
Direto ao assunto
- Resumo rápido
- O que é a força magnética
- Força sobre uma carga em movimento
- A regra da mão esquerda (e o sinal da carga)
- Trajetórias: círculo, reta e hélice
- Força sobre um condutor com corrente
- Tabelas: força magnética em resumo
- Força magnética no dia a dia e na tecnologia
- Mapa mental
- SAQ — perguntas curtas
- Questões comentadas
- Dica do professor
- Atenção/cuidado
- Conexão com outras áreas
- Incidência
Resumo rápido
Força magnética é a força que um campo magnético exerce sobre uma carga elétrica em movimento ou sobre um condutor percorrido por corrente elétrica. Um ímã parado não empurra uma carga parada: para sentir a força magnética, a carga precisa estar se movendo em relação ao campo. Essa é a diferença mais importante em relação à força elétrica, que age mesmo sobre cargas em repouso.
Para uma carga \( q \) que se move com velocidade \( v \) em um campo magnético de indução \( B \), o módulo da força magnética é dado por \( F = |q| \cdot v \cdot B \cdot \sin\theta \), em que \( \theta \) é o ângulo entre a velocidade e o campo. A direção da força é sempre perpendicular ao plano formado por \( v \) e \( B \), e o seu sentido é dado pela regra da mão esquerda para cargas positivas — ou, de forma equivalente, pela regra da mão direita com o sinal trocado para cargas negativas. Quando a velocidade é perpendicular ao campo, a força é máxima; quando é paralela, a força é nula.
Como a força magnética é sempre perpendicular à velocidade, ela não realiza trabalho e não muda o módulo da velocidade: ela só muda a direção do movimento. Por isso, uma carga que entra perpendicularmente em um campo magnético uniforme descreve um movimento circular uniforme, e uma carga que entra obliquamente descreve uma hélice. O mesmo princípio explica o funcionamento do motor elétrico, do espectrômetro de massa e do desvio de partículas carregadas na magnetosfera da Terra. No ENEM e nos vestibulares, a força magnética aparece em questões de regra da mão, de sentido do desvio, de raio da trajetória e de força sobre fios com corrente — quase sempre pedindo que o estudante combine direção, sentido e cálculo.
O que é a força magnética
Imagine um feixe de elétrons atravessando a região entre os polos de um ímã. Sem o ímã, o feixe seguiria em linha reta. Com o ímã, ele se curva. Algo empurrou as cargas para o lado — e esse algo é a força magnética. Ela surge da interação entre o campo magnético e a carga em movimento, e é uma das manifestações da força eletromagnética, a mesma força que governa a eletricidade, o magnetismo e a luz.
Vale fixar três ideias desde o início. Primeira: campo magnético não exerce força sobre carga parada. Se a carga está em repouso em relação ao campo, \( v = 0 \) e a força magnética é zero, mesmo que o campo seja forte. Segunda: a força magnética é perpendicular à velocidade e ao campo ao mesmo tempo. Ela nunca empurra a carga para a frente nem a freia: ela só desvia a trajetória. Terceira: o sentido depende do sinal da carga. Uma carga positiva e uma carga negativa, entrando com a mesma velocidade no mesmo campo, desviam para lados opostos. Esquecer o sinal da carga é o erro mais comum nesse tema.
Para entender de onde vem essa força, lembre-se de que o campo magnético é criado por ímãs e por correntes elétricas, e que uma corrente nada mais é do que um conjunto de cargas em movimento. A força sobre um fio com corrente, que veremos adiante, é simplesmente a soma das forças magnéticas sobre cada carga que se move dentro do fio. Um tema só, duas aparências: força sobre a carga e força sobre o condutor.
Força sobre uma carga em movimento
A força magnética sobre uma partícula de carga \( q \), velocidade \( \vec{v} \) e campo \( \vec{B} \) é o produto vetorial \( \vec{F} = q \, \vec{v} \times \vec{B} \). Em módulo, \( F = |q| \cdot v \cdot B \cdot \sin\theta \), em que \( \theta \) é o menor ângulo entre \( \vec{v} \) e \( \vec{B} \). As unidades são as do Sistema Internacional: carga em coulomb (C), velocidade em metro por segundo (m/s), campo em tesla (T) e força em newton (N). Confira sempre: \( 1 \, \text{N} = 1 \, \text{C} \cdot 1 \, \text{m/s} \cdot 1 \, \text{T} \).
O ângulo \( \theta \) decide tudo. Se \( \theta = 90° \), ou seja, velocidade perpendicular ao campo, \( \sin\theta = 1 \) e a força é máxima: \( F = |q| \cdot v \cdot B \). Se \( \theta = 0° \) ou \( 180° \), velocidade paralela ou antiparalela ao campo, \( \sin\theta = 0 \) e a força é nula: a carga atravessa o campo em linha reta, sem desviar. Para qualquer outro ângulo, só a componente da velocidade perpendicular ao campo produz força; a componente paralela segue inalterada, o que gera o movimento helicoidal que veremos adiante.
Um exemplo numérico ajuda a fixar a ordem de grandeza. Um próton (\( q = 1,6 \times 10^{-19} \, \text{C} \)) com velocidade \( 2,0 \times 10^5 \, \text{m/s} \), perpendicular a um campo de \( 0,50 \, \text{T} \), sente \( F = 1,6 \times 10^{-19} \cdot 2,0 \times 10^5 \cdot 0,50 = 1,6 \times 10^{-14} \, \text{N} \). O valor parece minúsculo, mas a massa do próton também é minúscula (\( 1,67 \times 10^{-27} \, \text{kg} \)), então a aceleração é enorme, da ordem de \( 10^{13} \, \text{m/s}^2 \). É por isso que campos magnéticos relativamente fracos conseguem curvar feixes de partículas com facilidade em laboratórios e aceleradores.
A regra da mão esquerda (e o sinal da carga)
A direção da força é perpendicular a \( \vec{v} \) e a \( \vec{B} \), mas isso ainda deixa dois sentidos possíveis — para um lado ou para o outro. A regra da mão esquerda resolve a ambiguidade para cargas positivas. Abra a mão esquerda, com os dedos estendidos, de modo que o polegar fique perpendicular aos demais dedos. Aponte os dedos no sentido do campo magnético \( \vec{B} \) e o polegar no sentido da velocidade \( \vec{v} \) da carga positiva. A força magnética sai da palma da mão, perpendicular a ela, no sentido em que a palma “empurra”.
Há uma versão equivalente, muito usada em sala, com a mão direita: polegar na velocidade, indicador no campo, dedo médio na força — os três perpendiculares entre si, como os eixos de um sistema de coordenadas. As duas regras dão o mesmo resultado para cargas positivas, desde que aplicadas com cuidado. Escolha uma e treine até ela sair automática; trocar de regra no meio da questão é pedir para errar o sentido.
Para cargas negativas, o sentido da força é o oposto ao da carga positiva nas mesmas condições. Na prática, há dois jeitos de lidar com isso: aplicar a regra como se a carga fosse positiva e inverter o sentido no final, ou aplicar a regra usando a velocidade da carga negativa com o sentido trocado. O que não pode acontecer é ignorar o sinal: elétrons desviam para o lado contrário ao dos prótons, e muitas questões do ENEM testam exatamente isso, pedindo o desvio de um feixe de elétrons em um campo dado.
Um truque de verificação: desenhe sempre os três vetores. Velocidade, campo e força formam um triedro perpendicular. Se a sua resposta colocar a força no mesmo plano da velocidade ou do campo, ela está errada por definição. Outro truque: em diagramas, o campo que sai do plano do papel é representado por um ponto (a ponta da seta vindo em sua direção) e o campo que entra no plano, por uma cruz (a parte de trás da seta). Com essa convenção, a regra da mão funciona também no papel, sem precisar imaginar o espaço tridimensional.
Trajetórias: círculo, reta e hélice
Como a força magnética é sempre perpendicular à velocidade, ela funciona como força centrípeta quando o campo é uniforme e a velocidade é perpendicular a ele. A carga descreve então um movimento circular uniforme, com a força magnética fazendo o papel de \( F_{cp} = m v^2 / R \). Igualando as duas expressões, \( |q| v B = m v^2 / R \), obtemos o raio da trajetória: \( R = m v / (|q| B) \). O raio cresce com a massa e a velocidade e diminui com a carga e o campo — partículas mais pesadas ou mais rápidas fazem curvas mais abertas; campos mais fortes apertam a curva.
O período do movimento circular também sai dessa igualdade: \( T = 2\pi m / (|q| B) \). Repare que o período não depende da velocidade: partículas mais rápidas percorrem círculos maiores na mesma volta, de modo que o tempo de uma volta é o mesmo. Essa propriedade é a base do cíclotron, um dos primeiros aceleradores de partículas, e aparece em questões que perguntam por que o período não muda quando a velocidade dobra.
Quando a velocidade é paralela ao campo, não há força e a trajetória é retilínea uniforme. Quando a velocidade é oblíqua, a componente perpendicular ao campo gera o movimento circular, enquanto a componente paralela avança em linha reta: a combinação é uma hélice, como um parafuso avançando ao girar. É exatamente o que acontece com as partículas do vento solar presas ao campo magnético da Terra, que espiralam ao longo das linhas de campo em direção aos polos e produzem as auroras. Na prática das provas, o caso mais cobrado é o circular, seguido do caso paralelo, em que a resposta é “não desvia”.
Um ponto que confunde: a força magnética não altera a energia cinética da partícula, porque é perpendicular ao deslocamento em cada instante e, portanto, não realiza trabalho. Um campo magnético sozinho nunca acelera uma partícula no sentido de aumentar sua velocidade — ele só muda sua direção. Para ganhar energia, a partícula precisa de um campo elétrico, como acontece nos aceleradores, que combinam os dois campos: o elétrico acelera, o magnético curva e confina.
Força sobre um condutor com corrente
Um fio percorrido por corrente dentro de um campo magnético sente uma força, porque cada carga em movimento dentro dele sente a sua própria força magnética. Somando todas, o resultado para um trecho reto de comprimento \( L \), corrente \( i \) e campo uniforme \( B \) é \( F = B \cdot i \cdot L \cdot \sin\theta \), em que \( \theta \) é o ângulo entre o fio e o campo. Se o fio é perpendicular ao campo, \( F = B i L \); se é paralelo, a força é nula.
O sentido da força sobre o fio segue a mesma lógica da carga: use a regra da mão esquerda com o sentido convencional da corrente — isto é, o sentido em que cargas positivas se moveriam — no lugar da velocidade. Um exemplo clássico: um fio horizontal com corrente para a direita, dentro de um campo magnético que entra no plano da página, sente força para cima. Inverta a corrente ou o campo e a força inverte; inverta os dois e ela volta ao sentido original.
Essa força é o princípio do motor elétrico. Uma espira retangular entre os polos de um ímã sente forças opostas em seus dois lados, formando um binário que a faz girar. O comutador inverte a corrente a cada meia-volta para que o giro continue sempre no mesmo sentido. Sem força magnética sobre condutores, não haveria motores elétricos, alto-falantes, galvanômetros nem trens de levitação magnética — toda a conversão entre energia elétrica e movimento mecânico passa por aqui.
Dois condutores paralelos percorridos por corrente também interagem: cada um cria um campo magnético que exerce força sobre o outro. Correntes no mesmo sentido se atraem; correntes em sentidos opostos se repelem. O módulo da força por unidade de comprimento entre dois fios longos e paralelos, separados por distância \( d \), é \( F/L = \mu_0 i_1 i_2 / (2\pi d) \), em que \( \mu_0 = 4\pi \times 10^{-7} \, \text{T}\cdot\text{m/A} \). Essa expressão, aliás, já foi usada para definir a unidade ampère no Sistema Internacional.
Tabelas: força magnética em resumo
| Situação | Fórmula do módulo | Trajetória / efeito |
|---|---|---|
| Carga com \( v \perp B \) | \( F = |q| v B \) | Circular uniforme, raio \( R = mv/(|q|B) \) |
| Carga com \( v \parallel B \) | \( F = 0 \) | Retilínea uniforme, sem desvio |
| Carga oblíqua a \( B \) | \( F = |q| v B \sin\theta \) | Helicoidal (círculo + avanço) |
| Condutor com \( i \perp B \) | \( F = B i L \) | Força lateral sobre o fio |
| Condutor com \( i \parallel B \) | \( F = 0 \) | Sem força sobre o fio |
| Dois fios paralelos | \( F/L = \mu_0 i_1 i_2/(2\pi d) \) | Atração (mesmo sentido) ou repulsão |
| Grandeza | Símbolo | Unidade SI |
|---|---|---|
| Força magnética | \( F \) | newton (N) |
| Carga elétrica | \( q \) | coulomb (C) |
| Velocidade | \( v \) | m/s |
| Indução magnética | \( B \) | tesla (T) |
| Corrente elétrica | \( i \) | ampère (A) |
| Comprimento do condutor | \( L \) | metro (m) |
Força magnética no dia a dia e na tecnologia
O motor elétrico é a aplicação mais presente: de liquidificadores a carros elétricos, todos giram porque a força magnética empurra os lados de espiras com corrente. O alto-falante funciona de forma parecida: uma bobina presa a um cone vibra dentro de um campo magnético quando a corrente do som varia, e o cone empurra o ar, produzindo o som que ouvimos. O galvanômetro, base dos medidores analógicos, é uma bobina que gira proporcionalmente à corrente, contra a resistência de uma mola.
Na medicina e na pesquisa, o espectrômetro de massa separa íons pelo raio da trajetória em um campo magnético: íons de mesma carga e velocidade, mas massas diferentes, descrevem círculos de raios diferentes, permitindo identificar isótopos e moléculas. A ressonância magnética usa campos intensos para alinhar os núcleos de hidrogênio do corpo. E, em escala planetária, o campo magnético da Terra desvia as partículas carregadas do vento solar, protegendo a atmosfera — as que escapam para os polos, em trajetórias helicoidais, geram as auroras boreal e austral.
Para as provas, vale relacionar este tema com os vizinhos: a regra da mão direita para o campo criado por correntes, o campo elétrico que acelera as cargas, a força elétrica que age mesmo em repouso e a corrente elétrica nos condutores. Questões que misturam força elétrica e magnética — como o seletor de velocidades, em que as duas se equilibram — são clássicas e rendem pontos para quem domina os sentidos.


Mapa mental
- Força magnética: age sobre carga em movimento ou condutor com corrente; nunca sobre carga parada.
- Carga: \( F = |q| v B \sin\theta \); máxima com \( v \perp B \), nula com \( v \parallel B \).
- Direção e sentido: perpendicular a \( \vec{v} \) e a \( \vec{B} \); regra da mão esquerda para carga positiva; carga negativa desvia para o lado oposto.
- Sem trabalho: força perpendicular à velocidade não muda o módulo de \( v \) nem a energia cinética; só muda a direção.
- Movimento circular: \( R = mv/(|q|B) \); período \( T = 2\pi m/(|q|B) \), independente de \( v \).
- Movimento helicoidal: velocidade oblíqua combina círculo com avanço retilíneo; caso das auroras.
- Condutor: \( F = B i L \sin\theta \); sentido pela regra da mão com a corrente convencional.
- Fios paralelos: mesmo sentido atrai, sentidos opostos repelem; \( F/L = \mu_0 i_1 i_2/(2\pi d) \).
- Aplicações: motor elétrico, alto-falante, galvanômetro, espectrômetro de massa, magnetosfera.
SAQ — perguntas curtas
1. Uma carga parada dentro de um campo magnético sente força magnética? Não. A força magnética depende da velocidade: com \( v = 0 \), \( F = 0 \).
2. Qual é a fórmula da força magnética sobre uma carga? \( F = |q| \cdot v \cdot B \cdot \sin\theta \), em que \( \theta \) é o ângulo entre \( \vec{v} \) e \( \vec{B} \).
3. Quando a força magnética é máxima e quando é nula? Máxima com velocidade perpendicular ao campo (\( \theta = 90° \)); nula com velocidade paralela ao campo (\( \theta = 0° \) ou \( 180° \)).
4. Como se determina o sentido da força sobre uma carga positiva? Pela regra da mão esquerda: dedos no sentido de \( \vec{B} \), polegar no sentido de \( \vec{v} \); a força sai da palma da mão.
5. Por que uma carga negativa desvia para o lado oposto? Porque a força é proporcional à carga com sinal: trocar o sinal de \( q \) inverte o sentido de \( \vec{F} \).
6. Qual é o raio da trajetória circular em campo uniforme? \( R = m v / (|q| B) \): cresce com massa e velocidade, diminui com carga e campo.
7. A força magnética pode aumentar a velocidade de uma partícula? Não. Por ser perpendicular à velocidade, ela não realiza trabalho e não muda a energia cinética.
8. Qual é a força sobre um condutor reto com corrente perpendicular ao campo? \( F = B \cdot i \cdot L \), com sentido dado pela regra da mão aplicada à corrente convencional.
Questões comentadas
1. (Estilo ENEM) Um feixe de elétrons entra horizontalmente em uma região onde existe um campo magnético uniforme vertical, apontando para cima. Desprezando a gravidade, o feixe desvia para a esquerda de quem olha de frente para o feixe. Se o campo fosse invertido, o desvio seria:
A) para a esquerda, com o mesmo raio. B) para a direita, com o mesmo raio. C) para cima. D) para baixo. E) nulo, pois elétrons não sentem campo magnético.
Resposta: B. Inverter \( \vec{B} \) inverte o sentido de \( \vec{F} \), mantendo o módulo — logo o raio \( R = mv/(|q|B) \) não muda. A alternativa E erra o conceito central: elétrons em movimento sentem força magnética, sim.
2. (Estilo ENEM) Uma partícula de carga \( 2,0 \times 10^{-6} \, \text{C} \) move-se a \( 3,0 \times 10^4 \, \text{m/s} \), perpendicular a um campo magnético de \( 0,20 \, \text{T} \). O módulo da força magnética sobre ela é:
A) \( 1,2 \times 10^{-2} \, \text{N} \). B) \( 1,2 \times 10^{-3} \, \text{N} \). C) \( 6,0 \times 10^{-3} \, \text{N} \). D) \( 3,0 \times 10^{-2} \, \text{N} \). E) zero.
Resposta: A. \( F = qvB = 2,0 \times 10^{-6} \cdot 3,0 \times 10^4 \cdot 0,20 = 1,2 \times 10^{-2} \, \text{N} \). Como \( v \perp B \), \( \sin\theta = 1 \).
3. (Estilo ENEM) Um próton e um elétron entram com a mesma velocidade, perpendicularmente, no mesmo campo magnético uniforme. Sobre suas trajetórias, é correto afirmar que:
A) descrevem círculos de mesmo raio e mesmo sentido. B) descrevem círculos de raios diferentes e sentidos opostos. C) seguem em linha reta. D) o elétron tem raio maior, pois sua carga é maior. E) o próton não desvia, pois é muito pesado.
Resposta: B. Os sinais opostos invertem o sentido do desvio, e as massas muito diferentes (\( m_p \approx 1836 \, m_e \)) dão raios muito diferentes, mesmo com cargas de mesmo módulo.
4. (Estilo ENEM) Uma partícula carregada entra em um campo magnético uniforme com velocidade paralela às linhas de campo. Sua trajetória será:
A) circular. B) parabólica. C) helicoidal. D) retilínea, sem desvio. E) espiral que se fecha sobre si mesma.
Resposta: D. Com \( v \parallel B \), \( \sin\theta = 0 \) e a força magnética é nula; a partícula mantém o movimento retilíneo uniforme.
5. (Estilo ENEM) Um fio condutor de 0,40 m, percorrido por corrente de 5,0 A, está perpendicular a um campo magnético uniforme de 0,30 T. A força magnética sobre o fio vale:
A) 0,60 N. B) 0,30 N. C) 1,20 N. D) 6,0 N. E) zero.
Resposta: A. \( F = BiL = 0,30 \cdot 5,0 \cdot 0,40 = 0,60 \, \text{N} \).
6. (Estilo ENEM) Dois fios longos e paralelos são percorridos por correntes de mesmo sentido. A força magnética entre eles é de:
A) atração, pois os campos se somam entre os fios. B) repulsão, pois correntes iguais se repelem. C) atração, pois cada fio está no campo criado pelo outro. D) repulsão, pois os campos se anulam. E) nula, pois os campos são perpendiculares aos fios.
Resposta: C. Cada fio sente a força do campo do outro, e o sentido resultante é de atração quando as correntes têm o mesmo sentido. A regra prática é simples: mesmo sentido atrai, sentidos opostos repelem.
Dica do professor
Na hora da prova, desenhe os vetores antes de aplicar qualquer regra. Marque \( \vec{v} \), \( \vec{B} \) e o ponto ou a cruz que indica o campo entrando ou saindo do papel, e só então posicione a mão. A maioria dos erros em força magnética não é de fórmula: é de sentido, por pressa na hora de orientar a mão. E lembre-se de conferir o sinal da carga por último, antes de marcar a alternativa — um elétron no lugar de um próton inverte a resposta inteira.
Atenção/cuidado
Não confunda força magnética com força elétrica: a elétrica age sobre carga parada, tem direção ao longo do campo elétrico e realiza trabalho, mudando a energia cinética; a magnética só age sobre carga em movimento, é perpendicular ao campo e à velocidade e não realiza trabalho. Outro erro frequente é usar a regra da mão com a velocidade dos elétrons no fio, em vez da corrente convencional: em condutores, a regra usa o sentido convencional da corrente, que é oposto ao movimento dos elétrons.
Conexão com outras áreas
A força magnética conecta a Física ao Eletromagnetismo, à Química — na separação de isótopos por espectrometria de massa — e à Geografia, no estudo da magnetosfera e das auroras. Na tecnologia, ela é a base dos motores elétricos e dos aceleradores de partículas; na saúde, aparece nos equipamentos de ressonância magnética. Dominar direção, sentido e raio da trajetória aqui facilita todo o Eletromagnetismo que vem depois, da indução eletromagnética às ondas eletromagnéticas.
Incidência
Tema ♨️ Morno na planilha, de Física 3, Eletromagnetismo. Aparece com frequência média no ENEM e nos vestibulares, quase sempre em questões de interpretação de sentido do desvio ou de cálculo de força e raio. É um tema de alto rendimento para revisão: as fórmulas são poucas, mas exigem atenção ao sinal da carga e à regra da mão. Vale revisar junto com campo magnético, Física e a sala de estudo do Clique Vestibular.



