme o tecido em que ela está, o proplasto se transforma em um tipo de plasto ou em outro: na folha, exposta à luz, ele vira cloroplasto; na pétala de uma flor ou na casca de um fruto, vira cromoplasto; na raiz ou em um órgão de reserva, como a batata, vira leucoplasto. E essa transformação pode, em alguns casos, ser revertida: um exemplo clássico é o tomate, que passa de verde (cloroplastos) para vermelho (cromoplastos) à medida que amadurece. Por isso, quando a prova pergunta por que o fruto muda de cor, a resposta está na conversão de plastos, não em uma simples troca de tinta.

Vale um detalhe de vocabulário que as provas adoram cobrar: plasto é o nome do grupo; cloroplasto, cromoplasto e leucoplasto são os tipos. Dizer que “o cloroplasto é um plasto” está certo; dizer que “todo plasto faz fotossíntese” está errado, porque só o cloroplasto, com clorofila, realiza fotossíntese. Os outros plastos têm funções diferentes, igualmente importantes para a planta.

Tipos de plastos

Os plastos se dividem em três grandes grupos, que se distinguem pela cor, pelo pigmento que carregam e pela função que desempenham. Decorar a tabela abaixo resolve a maior parte das questões diretas sobre o tema.

Cloroplastos: os verdes, da fotossíntese

O cloroplasto é o plasto verde, rico em clorofila, o pigmento que absorve principalmente a luz azul e a luz vermelha e reflete a luz verde — é por isso que as folhas nos parecem verdes. É nele que acontece a fotossíntese, e por isso ele é abundante nas células do mesofilo da folha, o tecido verde que fica entre as duas epidermes, e também em caules verdes jovens. Uma única célula do mesofilo pode ter dezenas de cloroplastos, e cada cloroplasto pode ter milhões de moléculas de clorofila. A estrutura interna do cloroplasto será detalhada na próxima seção, porque ela é a chave para entender as duas etapas da fotossíntese.

Cromoplastos: os coloridos, das flores e dos frutos

Os cromoplastos são plastos coloridos, sem clorofila, que acumulam pigmentos chamados carotenoides, como o caroteno (laranja) e o licopeno (vermelho). São eles que dão cor a pétalas, a frutos e a raízes como a cenoura. Essa cor não é um capricho: nas flores, ela atrai polinizadores, como abelhas e beija-flores; nos frutos, ela atrai animais que comem o fruto e espalham as sementes. Ou seja, o cromoplasto tem função ecológica direta, ligada à reprodução e à dispersão da planta. Na cenoura, o cromoplasto acumula caroteno; no tomate maduro, acumula licopeno; na flor amarela, acumula xantofilas, pigmentos amarelos do mesmo grupo.

Leucoplastos: os sem cor, das reservas

Os leucoplastos são plastos sem pigmento, portanto sem cor, encontrados principalmente em órgãos que não recebem luz, como raízes, caules subterrâneos e sementes. Sua função é guardar reservas. O tipo mais conhecido é o amiloplasto, que guarda amido — a principal reserva de energia das plantas. É o amiloplasto que deixa a batata, o arroz e a mandioca ricos em amido. Outros leucoplastos guardam óleos (oleoplastos ou elaioplastos) ou proteínas (proteinoplastos). Quando a planta precisa de energia, o amido guardado no amiloplasto é quebrado em glicose e usado no metabolismo. Por isso, células de órgãos de reserva têm muitos leucoplastos e poucos ou nenhum cloroplasto: sem luz, não há fotossíntese para fazer ali.

Tipo de plastoCor e pigmentoOnde é mais comumFunção principal
CloroplastoVerde, com clorofilaFolhas e caules verdesFotossíntese: produzir glicose e oxigênio a partir de luz, água e gás carbônico
CromoplastoAmarelo, laranja ou vermelho, com carotenoidesPétalas, frutos e raízes como a cenouraDar cor para atrair polinizadores e dispersores de sementes
Leucoplasto (ex.: amiloplasto)Sem cor, sem pigmentoRaízes, tubérculos, sementes e órgãos de reservaGuardar reservas, como amido (amiloplasto), óleos e proteínas

Estrutura do cloroplasto e fotossíntese em linhas gerais

O cloroplasto é delimitado por duas membranas: uma externa, lisa, e uma interna, que envolve o interior da organela. Dentro dele, há um fluido chamado estroma, onde ficam enzimas, DNA plastidial, ribossomos próprios e grãos de amido em formação. Mergulhado no estroma, há um sistema de membranas internas em forma de discos achatados, os tilacoides, que se empilham como pilhas de moedas. Cada pilha de tilacoides é um grano (plural: grana), e os grana são ligados entre si por tilacoides chamados lamelas. É na membrana dos tilacoides que fica a clorofila, organizada em fotossistemas, junto com outros pigmentos acessórios.

Essa organização não é um detalhe decorativo: ela separa as duas etapas da fotossíntese. A etapa fotoquímica, ou fase clara, acontece na membrana dos tilacoides, onde a luz é absorvida pela clorofila, a água é quebrada (fotólise da água), liberando oxigênio, e são produzidas duas moléculas carregadoras de energia: o ATP e o NADPH. Já a etapa química, ou fase escura, também chamada de ciclo de Calvin, acontece no estroma, onde o gás carbônico é fixado e, usando o ATP e o NADPH produzidos na etapa anterior, é transformado em glicose e outros compostos orgânicos. Em resumo: nos tilacoides, a luz vira energia química; no estroma, essa energia vira açúcar.

A equação geral da fotossíntese resume o processo: gás carbônico mais água, com luz e clorofila, produzem glicose mais oxigênio. Vale lembrar o que as provas sempre cobram: o oxigênio liberado na fotossíntese vem da água, não do gás carbônico — isso foi demonstrado em experimentos clássicos com água marcada, e é um dos erros mais comuns entre os estudantes. Outro ponto importante: a fotossíntese é o processo que sustenta, direta ou indiretamente, quase toda a vida na Terra, porque produz a matéria orgânica e o oxigênio usados na respiração, além de ser a base das cadeias alimentares.

Por fim, um detalhe que conecta os plastos entre si: a mesma planta pode ter os três tipos de plastos ao mesmo tempo, em órgãos diferentes, e um mesmo órgão pode mudar de tipo ao longo do tempo, como o fruto que amadurece. Isso mostra que o plasto não é uma estrutura fixa, mas uma organela dinâmica, que se adapta à função do tecido.

Vacúolo central da célula vegetal

Se o cloroplasto é a cozinha da célula vegetal, o vacúolo central é o seu depósito, o seu reservatório de água e o seu regulador de pressão — tudo ao mesmo tempo. Nas células vegetais jovens, há vários vacúolos pequenos, mas, à medida que a célula cresce, esses vacúolos se fundem em um único vacúolo central, que pode ocupar de 80% a 90% do volume da célula adulta, empurrando o citoplasma e o núcleo para a periferia, junto à membrana plasmática. É por isso que, em um desenho de célula vegetal adulta, o núcleo aparece espremido em um canto: não é erro de desenho, é o vacúolo ocupando quase tudo.

O vacúolo é delimitado por uma membrana própria, o tonoplasto, que controla o que entra e o que sai dele, de forma seletiva. Dentro do vacúolo fica a seiva vacuolar (ou suco celular), uma solução aquosa que contém água, sais minerais, açúcares, aminoácidos, pigmentos, ácidos orgânicos e, muitas vezes, substâncias de defesa contra herbívoros e micro-organismos, como taninos e alcaloides. É o vacúolo que guarda, por exemplo, as antocianinas, pigmentos que dão cor roxa, azul ou vermelha a muitas flores e frutos — atenção: a cor roxa da flor, nesse caso, vem do vacúolo, não do cromoplasto, e as provas adoram essa distinção.

As funções do vacúolo central são muitas, e vale decorar as principais. Primeiro, ele regula a quantidade de água da célula e a pressão osmótica: quando a célula absorve água, o vacúolo enche, a pressão interna aumenta e a célula fica túrgida, firme — é a pressão de turgescência, que mantém folhas e caules jovens eretos, sem nenhum esqueleto. Quando a planta perde muita água, o vacúolo esvazia, a célula murcha e a planta fica caída, como acontece com uma alface fora da geladeira. Segundo, ele armazena reservas e substâncias úteis, como açúcares e íons. Terceiro, ele isola substâncias tóxicas ou de defesa, protegendo o resto da célula. Quarto, ele participa da digestão intracelular em algumas células vegetais, funcionando de forma parecida com um lisossomo, ao degradar componentes celulares. Quinto, ele ajuda no crescimento da célula: a célula vegetal cresce, em grande parte, porque o vacúolo absorve água e aumenta de volume, sem precisar produzir muito citoplasma novo — um jeito econômico de crescer.

A relação entre o vacúolo e a parede celular é outro ponto clássico de prova. A parede celular é rígida e impede que a célula vegetal estoure quando absorve muita água, diferentemente da célula animal, que pode romper-se em meio hipotônico. Na célula vegetal, a entrada de água aumenta a turgescência até um limite, e a parede segura a pressão. Em meio hipertônico, a célula vegetal perde água, o vacúolo encolhe e o citoplasma se afasta da parede, em um fenômeno chamado plasmólise — o contrário da turgescência, e um tema frequente em questões de osmose.

Vacúolo contrátil e outros vacúolos

Nem todo vacúolo é o vacúolo central da planta. Em outros seres, os vacúolos são menores, temporários e com funções bem específicas — e as provas gostam de comparar esses casos.

O vacúolo contrátil é típico de protozoários de água doce, como o paramécio, e de algumas algas unicelulares. Como esses organismos vivem em meio hipotônico, a água entra o tempo todo por osmose, e, se nada fosse feito, a célula incharia até estourar. O vacúolo contrátil resolve o problema: ele recolhe o excesso de água do citoplasma e, em contrações rítmicas, expulsa essa água para fora da célula. É, portanto, uma estrutura de osmorregulação, ou seja, de controle da quantidade de água. Detalhe importante: protozoários marinhos, que vivem em meio com salinidade parecida com a do seu interior, em geral não têm vacúolo contrátil, porque a entrada de água não é um problema para eles.

Outros vacúolos comuns são os vacúolos digestivos, formados durante a fagocitose: quando uma célula engloba uma partícula de alimento, essa partícula fica dentro de um vacúolo, que depois se funde com lisossomos, que despejam enzimas digestivas e degradam o alimento. É o que acontece, por exemplo, na ameba ao se alimentar e nas células de defesa do nosso corpo ao digerir micro-organismos. Há ainda os vacúolos de armazenamento das células animais, pequenos e variados, que guardam temporariamente água, nutrientes ou resíduos. A diferença central em relação à planta é de escala e de permanência: na célula animal, os vacúolos são pequenos, numerosos e temporários; na célula vegetal adulta, há um vacúolo central, grande e permanente, que define a própria forma da célula.

Comparação: célula vegetal x célula animal

Reunir as diferenças em uma tabela ajuda a responder rápido às questões comparativas, um formato muito frequente no ENEM e nos vestibulares. Note que a célula vegetal tem três estruturas exclusivas — parede celular, cloroplastos e vacúolo central grande — e que a célula animal tem centríolos e lisossomos bem desenvolvidos, enquanto a vegetal, em geral, não tem centríolos nas plantas superiores e usa o vacúolo também para digestão.

Estrutura ou característicaCélula vegetalCélula animal
Parede celularPresente, de celulose, rígidaAusente
CloroplastosPresentes nas partes verdes, fazem fotossínteseAusentes
VacúoloUm vacúolo central grande, com tonoplasto, ocupa até 90% da célula adultaVacúolos pequenos, numerosos e temporários
CentríolosAusentes nas plantas superioresPresentes, participam da divisão celular
Reserva de energiaAmido, guardado em amiloplastosGlicogênio, guardado no citoplasma
FormaEm geral fixa, definida pela parede celularVariável, sem parede rígida

O que cai no ENEM e nos vestibulares

As questões sobre plastos, cloroplastos e vacúolo costumam aparecer de cinco jeitos. Primeiro, pedindo para identificar o plasto pela função ou pela cor: folha verde remete ao cloroplasto; fruto laranja ou vermelho, ao cromoplasto; órgão de reserva rico em amido, ao amiloplasto. Segundo, relacionando a estrutura do cloroplasto com a fotossíntese: fase clara nos tilacoides, fase escura no estroma, oxigênio vindo da água. Terceiro, usando a teoria endossimbiótica: DNA próprio, dupla membrana e ribossomos próprios indicam origem bacteriana. Quarto, cobrando o vacúolo central e a turgescência: planta murcha, plasmólise, pressão osmótica e diferença entre célula vegetal e animal em meios com concentrações diferentes. Quinto, em questões de interpretação, com o amadurecimento de um fruto, a cor de uma flor ou um protozoário de água doce, pedindo qual estrutura explica o fenômeno — conversão de cloroplastos em cromoplastos, antocianinas no vacúolo ou vacúolo contrátil expulsando água. Para continuar revisando Citologia, veja os demais temas de sala de estudo e a lista de Biologia do site.

Interior de um cloroplasto com tilacoides empilhados em grana, estroma ao redor e luz do sol entrando para a fotossíntese
Interior de um cloroplasto com tilacoides empilhados em grana, estroma ao redor e luz do sol entrando para a fotossíntese
Comparação entre plastos de uma célula vegetal: cloroplasto verde, cromoplasto laranja e vermelho e amiloplasto com grãos de amido, ao lado do grande vacúolo central
Comparação entre plastos de uma célula vegetal: cloroplasto verde, cromoplasto laranja e vermelho e amiloplasto com grãos de amido, ao lado do grande vacúolo central

Mapa mental

  • Citoplasma da célula vegetal
    • Plastos (só em vegetais e algas; dupla membrana; DNA próprio; origem endossimbiótica)
      • Cloroplastos: verdes, com clorofila → fotossíntese → tilacoides (fase clara) e estroma (fase escura, ciclo de Calvin)
      • Cromoplastos: coloridos, com carotenoides → cor de flores e frutos → atraem polinizadores e dispersores
      • Leucoplastos: sem cor → reservas → amiloplasto guarda amido; oleoplastos guardam óleos; proteinoplastos guardam proteínas
      • Origem comum: todos vêm do proplasto e podem se converter (ex.: tomate verde → vermelho)
    • Vacúolo central (membrana: tonoplasto; conteúdo: seiva vacuolar)
      • Regula água e pressão osmótica → turgescência (planta firme) e plasmólise (planta murcha)
      • Armazena açúcares, sais, pigmentos (antocianinas) e substâncias de defesa
      • Ocupa até 90% da célula vegetal adulta e empurra o núcleo para a periferia
    • Outros vacúolos
      • Vacúolo contrátil: expulsa água em excesso em protozoários de água doce (osmorregulação)
      • Vacúolo digestivo: digestão de partículas fagocitadas, com ajuda dos lisossomos
      • Vacúolos animais: pequenos, numerosos e temporários
    • Vegetal x animal: vegetal tem parede celular, cloroplastos e vacúolo central grande; animal tem centríolos, lisossomos desenvolvidos e reserva de glicogênio

SAQ — Perguntas e respostas rápidas

1. O que são plastos? Organelas com dupla membrana, próprias de células vegetais e de algas, que produzem e guardam substâncias importantes, como clorofila, pigmentos e reservas.

2. Qual plasto faz fotossíntese? Apenas o cloroplasto, porque só ele tem clorofila, o pigmento que absorve luz para a fotossíntese.

3. Onde acontece a fase clara da fotossíntese? Na membrana dos tilacoides do cloroplasto, onde a luz é absorvida, a água é quebrada e são produzidos ATP e NADPH, com liberação de oxigênio.

4. Onde acontece a fase escura (ciclo de Calvin)? No estroma do cloroplasto, onde o gás carbônico é fixado e transformado em glicose, usando o ATP e o NADPH da fase clara.

5. De onde vem o oxigênio liberado na fotossíntese? Da água, quebrada na fotólise durante a fase clara, e não do gás carbônico.

6. O que é um cromoplasto e qual a sua função? É o plasto colorido, com carotenoides, que dá cor a flores e frutos e atrai polinizadores e dispersores de sementes.

7. O que é um amiloplasto? É um tipo de leucoplasto, sem cor, que guarda amido como reserva de energia, comum em batata, arroz e mandioca.

8. Qual a função do vacúolo central da célula vegetal? Regular a água e a pressão osmótica, armazenar seiva com açúcares, sais e pigmentos, isolar substâncias de defesa e manter a turgescência, deixando a planta firme.

Questões comentadas

Questão 1. Uma estudante observou ao microscópio células da folha de uma planta e células da pele de um animal. Nas células da folha, ela encontrou organelas verdes com dupla membrana e um grande compartimento central cheio de líquido; nas células da pele, não encontrou nenhuma dessas estruturas. As estruturas observadas apenas na célula vegetal são, respectivamente:

a) mitocôndria e lisossomo.
b) cloroplasto e vacúolo central.
c) ribossomo e complexo golgiense.
d) centríolo e vacúolo contrátil.
e) cromoplasto e núcleo.

Gabarito: B. As organelas verdes com dupla membrana são os cloroplastos, e o grande compartimento central é o vacúolo central — duas estruturas exclusivas da célula vegetal. Mitocôndrias, ribossomos e complexo golgiense existem nas duas células; centríolo é típico da célula animal; e o núcleo existe em ambas.

Questão 2. Um agricultor percebeu que os tomates da sua plantação, que eram verdes no início, ficaram vermelhos à medida que amadureceram. A mudança de cor é explicada, principalmente, pela:

a) morte dos cloroplastos e produção de clorofila nova.
b) conversão de cloroplastos em cromoplastos, com acúmulo de licopeno.
c) transformação do vacúolo central em cloroplasto.
d) perda do DNA plastidial durante o amadurecimento.
e) fotossíntese realizada pelos cromoplastos do fruto.

Gabarito: B. Durante o amadurecimento, os cloroplastos se convertem em cromoplastos, que acumulam licopeno, o pigmento vermelho do tomate. A clorofila diminui, e não aumenta; o vacúolo não vira cloroplasto; o DNA plastidial não se perde; e cromoplastos não fazem fotossíntese, pois não têm clorofila.

Questão 3. Em um experimento, uma planta foi mantida no escuro por vários dias e, depois, uma de suas folhas foi exposta à luz. A análise mostrou que, na folha iluminada, houve produção de ATP e NADPH e liberação de oxigênio, seguidas pela formação de glicose. Essas etapas correspondem, respectivamente, à fase clara, que ocorre:

a) no estroma, e à fase escura, que ocorre nos tilacoides.
b) nos tilacoides, e à fase escura, que ocorre no estroma.
c) na membrana externa do cloroplasto, e à fase escura, que ocorre no tonoplasto.
d) no vacúolo central, e à fase escura, que ocorre no núcleo.
e) nas lamelas do vacúolo, e à fase escura, que ocorre no citosol.

Gabarito: B. A fase clara acontece na membrana dos tilacoides, onde a luz é absorvida, a água é quebrada, o oxigênio é liberado e ATP e NADPH são produzidos. A fase escura, o ciclo de Calvin, acontece no estroma, onde o gás carbônico é fixado em glicose. As demais alternativas trocam os locais ou citam estruturas que não participam da fotossíntese.

Questão 4. Uma planta de jardim ficou murcha após vários dias sem rega, mas recuperou a firmeza poucas horas depois de ser regada. A explicação correta para esse fenômeno envolve o vacúolo central, pois:

a) ele produz clorofila quando a planta recebe água.
b) ele enche de água, aumentando a pressão de turgescência contra a parede celular.
c) ele se transforma em cloroplasto e retoma a fotossíntese.
d) ele expulsa água por contrações rítmicas, como o vacúolo contrátil.
e) ele dissolve a parede celular para a célula crescer.

Gabarito: B. Ao receber água, o vacúolo central enche, a pressão de turgescência aumenta e o citoplasma é empurrado contra a parede celular, deixando a planta firme. Sem água, o vacúolo esvazia e a planta murcha. O vacúolo não produz clorofila, não vira cloroplasto, não é contrátil (esse é o de protozoários de água doce) e não dissolve a parede.

Questão 5. A teoria endossimbiótica propõe que os cloroplastos surgiram de antigas cianobactérias que passaram a viver dentro de outra célula. Duas evidências que sustentam essa teoria são o fato de os cloroplastos possuírem:

a) parede de celulose e vacúolo central.
b) DNA próprio e dupla membrana.
c) clorofila e parede de quitina.
d) centríolos e lisossomos.
e) núcleo definido e cromoplastos.

Gabarito: B. DNA próprio, circular e semelhante ao bacteriano, e dupla membrana são as evidências clássicas da origem endossimbiótica dos cloroplastos, assim como a sua divisão independente dentro da célula. Parede de celulose é da célula vegetal como um todo, quitina é de fungos, e centríolos e lisossomos não são características dos cloroplastos.

Questão 6. Um protozoário de água doce foi colocado em um aquário com água destilada, e observou-se uma estrutura que se enchia e se esvaziava ritmicamente, expulsando líquido para fora da célula. Essa estrutura e a sua função são, respectivamente:

a) vacúolo contrátil e osmorregulação, eliminando o excesso de água que entra por osmose.
b) vacúolo central e fotossíntese, produzindo glicose para a célula.
c) vacúolo digestivo e digestão de partículas fagocitadas.
d) amiloplasto e armazenamento de amido como reserva.
e) cromoplasto e atração de parceiros para a reprodução.

Gabarito: A. O vacúolo contrátil recolhe o excesso de água que entra por osmose em meio hipotônico, como a água doce, e a expulsa em contrações rítmicas, evitando que a célula estoure. Vacúolo central é típico de plantas, vacúolo digestivo digere partículas, amiloplasto guarda amido e cromoplasto dá cor a flores e frutos.

Dica do professor

Para não confundir os plastos na hora da prova, use a cor como pista: verde é cloroplasto e fotossíntese; colorido (amarelo, laranja, vermelho) é cromoplasto e atração; sem cor é leucoplasto e reserva. E lembre a dupla de lugares da fotossíntese com a frase “tilacoide tem luz, estroma tem açúcar”: fase clara nos tilacoides, fase escura no estroma. Por fim, sempre que a questão falar de planta murcha ou firme, pense em vacúolo e turgescência — é quase sempre esse o caminho da resposta.

Atenção/cuidado

Cuidado com quatro confusões clássicas. Primeira: nem todo plasto faz fotossíntese — só o cloroplasto. Segunda: a cor roxa ou azul de muitas flores pode vir das antocianinas guardadas no vacúolo, e não do cromoplasto, que guarda carotenoides (amarelo, laranja, vermelho). Terceira: o oxigênio da fotossíntese vem da água, não do gás carbônico. Quarta: célula vegetal não estoura em meio hipotônico como a animal, porque a parede celular segura a pressão de turgescência; em meio hipertônico, ela sofre plasmólise, com o citoplasma se afastando da parede.

Conexão com outras áreas

Este tema se conecta com a fotossíntese e a respiração celular, porque a glicose produzida no cloroplasto é quebrada na mitocôndria para gerar energia; com a ecologia, porque a cor dos cromoplastos e das antocianinas do vacúolo atrai polinizadores e dispersores, e porque a fotossíntese sustenta as cadeias alimentares e o oxigênio da atmosfera; com a evolução, pela teoria endossimbiótica, que explica a origem dos cloroplastos e das mitocôndrias; e com a fisiologia vegetal, porque o vacúolo central regula a água da planta, a turgescência e o crescimento celular, ligando-se ao transporte de seiva e à abertura dos estômatos.

Incidência

Incidência: ♨️ Morno. É um tema que aparece com frequência moderada no ENEM e nos vestibulares, quase sempre combinado com fotossíntese, osmose, diferença entre célula vegetal e animal ou teoria endossimbiótica — por isso vale revisar junto com esses temas, e não isoladamente.