
Direto ao assunto
- Resumo rápido
- O que é sujeito?
- Tipos de sujeito
- O que é predicado?
- Núcleo do sujeito e núcleo do predicado
- Predicativo do sujeito e predicativo do objeto
- Verbos de ligação e verbos significativos
- Transitividade: por que ela ajuda a entender o predicado
- Casos que confundem (e caem na prova)
- Mapa mental
- SAQ — Perguntas e respostas rápidas
- Questões comentadas
- Dica do professor
- Atenção/cuidado — erros comuns
- Conexão com outras áreas
Resumo rápido
Toda oração se organiza em torno de dois termos essenciais: o sujeito, de quem se fala, e o predicado, o que se diz sobre o sujeito. Em “Maria estuda todos os dias”, Maria é o sujeito e estuda todos os dias é o predicado. Saber separar esses dois termos é o primeiro passo da análise sintática e ajuda em interpretação de texto, concordância verbal e pontuação.
Incidência: ♨️ Morno. Sujeito e predicado caem no ENEM e nos vestibulares, geralmente dentro de questões de interpretação, de concordância e de análise de frases. O tema aparece com mais força quando vem misturado com outros assuntos, como transitividade verbal, verbos de ligação, crase e vírgula. Por isso, vale dominar a base: se você identifica o sujeito com segurança, acerta também a concordância do verbo.
Em uma frase: pergunte “de quem se fala?” para achar o sujeito e “o que se diz dele?” para achar o predicado. O núcleo do sujeito é a palavra mais importante dentro dele, e o núcleo do predicado é o verbo ou o nome que carrega a informação principal.
O que é sujeito?
O sujeito é o termo da oração sobre o qual se declara alguma coisa. Ele pode ser uma pessoa, um animal, um objeto, um lugar, uma ideia ou até uma oração inteira. O sujeito não precisa vir no começo da frase: em “Chegaram os convidados”, o sujeito é os convidados, mesmo aparecendo depois do verbo.
Para encontrar o sujeito, faça a pergunta certa ao verbo. Em “Os alunos entregaram o trabalho”, pergunte: quem entregou o trabalho? Resposta: os alunos. Cuidado: não confunda sujeito com objeto. Em “O professor corrigiu as provas”, quem corrigiu foi o professor (sujeito); as provas é o objeto, aquilo que foi corrigido.
Outra dica valiosa: o verbo concorda com o sujeito em número e pessoa. Se o sujeito está no plural, o verbo também vai para o plural. Essa regra resolve muitas questões de vestibular sem que você precise decorar nada além dela.
Tipos de sujeito
Existem cinco classificações principais. Veja cada uma com exemplo e com o truque para reconhecer:
| Tipo de sujeito | Como reconhecer | Exemplo |
|---|---|---|
| Simples | Tem um só núcleo. | A professora explicou a matéria. (núcleo: professora) |
| Composto | Tem dois ou mais núcleos. | Pedro e Ana viajaram juntos. (núcleos: Pedro, Ana) |
| Oculto ou desinencial | Não aparece na frase, mas a desinência do verbo indica quem é. | Estudamos a noite toda. (sujeito oculto: nós) |
| Indeterminado | Existe alguém praticando a ação, mas não dá para identificar quem. | Precisa-se de voluntários. / Dizem que a prova foi difícil. |
| Oração sem sujeito (inexistente) | Não há sujeito nenhum; o verbo é impessoal. | Choveu a noite toda. / Há muitos candidatos. |
Repare na diferença entre sujeito oculto e sujeito indeterminado, que é uma das pegadinhas mais comuns. No sujeito oculto, o contexto permite identificar quem é: em “Cheguei cedo”, sabemos que o sujeito é eu. No sujeito indeterminado, não dá para saber: em “Falam muito desta escola”, não sabemos quem fala. O verbo na terceira pessoa do plural sem sujeito claro é um forte sinal de indeterminação.
O sujeito indeterminado também aparece com o verbo na terceira pessoa do singular acompanhado da partícula se, chamada de índice de indeterminação do sujeito: “Vive-se bem nesta cidade”. Já o sujeito oculto costuma vir com verbo na primeira pessoa, como em “Vamos estudar?” (sujeito: nós).
O que é predicado?
O predicado é tudo o que se diz sobre o sujeito. Se tirarmos o sujeito da frase, o que sobrar é o predicado. Em “O cachorro latiu a noite toda”, o predicado é latiu a noite toda. Em “A menina está feliz”, o predicado é está feliz.
O predicado se divide em três tipos, e a diferença está no seu núcleo, isto é, na palavra mais importante dele:
| Tipo de predicado | Núcleo | Exemplo |
|---|---|---|
| Verbal | Um verbo significativo (de ação, fenômeno ou estado em movimento). | O aluno correu para a escola. |
| Nominal | Um nome (substantivo ou adjetivo), ligado ao sujeito por um verbo de ligação. | O aluno está cansado. (núcleo: cansado) |
| Verbo-nominal | Dois núcleos: um verbo significativo e um nome (predicativo). | O aluno chegou cansado. (núcleos: chegou, cansado) |
Para não errar a classificação, pergunte: o verbo da frase indica uma ação ou apenas liga o sujeito a uma característica? Se indica ação, o predicado tende a ser verbal. Se apenas liga, como ser, estar, ficar, parecer, permanecer, o predicado é nominal. Se há ação e característica ao mesmo tempo, é verbo-nominal.
Núcleo do sujeito e núcleo do predicado
O núcleo é a palavra central do termo, aquela sem a qual o sentido se perde. No sujeito simples “A casa amarela foi vendida”, o núcleo é casa; a e amarela apenas acompanham o núcleo. No sujeito composto “Mãe e filha cozinharam juntas”, há dois núcleos: mãe e filha.
No predicado verbal, o núcleo é o verbo significativo: em “Os pássaros cantam ao amanhecer”, o núcleo é cantam. No predicado nominal, o núcleo é o nome que caracteriza o sujeito: em “A noite está fria”, o núcleo é fria. No predicado verbo-nominal, há dois núcleos: em “O menino saiu contente”, os núcleos são saiu e contente.
Um erro frequente é achar que o núcleo do sujeito é sempre a primeira palavra. Não é. Em “Os três primeiros colocados receberam prêmios”, o núcleo é colocados, não três nem primeiros. Pergunte sempre: de quem se fala, de fato? A resposta aponta o núcleo.
Predicativo do sujeito e predicativo do objeto
O predicativo é o termo que atribui uma característica a outro termo da oração. Quando caracteriza o sujeito, chama-se predicativo do sujeito; quando caracteriza o objeto, chama-se predicativo do objeto.
- Predicativo do sujeito: “A professora chegou animada.” O termo animada caracteriza a professora, que é o sujeito.
- Predicativo do sujeito em predicado nominal: “O dia está lindo.” O termo lindo é o núcleo do predicado nominal e caracteriza o sujeito o dia.
- Predicativo do objeto: “Consideramos o trabalho excelente.” O termo excelente caracteriza o trabalho, que é o objeto direto.
- Predicativo do objeto em predicado verbo-nominal: “O juiz julgou o réu culpado.” O termo culpado caracteriza o réu, que é o objeto.
Como diferenciar predicativo de adjunto adverbial? O predicativo caracteriza um ser (sujeito ou objeto); o adjunto adverbial indica circunstância, como tempo, lugar ou modo. Em “O aluno saiu triste”, triste é predicativo, porque diz como o aluno estava. Em “O aluno saiu ontem”, ontem é adjunto adverbial de tempo, porque diz quando ele saiu.
Verbos de ligação e verbos significativos
Os verbos de ligação não indicam ação: eles ligam o sujeito ao predicativo. Os principais são ser, estar, ficar, parecer, permanecer, continuar, tornar-se e andar (no sentido de estar). Exemplos: “Ela é simpática.”, “Ele ficou nervoso antes da prova.”, “A turma permaneceu atenta.”
Os verbos significativos têm sentido próprio e indicam ação, fenômeno da natureza, estado ou movimento: correr, estudar, chover, chegar, dormir, cantar. Exemplos: “Ela corre todos os dias.”, “Choveu muito ontem.”
Atenção: o mesmo verbo pode ser de ligação em uma frase e significativo em outra, dependendo do sentido. Em “Ele anda preocupado”, anda é verbo de ligação (equivale a está). Em “Ele anda cinco quilômetros por dia”, anda é significativo (indica ação). O contexto decide, nunca decore o verbo isolado. O mesmo vale para ficar: “Ficou feliz” (ligação) contra “Ficou em casa” (significativo, indica permanência em lugar).
Transitividade: por que ela ajuda a entender o predicado
A transitividade mostra se o verbo precisa de complemento e de qual tipo. Ela se relaciona com o predicado porque ajuda a separar sujeito, objeto e predicativo:
| Tipo de verbo | O que pede | Exemplo |
|---|---|---|
| Transitivo direto | Objeto direto, sem preposição. | O estudante leu o livro. |
| Transitivo indireto | Objeto indireto, com preposição. | O estudante precisa de ajuda. |
| Transitivo direto e indireto | Dois objetos. | O professor entregou o gabarito aos alunos. |
| Intransitivo | Não pede objeto. | O bebê dormiu. |
| De ligação | Predicativo, não objeto. | A aula parece difícil. |
Se você está em dúvida entre objeto e predicativo, teste a pergunta: o termo completa o sentido do verbo ou caracteriza alguém? “Ele achou o filme longo”: longo caracteriza o filme, então é predicativo do objeto. “Ele assistiu ao filme”: ao filme completa o verbo assistir, então é objeto indireto. Para revisar as classes de palavras que aparecem nesses termos, vale reler o artigo sobre classes gramaticais e o de formação de palavras.
Casos que confundem (e caem na prova)
1. Sujeito posposto. O sujeito vem depois do verbo, comum em frases com verbo no início: “Vieram os resultados.”, “Faltam duas questões.” O verbo concorda com esse sujeito posposto, não com o que vem antes.
2. Sujeito oracional. O sujeito é uma oração inteira, geralmente introduzida por que ou se: “Que você estude é importante.”, “Estudar todos os dias ajuda muito.” Nesse caso, o verbo da oração principal fica na terceira pessoa do singular.
3. Verbos impessoais. Não têm sujeito. Os mais cobrados são:
- Haver no sentido de existir: “Há muitas vagas neste curso.” (nunca “haviam muitas vagas” nem “hão”).
- Fazer indicando tempo decorrido ou fenômeno: “Faz dois anos que ele se formou.”, “Faz calor hoje.”
- Verbos de fenômeno da natureza: “Choveu durante a prova.”, “Nevou na serra.”, “Ventou forte ontem.”
- Ser indicando tempo ou distância: “São duas horas.”, “É longe daqui até a escola.”
Verbos impessoais ficam sempre na terceira pessoa do singular. Se a questão traz “haviam candidatos” ou “fazem dois meses”, já desconfie: essas formas estão erradas nesse uso.
4. A partícula “se”. Ela pode ser índice de indeterminação do sujeito (“Precisa-se de professores”) ou partícula apassivadora (“Vendem-se livros usados”). A diferença: na indeterminação, o verbo fica no singular e não há objeto claro; na voz passiva com se, o verbo concorda com o sujeito paciente (“Vendem-se livros” = livros são vendidos). Esse é um dos pontos mais cobrados em sintaxe.
5. Sujeito com “a gente” e com coletivos. “A gente” pede verbo no singular (“A gente estuda junto”), mesmo indicando várias pessoas. Coletivos também pedem singular: “A turma chegou cedo.”, “A multidão aplaudiu o show.” Para aprofundar a concordância, combine este artigo com o de colocação pronominal e com a lista de Língua Portuguesa.


Mapa mental
- ORAÇÃO = SUJEITO + PREDICADO
- Sujeito: de quem se fala
- Simples: um núcleo — “A professora explicou.”
- Composto: dois ou mais núcleos — “Pedro e Ana viajaram.”
- Oculto: indicado pelo verbo — “Estudamos muito.” (nós)
- Indeterminado: não se sabe quem — “Dizem que vai chover.”
- Sem sujeito: verbo impessoal — “Choveu.” / “Há vagas.”
- Predicado: o que se diz do sujeito
- Verbal: núcleo é verbo significativo — “O aluno correu.”
- Nominal: núcleo é um nome + verbo de ligação — “O aluno está cansado.”
- Verbo-nominal: dois núcleos — “O aluno chegou cansado.”
- Predicativo: característica
- Do sujeito: “Ela chegou animada.”
- Do objeto: “Achei o filme longo.”
- Verbos: de ligação (ser, estar, ficar, parecer) ligam; significativos (correr, estudar, chover) têm sentido próprio.
- Cuidado: sujeito posposto, sujeito oracional, haver, fazer e fenômenos da natureza não têm sujeito identificável ou pedem singular.
- Sujeito: de quem se fala
SAQ — Perguntas e respostas rápidas
1. O que é sujeito?
É o termo da oração sobre o qual se declara alguma coisa, isto é, de quem ou do que se fala.
2. O que é predicado?
É tudo o que se diz sobre o sujeito em uma oração.
3. Qual é a diferença entre sujeito simples e sujeito composto?
O simples tem um só núcleo; o composto tem dois ou mais núcleos.
4. Como identificar um sujeito oculto?
Pela desinência do verbo e pelo contexto, como em “Vamos estudar?” (sujeito: nós), mesmo sem ele aparecer na frase.
5. Quando o sujeito é indeterminado?
Quando existe alguém praticando a ação, mas não é possível identificar quem, como em “Precisa-se de voluntários”.
6. O que é uma oração sem sujeito?
É a oração com verbo impessoal, como chover, haver no sentido de existir e fazer indicando tempo, que não admite sujeito.
7. Qual é a diferença entre predicado nominal e predicado verbo-nominal?
No nominal, o núcleo é um nome ligado por verbo de ligação; no verbo-nominal, há dois núcleos: um verbo significativo e um nome (predicativo).
8. O que é predicativo do sujeito?
É o termo que atribui uma característica ao sujeito, como animada em “A professora chegou animada”.
Questões comentadas
Questão 1. Em “Os estudantes do terceiro ano organizaram uma feira de ciências na escola”, o sujeito da oração é:
a) os estudantes
b) os estudantes do terceiro ano
c) uma feira de ciências
d) na escola
e) organizaram
Gabarito: B. Quem organizou a feira? Os estudantes do terceiro ano, com núcleo em estudantes. A alternativa A está incompleta, porque deixa de fora o termo do terceiro ano, que faz parte do sujeito. C é o objeto direto (o que foi organizado). D é adjunto adverbial de lugar. E é o verbo, núcleo do predicado, não do sujeito.
Questão 2. Assinale a alternativa em que o sujeito está indeterminado:
a) Chegamos cedo à escola.
b) Maria e Joana estudam juntas.
c) Falam muito bem deste cursinho na cidade.
d) Choveu durante toda a madrugada.
e) A turma toda participou do simulado.
Gabarito: C. Em “Falam muito bem deste cursinho”, o verbo está na terceira pessoa do plural sem sujeito claro, e não dá para identificar quem fala: sujeito indeterminado. A tem sujeito oculto (nós). B tem sujeito composto (Maria e Joana). D é oração sem sujeito, pois chover é verbo impessoal. E tem sujeito simples (a turma toda, núcleo: turma).
Questão 3. Em “A aula parecia interminável naquela tarde de calor”, o predicado é classificado como:
a) verbal, pois o núcleo é o verbo parecer.
b) nominal, pois o núcleo é o nome interminável, ligado por verbo de ligação.
c) verbo-nominal, pois há ação e característica ao mesmo tempo.
d) verbal, pois interminável é objeto direto.
e) nominal, pois o núcleo é o verbo parecer.
Gabarito: B. O verbo parecer é de ligação e apenas liga o sujeito a aula ao predicativo interminável, que é o núcleo do predicado nominal. A erra ao tratar parecer como verbo significativo. C erra porque não há ação, só ligação. D erra porque interminável caracteriza o sujeito, não completa o verbo como objeto. E confunde os papéis: no predicado nominal, o núcleo é o nome, não o verbo de ligação.
Questão 4. Em “Os candidatos saíram confiantes da sala de prova”, o termo confiantes é:
a) objeto direto.
b) adjunto adverbial de modo.
c) predicativo do sujeito.
d) sujeito composto.
e) adjunto adnominal.
Gabarito: C. O termo confiantes caracteriza os candidatos, que são o sujeito, ao mesmo tempo em que o verbo saíram indica ação: predicado verbo-nominal com predicativo do sujeito. A erra porque confiantes não completa o verbo sair. B erra porque o termo não indica modo da ação, e sim o estado dos candidatos. D erra porque o sujeito já é os candidatos. E erra porque adjunto adnominal acompanha um substantivo dentro do mesmo termo, e aqui confiantes está no predicado.
Questão 5. Assinale a alternativa em que o verbo destacado é impessoal, indicando oração sem sujeito:
a) Há muitos alunos interessados no curso.
b) Os alunos haviam chegado antes do sinal.
c) Eles fazem os exercícios com atenção.
d) A chuva chegou de repente.
e) O professor está na sala.
Gabarito: A. Em “Há muitos alunos”, o verbo haver tem sentido de existir e é impessoal: não há sujeito. B traz haver como auxiliar de tempo composto, com sujeito (os alunos). C traz fazer como verbo de ação, com sujeito (eles). D traz um sujeito claro (a chuva). E traz o verbo estar como ligação, com sujeito (o professor).
Questão 6. Em “Vendem-se apartamentos novos neste bairro”, a análise correta é:
a) Sujeito indeterminado, com verbo no singular.
b) Oração sem sujeito, pois vender é verbo impessoal.
c) Sujeito simples (apartamentos novos), com a partícula se apassivadora, e o verbo concorda com ele.
d) Sujeito oculto (eles), pois o verbo está no plural.
e) Predicado nominal, pois novos é o núcleo do predicado.
Gabarito: C. A construção equivale a “apartamentos novos são vendidos”: o sujeito é apartamentos novos, o se é partícula apassivadora e o verbo concorda no plural com o sujeito. A erra porque, na indeterminação com se, o verbo ficaria no singular (“Precisa-se de ajuda”). B erra porque vender não é verbo impessoal. D erra porque não há sujeito oculto: o sujeito está explícito. E erra porque o predicado é verbal, com núcleo em vendem; novos é apenas um adjunto que acompanha apartamentos.
Dica do professor
Na hora da prova, não comece classificando: comece perguntando. Primeiro, ache o verbo. Depois, pergunte “quem?” ou “o quê?” antes dele para achar o sujeito. Só então olhe para o resto da frase e pergunte se há uma característica ligada ao sujeito ou ao objeto. Essa ordem — verbo, sujeito, resto — evita a maioria dos erros, porque impede que você confunda objeto com sujeito e predicativo com adjunto. Treine com frases do dia a dia, como manchetes e legendas, e a análise vira reflexo.
Atenção/cuidado — erros comuns
- Confundir objeto com sujeito: em “O vento derrubou a árvore”, o sujeito é o vento, não a árvore.
- Escrever “haviam muitas pessoas” ou “fazem dois anos”: com sentido de existir e de tempo decorrido, haver e fazer ficam no singular.
- Achar que sujeito oculto e indeterminado são a mesma coisa: no oculto, o contexto revela quem é; no indeterminado, não revela.
- Classificar todo verbo ficar, andar ou parecer como de ligação sem olhar o sentido: “Ele andou dez quilômetros” tem verbo significativo, não de ligação.
- Esquecer o sujeito posposto: em “Chegaram os resultados”, o verbo concorda com os resultados, que vem depois dele.
- Tratar predicativo como adjunto adverbial: predicativo caracteriza um ser; adjunto adverbial indica circunstância, como tempo e lugar.
Conexão com outras áreas
Sujeito e predicado sustentam a concordância verbal, a pontuação e a interpretação de texto, que aparecem em todas as provas de Linguagens. Na redação, separar bem sujeito e predicado ajuda a escrever frases claras, sem ambiguidade e sem erro de concordância — um ganho direto na competência de domínio da escrita. Em Língua Portuguesa, o tema se liga a classes gramaticais, formação de palavras, crase, vírgula e colocação pronominal. Em outras disciplinas, a mesma habilidade de identificar “de quem se fala” e “o que se diz” ajuda a ler enunciados de Matemática, Física e Biologia com mais precisão, porque o estudante passa a separar o dado do comando da questão antes de resolver.



