“A dança do jaguar”, da aclamada escritora mato-grossense Tereza Albues, é um romance que mergulha o leitor em uma atmosfera de mistério e suspense. A narrativa central acompanha a vida de Nayla, uma pintora talentosa, cujos passos são enigmaticamente observados por uma figura sombria e ameaçadora, descrita com semelhanças a um jaguar. Essa presença felina e indomável sugere um perigo iminente e uma força primal que ronda a protagonista.
Ambientada na vibrante e, ao mesmo tempo, misteriosa cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, a história se desenvolve em torno de um segredo terrível que Nayla, inesperadamente, desvenda. A descoberta desse segredo desencadeia uma série de eventos que colocam sua vida em risco, transformando sua existência em uma corrida contra o tempo e contra as forças ocultas que a espreitam. O romance é definido como “sensual e palpitante” pela editora Entrelinhas, prometendo uma experiência de leitura intensa e envolvente.
Os conflitos em “A dança do jaguar” são predominantemente psicológicos e de sobrevivência. Nayla não apenas precisa lidar com a ameaça externa representada pela figura do jaguar e pelo segredo que agora possui, mas também com seus próprios medos e instintos. A obra explora a fragilidade humana diante do desconhecido e a força necessária para enfrentar o perigo, mesmo quando ele se manifesta de formas enigmáticas e quase sobrenaturais.
A tensão é construída meticulosamente, mantendo o leitor em constante apreensão sobre o destino de Nayla e a verdadeira natureza de seu perseguidor. A trama envolve elementos de thriller psicológico, onde a percepção da realidade da protagonista é constantemente desafiada, e a linha entre o real e o simbólico se torna tênue. A capacidade de Albues de construir um enredo que tece mistério e emoção é central para o impacto da obra.
A luta pela sobrevivência e a busca pela verdade em meio a um perigoso segredo.
Tereza Albues é uma escritora brasileira com raízes em Mato Grosso, conhecida por sua prosa marcante e profunda exploração da psique humana. Sua obra transita entre o realismo e o universo simbólico, frequentemente abordando temas como o mistério da existência, os conflitos internos de seus personagens e a força feminina diante de adversidades. Sua habilidade em criar narrativas intensas e repletas de camadas psicológicas lhe rendeu reconhecimento no cenário literário brasileiro, com elogios de figuras importantes como o diretor de teatro Gerald Thomas e o editor Ênio Silveira, que publicou seus primeiros trabalhos. Albues se destaca por sua escrita visceral e pela capacidade de mergulhar em universos complexos, convidando o leitor a uma reflexão profunda sobre a condição humana.
“A dança do jaguar” é um romance de suspense psicológico de Tereza Albues, publicado pela editora Entrelinhas. Com 208 páginas, a obra foi lançada em 1º de julho de 2022, apresentando-se como um título “sensual e palpitante”. O livro tem sido elogiado por sua capacidade de envolver o leitor em uma trama de mistério e perigo, ambientada na intrigante São Francisco e centrada na pintora Nayla e na figura enigmática que a persegue, guardando semelhanças com um jaguar.
Embora a fonte principal não detalhe explicitamente os personagens secundários, é plausível inferir que a narrativa de “A dança do jaguar” inclua figuras que interagem com Nayla, fornecendo contexto para o segredo descoberto ou auxiliando (ou dificultando) sua busca pela sobrevivência. Tais personagens poderiam ser amigos, colegas de arte, conhecidos da cidade de São Francisco ou até mesmo antagonistas menores que contribuem para a complexidade da trama e aprofundam o suspense. A essência do mistério sugere que algumas dessas figuras poderiam ter papéis ambíguos, adicionando camadas à atmosfera de desconfiança e perigo que envolve Nayla.
| Tempo | Contemporâneo, com a trama se desenrolando em um período presente e intenso. |
| Espaço | São Francisco, Estados Unidos, um cenário urbano que oferece tanto a efervescência cultural quanto a possibilidade de anonimato e perigo. |
| Narrador | Provavelmente em terceira pessoa, com um foco que permite aprofundar-se na perspectiva e nos sentimentos de Nayla, mantendo o suspense sobre os demais elementos. |
| Linguagem | Intensa, evocativa e possivelmente poética, com descrições que realçam a atmosfera “sensual e palpitante” da obra, misturando o real com o simbólico. |
O estilo de Tereza Albues em “A dança do jaguar” é marcado por uma prosa envolvente que constrói uma atmosfera de suspense e mistério psicológico. A autora utiliza uma linguagem rica em adjetivos e descrições que realçam o aspecto “sensual e palpitante” da trama. A presença da “figura sombria que guarda semelhanças com um jaguar” é um poderoso recurso simbólico, representando não apenas uma ameaça física, mas também a manifestação de medos internos, instintos primordiais ou até mesmo a inevitabilidade do destino.
Albues emprega o suspense de forma magistral, mantendo o leitor em constante tensão à medida que Nayla se aprofunda no terrível segredo. A narrativa provavelmente explora a mente da protagonista, seus pensamentos e reações diante do perigo iminente, utilizando o fluxo de consciência ou a perspectiva limitada para intensificar a experiência do leitor. A ambientação em São Francisco também pode servir como um elemento de estilo, com a cidade contribuindo para o clima da história, seja por seus pontos turísticos icônicos ou por seus becos e mistérios. A intertextualidade, se presente, poderia explorar mitos ou arquétipos relacionados à figura do jaguar, enriquecendo o subtexto da obra.
“A dança do jaguar” de Tereza Albues, embora centrada em um mistério individual, pode reverberar críticas sociais e reflexões sobre a condição humana. A presença de uma protagonista feminina, Nayla, em uma situação de vulnerabilidade e perigo, pode ser interpretada como uma exploração das pressões e ameaças enfrentadas pelas mulheres na sociedade contemporânea. A descoberta de um “terrível segredo” é um catalisador para a trama, mas também pode simbolizar verdades incômodas ou injustiças ocultas em contextos sociais mais amplos.
A ambientação em São Francisco, uma metrópole conhecida por sua diversidade e contrastes, pode servir como pano de fundo para abordar temas como a alienação urbana, a complexidade das relações humanas em grandes cidades, ou a facilidade com que segredos podem ser guardados (e revelados) em ambientes de alta densidade populacional. Embora a obra não seja explicitamente um romance de crítica social, a intensidade dos conflitos e a exploração dos temas de poder, perseguição e sobrevivência podem implicitamente levantar questões sobre a ética, a moralidade e as estruturas sociais que permitem que certos segredos persistam e ameaças se concretizem. A capacidade da autora de criar uma trama que é ao mesmo tempo pessoal e universal permite que a obra dialogue com diferentes realidades e preocupações sociais.
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Confira um resumo em vídeo sobre esta obra:
Tereza Albues: o narrador ancestral de Mato Grosso – Patrícia Casagrande
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