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A diferença entre soro e vacina

Conheça a diferença entre soro e vacina

Prof Fernada (Proffer)

Vacinas e soros são elementos que possuem um objetivo comum: proteger o organismo o qual os sofrem da ação de microorganismos invasores ou de suas toxinas produzidas em seus processos metabólicos. As vacinas e o soro ainda possuem em comum o objetivo da imunização, temporária ou permanente,  apesar de funcionarem metabolicamente de maneira diversa.

Como funcionam as vacinas?

O principal objetivo de uma vacina é induzir em  quem a recebe uma proteção de longa duração, através do estímulo da produção de anticorpos específicos contra o patógeno em questão. Para desencadear esse processo pode ser usados o ser vivo propriamente dito, atenuado, o qual terá uma atuação menos relevante no organismo no qual será inserido. Podem ser utilizados também componentes presentes em sua estrutura, os quais podem desencadear a reação imunológica sem um risco real da doença, como no caso anterior. O contato com essas moléculas induzem a formação de memória imunológica, que poderá durar alguns anos ou por toda a vida (por isso algumas vacinas são tomadas periodicamente enquanto outras são tomadas apenas uma vez. É necessário algum tempo para que todo esse processo ocorra, por isso é recomendado aplicar a vacina algum tempo antes da exposição ao patógeno.
Calendário de Vacinação da Criança
 

Como funciona o soro?

Em contrapartida, o soro não é um estímulo para que o sistema imune do hospedeiro produza suas próprias defesas: quando aplicado ele já carrega em sua composição anticorpos prontos que propiciarão uma resposta imediata. São chamados de imunização passiva justamente por isso, o corpo do receptor não faz nada, não há um estímulo biológico, ele apenas recebe a proteção pronta, que durará por pouco tempo e não gerará memória.

A produção dos soros pode ser obtida por diferentes vias. No caso, existem soros produzidos através de outros animais, como cavalos que são vacinados repetidas vezes ou expostos continuamente às toxinas do veneno de uma serpente. Quando há um nível relevante de anticorpos no sangue desse animal é realizada uma coleta e posteriormente o plasma é processado e purificado. Como exemplos desses soros heterólogos podemos citar o antitetânico, anti-rábico e antiofídico.

Também há processos que permitem a produção de soros homólogos, que é um sinônimo para imunoglobulinas humanas. Nesse caso, pessoas com altos níveis de anticorpos no sangue doam plasma. Esse plasma será testado e permitirá a separação e produção de diversas imunoglobulinas. Por serem produzidas através do plasma humano elas são mais seguras e devem ser usadas preferencialmente.

Fonte Biomedicina Seu Redor

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